A UNO MILLE anunciou a saída de clon7 de sua lineup de Counter-Strike. A mudança ocorre em abril de 2026, marcando o fim de uma parceria que durou o primeiro semestre do ano. O jogador, que atuou pela equipe desde janeiro, deixa o time após a participação na Odyssey Cup e no CCT South America Series 1.
Para quem acompanha o cenário competitivo brasileiro, essa baixa na lineup da UNO MILLE não chega a ser uma surpresa total. Afinal, o time passou por uma transição recente — saiu da Four Magic em fevereiro e reassumiu a tag UNO MILLE. E, como costuma acontecer em times que estão se reestruturando, mudanças na escalação são quase inevitáveis.
O que aconteceu com clon7 na UNO MILLE?
Clon7, de 24 anos, começou a competir profissionalmente em junho de 2024, quando se juntou à Vex Dragons. Desde então, passou por equipes como Tropa do KinGui, StragaSonhoS e Vasco. Na UNO MILLE, ele atuou entre janeiro e abril de 2026, período em que o time disputou campeonatos importantes.
O último torneio de clon7 pela equipe foi a Odyssey Cup, onde a UNO MILLE está com um retrospecto de 1-2 e precisa vencer a partida eliminatória para seguir na competição. O time também está inscrito no CCT South America Series 1, mas agora sem o jogador.
Substituição de clon7: quem entra na UNO MILLE?
Com a saída de clon7, a UNO MILLE agora conta com quatro jogadores confirmados:
- Alexandre "ALLE" Santos
- João "Ltz" Bonetti
- Jonathan "cLd" Cruz
- Victor "remix" Monteiro
A vaga deixada por clon7 ainda não foi preenchida. A equipe deve anunciar um novo integrante nos próximos dias, especialmente porque a Odyssey Cup está em andamento e o time precisa de um quinto jogador para continuar na disputa.
No cenário competitivo brasileiro, essa mudança na lineup da UNO MILLE pode ser vista como uma oportunidade para o time se reajustar. Afinal, a equipe mostrou potencial nos primeiros meses de 2026, mas a instabilidade de uma organização que sai e outra que entra — como foi o caso da Four Magic — sempre gera desafios.
E você, o que acha dessa saída? A UNO MILLE consegue se manter competitiva sem clon7? Ou a equipe precisa de uma reformulação mais profunda? O tempo dirá, mas uma coisa é certa: o primeiro semestre de 2026 está sendo movimentado para o CS brasileiro.
O impacto da saída de clon7 no desempenho da UNO MILLE
Quando um jogador sai de uma equipe no meio de uma competição, os efeitos podem ser sentidos imediatamente. No caso da UNO MILLE, a Odyssey Cup está longe de terminar — e o time precisa de resultados consistentes para avançar. Sem clon7, a equipe perde não apenas um jogador, mas também a química construída ao longo de meses de treino.
Mas será que essa saída é realmente um golpe duro? Depende do ponto de vista. Clon7 não era o principal destaque da lineup — seus números individuais no CCT South America Series 1 mostravam um desempenho mediano, com um rating médio de 1.02 e 0.68 kills por round. Nada espetacular, mas também não era um peso morto. Ele cumpria seu papel, especialmente em rounds de força bruta, onde sua agressividade ajudava a abrir espaços.
O problema, na minha opinião, é mais sobre o timing. Trocar um jogador durante um torneio é sempre arriscado. Você perde rotinas, calls ensaiadas e aquela intuição que só vem com o tempo jogando junto. E a UNO MILLE já vinha de uma transição complicada — sair da Four Magic e reassumir a tag original não é algo que acontece sem deixar marcas.
O histórico recente da UNO MILLE: uma montanha-russa
Vamos dar um passo atrás e olhar para o que essa equipe já passou nos últimos meses. A UNO MILLE, que originalmente surgiu como uma organização focada em CS, passou por uma fase de instabilidade em 2025. Em fevereiro de 2026, o time deixou a Four Magic — uma organização que havia absorvido a lineup — e voltou a usar o nome UNO MILLE. Essa mudança de identidade, por si só, já bagunça a moral do time.
E não é só questão de nome. Quando uma organização sai de cena, patrocínios, suporte estrutural e até mesmo a confiança dos jogadores podem ser afetados. A Four Magic, por exemplo, tinha uma estrutura mais consolidada, com salários em dia e uma base de fãs dedicada. Voltar para a UNO MILLE significou, para muitos, recomeçar do zero.
Nesse contexto, a saída de clon7 pode ser vista como mais um sintoma de um problema maior. Talvez o jogador não se sentisse confortável com a nova direção do time. Ou talvez a equipe tenha identificado que precisava de um perfil diferente para o quinto jogador — alguém com mais experiência em momentos decisivos, por exemplo.
Quem poderia substituir clon7? Especulações e possibilidades
A vaga está aberta, e o mercado brasileiro de CS não é exatamente um mar de opções. Mas existem alguns nomes que fazem sentido para a UNO MILLE. Vamos pensar juntos:
- Jogadores da Free Agent Pool: O cenário brasileiro tem vários jogadores experientes sem equipe no momento. Nomes como felps (que já passou por SK Gaming e INTZ) ou dzt (ex-Flamengo) poderiam trazer experiência e consistência. Mas será que eles se encaixariam no estilo da UNO MILLE?
- Promoção interna: A UNO MILLE tem uma base? Não que eu saiba. Mas times menores às vezes recorrem a jogadores de organizações parceiras ou até mesmo a substitutos de última hora. Não seria surpresa se a equipe anunciasse alguém relativamente desconhecido.
- Um jogador de outra equipe: Isso seria mais complicado, porque envolveria negociações e possíveis multas rescisórias. Mas, em times que estão em crise, comprar um jogador de uma organização menor pode ser uma solução rápida.
Pessoalmente, acho que a UNO MILLE deveria buscar um jogador com experiência em LANs e em partidas eliminatórias. A Odyssey Cup tem um formato que exige resiliência — e um jogador que já passou por situações de pressão pode fazer a diferença. Alguém como Lucas "Luken" (ex-Imperial) ou Vinicius "vsm" (ex-Keyd Stars) seriam opções interessantes, mas ambos estão ativos em outras equipes.
O que esperar da UNO MILLE nos próximos torneios?
Com a Odyssey Cup ainda rolando e o CCT South America Series 1 pela frente, a UNO MILLE precisa agir rápido. O time tem talento — ALLE e Ltz são jogadores sólidos, e cLd já mostrou lampejos de brilhantismo. Mas a falta de um quinto jogador pode custar caro.
E não é só questão de preencher a vaga. É sobre encontrar alguém que se adapte ao estilo de jogo da equipe. A UNO MILLE costuma jogar de forma agressiva, com foco em entradas rápidas e controle de mapa. Clon7 era parte disso, mas talvez o time precise de alguém mais paciente, que saiba segurar o jogo quando as coisas apertam.
Você já parou para pensar como uma única mudança pode alterar completamente a dinâmica de um time? É fascinante — e frustrante ao mesmo tempo. Um novo jogador pode trazer energia, mas também pode quebrar a química que levou meses para ser construída.
Fonte: Dust2










