Apesar de terminar sem o título, erde saiu da grande final do VALORANT Champions Tour 2026 - Americas Stage 2 com um recorde individual. No confronto contra a 100 Thieves, disputado no último domingo (6), o jogador da LOUD anotou 98 abates em uma série melhor de cinco (MD5) e assumiu o topo da lista de maiores números de kills já registrados em uma grande final da liga internacional de VALORANT. A informação foi divulgada pelo perfil OvertimeVCT no X (antigo Twitter).

Recorde de kills em finais do VCT Americas

Com 98 abates e 64 mortes, erde ficou à frente de Sato, da Leviatán, que somou 94 kills na final contra a G2 Esports em 2026. Além disso, um outro fato curioso é que luk xo, também da LOUD, teve 90 abates na mesma decisão contra a 100 Thieves e aparece no top-5 (confira abaixo).

  • erde (vs 100 Thieves 2026): 98 kills
  • Sato (vs G2 Esports 2026): 94 kills
  • Neon (vs G2 Esports 2026): 91 kills
  • Mazino (vs G2 Esports 2024): 90 kills
  • luk xo (vs 100 Thieves 2026): 90 kills

Vale destacar, no entanto, que os maiores números de kills da história do VCT Americas ainda pertencem a aspas, valyn e Mazino. A diferença é que nenhuma dessas marcas foi registrada em uma grande final, já que aconteceram em finais da chave inferior de diferentes edições do torneio.

VCT Americas 2026 Stage 2

O VCT Americas 2026 Stage 2 aconteceu entre 16 de julho e 6 de setembro, com 16 equipes na briga pelo título e pelas quatro vagas no VALORANT Champions Shanghai 2026. Como novidade, a fase final dos playoffs da liga internacional de VALORANT deixou a cidade de Los Angeles pela primeira vez e foi realizada em São Paulo.

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O desempenho de erde na decisão, no entanto, vai além dos números brutos. Em uma série tão disputada, o jogador da LOUD foi o principal responsável por manter a equipe viva nos momentos mais críticos, especialmente nos mapas em que a 100 Thieves abriu vantagem no placar. Sua consistência com agentes de duelo, como Jett e Raze, foi um dos fatores que levaram a série para o limite, mesmo com o título escapando por pouco.

E o que torna essa marca ainda mais impressionante é o contexto. Não estamos falando de uma partida qualquer, mas de uma grande final de liga internacional, onde a pressão é máxima e cada erro é punido. Em cenários assim, é comum que os jogadores adotem uma postura mais conservadora, priorizando a sobrevivência em vez de buscar engajamentos agressivos. erde fez exatamente o oposto — e isso diz muito sobre sua confiança e leitura de jogo.

Para efeito de comparação, a lista histórica de maiores killers em finais do VCT Americas é dominada por nomes que já se consolidaram no cenário. Sato, da Leviatán, por exemplo, teve uma atuação memorável contra a G2 Esports em 2026, mas acabou ficando atrás de erde por apenas quatro abates. Já Neon e Mazino, ambos da G2, também aparecem no topo, mostrando que a franquia norte-americana costuma protagonizar jogos de alto nível ofensivo.

O que chama a atenção, porém, é a presença de dois jogadores da LOUD no top-5 da mesma final. Além de erde, luk xo também alcançou a marca de 90 kills, o que indica que a equipe brasileira encontrou um equilíbrio ofensivo raro em decisões. Enquanto erde era o principal carregador, luk xo atuava como suporte, garantindo espaço e criando oportunidades para o time avançar. Essa sinergia, aliás, foi um dos pontos mais elogiados pela análise pós-jogo.

Mas é preciso dar um passo atrás e olhar para o panorama geral. O recorde de erde, embora impressionante, não veio acompanhado do troféu — e isso levanta uma discussão interessante sobre o que vale mais em uma final: o desempenho individual ou o resultado coletivo? Para os fãs, certamente a taça pesa mais. Para a história, no entanto, marcas como essa tendem a ser lembradas por muito tempo, especialmente quando envolvem um jogador em ascensão.

E não é exagero dizer que erde está em ascensão. O jogador, que já vinha se destacando nas fases anteriores do VCT Americas 2026, mostrou em São Paulo que tem estrela para brilhar nos palcos mais importantes. A torcida brasileira, que lotou a arena na decisão, pôde testemunhar de perto um desempenho que dificilmente será esquecido tão cedo.

Outro ponto que merece destaque é a mudança de cenário dos playoffs. Pela primeira vez, a fase final do VCT Americas saiu de Los Angeles e foi realizada em São Paulo, o que trouxe um clima completamente diferente para as partidas. A presença maciça da torcida brasileira, especialmente nos jogos da LOUD, criou uma atmosfera que muitos jogadores descreveram como única. Para erde, jogar em casa pode ter sido o combustível extra que o impulsionou a buscar cada abate com tanta determinação.

No fim das contas, o que fica é a sensação de que o VALORANT competitivo está cada vez mais imprevisível. Recordes individuais como o de erde mostram que o nível técnico dos jogadores está evoluindo em um ritmo acelerado, e que as finais de liga internacional estão se tornando verdadeiros espetáculos de habilidade e estratégia. Resta saber se, na próxima oportunidade, ele conseguirá aliar esse desempenho pessoal ao título que a LOUD tanto busca.



Fonte: THESPIKE