Depois de encerrar 2025 com uma campanha sólida no VALORANT Champions Tour 2025 - Valorant Champions pelo MIBR, xenom começou a temporada competitiva de VALORANT de forma diferente. Sem organização no início, o jogador foi contratado pela 2GAME Esports em abril deste ano — e foi aí que tudo mudou.

Vice-campeão do VCL 2026 - Brazil: Stage 2, xenom não disputou o VCL 2026 - Americas Last Chance Qualifier por problemas com o visto mexicano. Mas agora, após quase um ano, ele voltou a pisar no palco do VCT Americas. E, em entrevista exclusiva ao THESPIKE Brasil, o jogador abriu o jogo sobre essa evolução.

O que mudou para xenom desde o MIBR?

Quando perguntado se sente que evoluiu nesse período, xenom foi direto: "Eu digo que sim. Acho que principalmente porque a gente teve o Champions depois do meu último jogo aqui no VCT Americas, então, teve bastante diferença pra mim. Até no Brasil, acho que eu evoluí bastante como player, como pessoa."

E ele completa: "Acho que é um xenom melhorado em todos os aspectos, por assim dizer. Eu diria mais experiência, né? Acho que eu consigo ajudar um pouco. E nessa calma, principalmente com o time novo, o brinks sendo IGL, primeira vez sendo IGL no Tier 1, então acho que dá uma ajudada."

Essa maturidade é perceptível. Não é todo jogador que consegue transformar um período de incerteza em combustível para crescimento. E, no caso do xenom, a pausa forçada parece ter feito bem.

O retorno ao VCT Americas e a confiança no Tier 1

Mesmo com a derrota da 2Game para a FURIA na estreia pelos play-ins do VALORANT Champions Tour 2026 - Americas Stage 2, xenom valorizou o simples fato de estar de volta à liga internacional. E, quando questionado se se considera um jogador de nível Tier 1, a resposta veio sem hesitação.

"É um sentimento muito bom, não tem como falar. Todo mundo quer estar aqui, todo mundo quer estar jogando. Então, mesmo depois de sair do MIBR, eu foquei bastante e sabia que ia estar aqui de volta pra esse segundo split. E é isso, sentimento muito feliz, mas a gente tem jog..."

Essa confiança não é à toa. A trajetória de xenom mostra resiliência — algo que nem sempre aparece nas estatísticas, mas que faz toda a diferença nos momentos decisivos.

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Agora, a pergunta que fica é: como será que essa nova versão de xenom vai se sair nos próximos jogos? A 2Game ainda tem muito a mostrar, e o jogador parece pronto para o desafio.

E essa confiança vem de um lugar bem específico. Durante o período sem equipe, xenom não ficou parado. Ele aproveitou o tempo para estudar o meta, rever seus próprios VODs e, principalmente, trabalhar a parte mental. Em um cenário onde a pressão por resultados é constante, essa pausa estratégica pode ter sido o diferencial que faltava.

O jogador também destacou a importância de ter o brinks como IGL. "O brinks é um cara muito inteligente, ele tá aprendendo rápido. E eu, como player mais experiente, tento passar essa calma nos momentos difíceis. A gente se completa bem." Essa sinergia dentro de jogo é algo que se constrói com tempo, e a 2Game parece estar no caminho certo.

O que esperar da 2Game no restante do VCT Americas?

A derrota para a FURIA na estreia não apaga o fato de que a 2Game mostrou evolução. O time, que veio do cenário nacional, está aprendendo a lidar com a intensidade do Tier 1. E xenom, com sua experiência no MIBR, tem sido uma peça-chave nessa transição.

Quando perguntado sobre os objetivos da equipe, ele foi realista: "A gente sabe que é um processo. Não dá pra chegar e ganhar tudo de primeira. Mas a base é sólida, e a cada jogo a gente tá evoluindo. O importante é manter a consistência e não desanimar com os resultados."

Essa mentalidade de longo prazo é rara em um cenário onde muitos times se desmancham após uma sequência de derrotas. A 2Game, no entanto, parece ter encontrado um equilíbrio entre ambição e paciência.

A evolução pessoal de xenom: mais do que apenas um jogador

Além do lado competitivo, xenom também falou sobre como o período fora do VCT Americas o ajudou a amadurecer como pessoa. "Eu acho que a gente cresce muito quando passa por dificuldades. No MIBR, eu tinha uma estrutura pronta. Aqui, tive que me virar, entender o meu próprio valor. Isso me fez mais forte."

E essa maturidade transparece na forma como ele lida com a torcida e com a imprensa. Em vez de se esquivar de perguntas difíceis, xenom encara tudo com uma tranquilidade que impressiona. Não é à toa que ele se tornou uma referência dentro do elenco.

O próximo desafio da 2Game será contra equipes que já estão acostumadas com o ritmo do VCT Americas. Mas, se depender da postura de xenom, o time não vai se intimidar. "A gente veio pra competir. Não tem medo de ninguém."

E é exatamente essa mentalidade que pode fazer a diferença em uma liga tão disputada. A 2Game ainda tem muitos jogos pela frente, e xenom está pronto para mostrar que a evolução não foi apenas passageira.



Fonte: THESPIKE