Há mais de um ano que a estrela da KRÜ Esports, Less, não pisava no estúdio do VCT Americas. Na temporada VCT 2025, Less competiu na região VCT EMEA pela Team Vitality, onde se esperava que o time dominasse a região. No início, o time fez exatamente isso. Eles desmantelaram toda a região EMEA e terminaram em quarto lugar no VALORANT Champions Tour 2025 - Masters Bangkok 2025. No entanto, desde sua entrada emocionante em 2025, o time lutou para recuperar aquela centelha, já que a Vitality perdeu tanto o VALORANT Champions Tour 2025 - Masters Toronto 2025 quanto o VALORANT Champions Tour 2025 - Valorant Champions. Ao longo da temporada VCT 2025, muitas coisas continuaram dando errado dentro do time Vitality. O time teve que fazer mudanças constantes entre as etapas, e Less se viu jogando em modo de sobrevivência no final de sua estadia na Europa.
"Para ser sincero, na Vitality era mais como sobreviver dentro do jogo", disse Less. "A companhia, a organização eram incríveis, e eu as amava. Meus companheiros de equipe e minha comissão técnica também eram ótimos. Foi difícil dentro do jogo porque mudávamos as escalações e, portanto, a atenção se concentrava nos novos jogadores, e eu só estava lá sobrevivendo, tentando ajudar a todos, mas foi muito difícil." Durante toda a temporada do VCT 2025, Less lutou para encontrar o sucesso em seu país após a participação do time no VALORANT Masters Bangkok. Apesar de ter jogado bem durante toda a temporada, ele admitiu ter tido dificuldades para tentar ter um impacto mais profundo na Team Vitality devido a uma mistura de barreiras linguísticas e às constantes mudanças do time.
Então, quando se soube que Less não continuaria na Team Vitality na temporada do VCT 2026, ele buscou um novo time, mas desta vez em busca de um que pudesse captar as novas características e traços que Less queria para seu próximo esquadrão.
Por que Less retornou ao VCT Américas
Decidir quais seriam os próximos passos não foi fácil. Less tinha opções — tanto na EMEA quanto de volta às Américas. Mas algo o puxou de volta para a KRÜ Esports. "Sinto que na KRÜ posso construir algo duradouro", explicou Less. "Não quero ficar pulando de time em time a cada temporada. Meu objetivo é estar em um time que possa jogar junto durante anos, crescendo e evoluindo como um grupo." Essa declaração ecoa o sentimento de muitos jogadores que buscam estabilidade em um cenário competitivo cada vez mais volátil. A KRÜ Esports, conhecida por sua forte identidade latino-americana, parece oferecer exatamente esse ambiente.
Less destacou que a comunicação e a química são fatores cruciais para ele. "Na Vitality, a barreira do idioma era real. Não é que ninguém falasse inglês, mas em momentos de pressão, você quer se expressar na sua língua nativa. Na KRÜ, posso ser eu mesmo, posso me comunicar sem filtros." Essa familiaridade cultural e linguística pode ser o diferencial que o time precisa para se destacar no VCT Americas 2026.
O que esperar da KRÜ Esports em 2026
A volta de Less não é apenas uma contratação; é uma declaração de intenções. A KRÜ Esports está se reconstruindo em torno de um núcleo sólido, e Less é a peça central desse projeto. "Quero ajudar a KRÜ a não apenas competir, mas a ser uma ameaça real no cenário internacional", afirmou Less. "Aprendi muito na Europa, especialmente sobre disciplina e preparação. Quero trazer isso para o time."
Para os fãs brasileiros, ver Less de volta às Américas é motivo de comemoração. Ele é um dos jogadores mais talentosos da região, e sua experiência internacional só o torna mais valioso. A pergunta que fica é: será que a KRÜ conseguirá montar um elenco à altura de suas ambições? Com Less no comando, as expectativas são altas.
O VCT 2026 promete ser uma temporada de reencontros e rivalidades renovadas. E com Less de volta, a KRÜ Esports certamente será um dos times a serem observados.
O impacto de Less na dinâmica da KRÜ
Mas vamos ser honestos por um momento: não basta ter um superstar no elenco. A KRÜ Esports aprendeu isso da maneira mais difícil nas últimas temporadas. Lembro-me de assistir aos jogos deles em 2024 e pensar: 'Cara, eles têm talento individual, mas parece que cada um está jogando por si.' E é exatamente aí que Less entra como um catalisador.
Less não é apenas um bom jogador — ele é um vencedor comprovado. Ele foi campeão do VALORANT Champions 2022 com a LOUD, e isso não é algo que qualquer um pode colocar no currículo. Mas o que me impressiona é como ele amadureceu desde então. Na entrevista, ele mencionou algo que me fez parar e refletir: 'Antes, eu só queria mostrar que era bom. Agora, quero mostrar que posso fazer os outros ao meu redor serem melhores.' Isso é música para os ouvidos de qualquer organização.
A KRÜ, que sempre teve uma base de fãs apaixonada na América Latina, precisa desesperadamente de consistência. Eles tiveram lampejos de brilhantismo — como aquela vitória impressionante contra a Sentinels no VCT 2024 — mas nunca conseguiram manter o ritmo. Com Less, a esperança é que ele traga não apenas habilidade mecânica, mas uma mentalidade de campeonato. Ele sabe o que é preciso para vencer no mais alto nível, e isso é contagioso.
Os desafios que ainda estão por vir
Agora, não vamos pintar um quadro cor-de-rosa demais. A KRÜ ainda tem desafios enormes pela frente. O VCT Americas 2026 está repleto de times que se reforçaram pesadamente. A LOUD, por exemplo, está trazendo de volta alguns de seus ex-jogadores, e a Sentinels parece estar se reorganizando após uma temporada decepcionante. Sem mencionar a chegada de novas organizações que estão dispostas a gastar o que for preciso para competir.
Uma das maiores perguntas que me faço é: quem vai completar o elenco da KRÜ? Less é o ponto de partida, mas ele não pode carregar o time sozinho. A diretoria precisa encontrar jogadores que complementem seu estilo. Less é um jogador de suporte flexível — ele pode jogar de Sage, Killjoy ou até mesmo de Cypher em alguns mapas. Mas ele precisa de um duelista agressivo que possa abrir espaços, e de um controlador que entenda o ritmo do jogo.
Outro ponto que me deixa um pouco apreensivo é a pressão. Less está voltando para casa, mas isso vem com expectativas enormes. A torcida brasileira é apaixonada, mas também é implacável quando as coisas não saem como planejado. Eu me pergunto se ele está preparado para lidar com isso depois de um ano na Europa, onde a pressão era diferente, mais fria, por assim dizer.
E não podemos esquecer do fator adaptação. O meta do VALORANT muda constantemente, e o que funcionou para Less na Vitality pode não funcionar na KRÜ. Ele terá que se readaptar ao estilo de jogo das Américas, que é notoriamente mais agressivo e caótico do que o estilo europeu, que tende a ser mais estruturado e metódico. Será que ele consegue fazer essa transição suavemente?
O que a experiência europeia ensinou a Less
Durante nossa conversa, Less abriu o jogo sobre como a temporada na EMEA mudou sua perspectiva. 'Na Europa, aprendi que o jogo não é só sobre habilidade individual. É sobre consistência, sobre preparação, sobre entender o adversário. Cada mapa, cada rodada, cada economia — tudo importa. No Brasil, às vezes a gente confia muito no talento bruto, mas talento sem disciplina não leva a lugar nenhum.'
Essa é uma lição que muitos jogadores brasileiros aprendem tarde demais. A cena sul-americana sempre foi conhecida por ter jogadores mecanicamente brilhantes, mas que às vezes carecem de disciplina tática. Less parece ter internalizado isso. Ele mencionou que um dos maiores aprendizados foi como os times europeus se preparam para os jogos. 'Eles estudam cada detalhe. Não é só entrar no servidor e atirar. Eles têm planos para cada situação, e se algo sai do plano, eles se ajustam rapidamente. É algo que quero trazer para a KRÜ.'
E isso me faz pensar: será que a KRÜ está pronta para esse nível de profissionalismo? A organização tem a infraestrutura necessária? A KRÜ sempre foi um time que apostou na criatividade e na intuição, mas Less pode ser o elemento que os empurra para um patamar mais alto de preparação. Se ele conseguir incutir essa mentalidade no resto do elenco, a KRÜ pode se tornar um time muito mais perigoso.
Outra coisa que me chamou a atenção foi como Less falou sobre a saudade de casa. 'Não é fácil morar fora. Você sente falta da comida, da família, dos amigos. Mas mais do que isso, você sente falta de se sentir em casa. Na Vitality, eu era tratado bem, mas nunca foi a mesma coisa. Na KRÜ, eu sinto que posso ser eu mesmo, sem precisar me adaptar o tempo todo.' Isso mostra que a decisão dele não foi apenas tática, mas também emocional. E, convenhamos, no esports, onde a saúde mental é cada vez mais importante, esse fator não pode ser subestimado.
Less também comentou sobre as diferenças no estilo de comunicação. 'Na Europa, tudo é muito direto. Se alguém tem um problema, fala na hora. No Brasil, a gente tende a ser mais emocional, mais passional. Não é melhor nem pior, é diferente. Mas eu prefiro o jeito brasileiro, porque sinto que as pessoas se importam de verdade umas com as outras.' Essa conexão emocional pode ser a chave para construir a química que ele tanto busca.
Fonte: THESPIKE










