Nesta segunda-feira, 17 de agosto de 2026, o cenário de CS2 viu a FURIA feminina deixar o jogo para migrar ao VALORANT. O movimento acontece menos de um ano depois do fim da ESL Impact, circuito que tinha campeonatos regionais e um mundial feminino, porém foi descontinuado pela organizadora.
E quem comentou a mudança foi justamente Gabriel "FalleN" Toledo, um dos maiores nomes do CS brasileiro. Em declaração repercutida nas redes sociais, o capitão da FURIA masculina falou sobre a saída do time feminino e a transição para o VALORANT.
FalleN comentou que a migração era esperada, mas ainda assim lamentou o momento do cenário feminino de CS. "É uma pena ver o time saindo, mas entendo a decisão. Sem campeonatos, fica difícil manter a estrutura", disse o jogador.
O contexto da migração da FURIA feminina para o VALORANT
A decisão da FURIA não veio do nada. Com o fim da ESL Impact, o cenário feminino de CS2 perdeu seu principal palco competitivo. A organização avaliou as opções e optou pelo VALORANT, que tem investido cada vez mais na modalidade feminina.
Vale lembrar que a FURIA foi campeã mundial da ESL Impact S7 Finals. O time era uma das forças dominantes do cenário, e a saída deixa um vácuo importante no CS feminino brasileiro.
Leia também: Quinteto da FURIA que sai do CS tem uma "veterana" no VALORANT
O que a declaração de FalleN revela sobre o futuro
A fala de FalleN sobre o time feminino da FURIA no VALORANT em 2026 mostra que a transição era uma questão de tempo. O jogador destacou que a falta de torneios femininos de CS2 foi o principal fator para a decisão.
E não é só a FURIA. Jogadoras como Mayline "ASTRA" Champliaud, eleita a melhor do mundo em 2025, também fizeram a troca para o VALORANT. O movimento parece ser uma tendência, não um caso isolado.
Sem a ESL Impact e sem o surgimento de novos campeonatos femininos, o cenário tem visto a saída de grandes nomes. A pergunta que fica é: o CS2 vai conseguir segurar suas jogadoras ou o VALORANT vai dominar também esse espaço?
Fato é que a FURIA feminina no VALORANT em 2026 já é realidade. E com o aval de FalleN, a mudança ganha ainda mais peso no cenário brasileiro.
E essa não é a primeira vez que a FURIA aposta no VALORANT como alternativa para o cenário feminino. A organização já tinha demonstrado interesse na modalidade desde 2023, quando chegou a especular uma equipe para o Game Changers, o circuito oficial da Riot Games para mulheres. Agora, com a saída da ESL Impact, o movimento se concretizou.
O que muita gente não sabe é que a estrutura do VALORANT feminino é bem diferente do que existia no CS. Enquanto a ESL Impact tinha um calendário limitado, com poucos eventos por ano, o Game Changers oferece uma rotina mais constante, com splits regulares e uma final global. Para as jogadoras, isso significa mais estabilidade e, principalmente, mais visibilidade.
E olha, eu acompanho o cenário feminino de perto há alguns anos. A diferença de tratamento entre as duas modalidades é gritante. No CS, as meninas lutavam por espaço, por patrocínio, por respeito. No VALORANT, a Riot construiu uma estrutura que, embora ainda tenha muito a melhorar, pelo menos garante um palco fixo. Não é à toa que tantas jogadoras estão fazendo essa troca.
O impacto da saída da FURIA no CS feminino brasileiro
A saída da FURIA deixa um buraco enorme no CS feminino do Brasil. O time era referência, com títulos importantes e uma base de fãs fiel. Sem a organização, o cenário perde uma das poucas equipes que conseguiam pagar salários dignos e oferecer estrutura profissional.
E o problema não é só da FURIA. Outras organizações brasileiras, como MIBR e paiN, também reduziram investimentos no feminino nos últimos anos. A verdade é que, sem um circuito forte, fica difícil justificar o custo de manter uma equipe competitiva.
Enquanto isso, o VALORANT segue crescendo. A Riot anunciou recentemente a expansão do Game Changers para mais regiões, incluindo um foco maior na América do Sul. Para as jogadoras que querem viver do esporte, a escolha parece cada vez mais óbvia.
Mas será que o CS2 vai simplesmente aceitar essa evasão? A Valve, que sempre foi relutante em investir no cenário feminino, agora enfrenta uma pressão maior. A comunidade tem cobrado uma postura mais ativa, mas até agora, nenhuma resposta concreta.
O que esperar da FURIA feminina no VALORANT
Com a migração confirmada, a expectativa agora é ver como o time vai se adaptar. O quinteto que sai do CS tem experiência e talento, mas o VALORANT é um jogo diferente, com mecânicas próprias e um meta em constante evolução.
Algumas jogadoras já têm experiência no FPS da Riot. A equipe conta com uma veterana que já atuou no Game Changers, o que pode facilitar a transição. Mas a adaptação não vai ser da noite para o dia. O nível competitivo do VALORANT feminino é alto, e a concorrência inclui times como LOUD, MIBR e outras organizações que já estão na modalidade há mais tempo.
E tem outro detalhe: a FURIA não confirmou se vai manter a mesma line-up ou se fará mudanças. A especulação é que algumas jogadoras podem não se adaptar ao novo jogo, e a organização pode buscar reforços no mercado. O anúncio oficial deve sair nas próximas semanas, e a torcida já está ansiosa.
No fim das contas, a declaração de FalleN é um reflexo de um momento maior. O CS feminino está encolhendo, e o VALORANT está absorvendo esse talento. A pergunta que fica é: até quando o CS2 vai conseguir ignorar esse problema?
Fonte: Dust2










