Em 28 de agosto de 2026, no Riot Games Arena em Seul, uma era do VALORANT competitivo chegou ao fim. Pela primeira vez desde o início da era das franquias em 2021, a KIWOOM DRX (anteriormente conhecida como Vision Strikers) não participará do VALORANT Champions. Sua lendária sequência — uma série ativa de cinco classificações consecutivas para torneios, um recorde compartilhado com a Fnatic — finalmente chegou ao fim. O golpe final veio de seus rivais históricos do Pacífico, a T1, com uma vitória contundente por 2-0 na primeira rodada da chave inferior dos playoffs do VALORANT Champions Tour 2026 - Pacific Stage 2. Com essa derrota dolorosa, a DRX foi eliminada em 7º-8º lugar, sem alcançar as posições necessárias para garantir uma vaga no VALORANT Champions Tour 2026 - Champions Shanghai.

Após a derrota devastadora, o head coach da DRX, termi, concedeu uma entrevista emocionante pós-jogo para falar sobre a grande decepção de quebrar sua sequência invicta, as deficiências táticas em seu mapa favorito, Abyss, e os conflitos internos na escalação e na liderança que marcaram sua turbulenta temporada de 2026. Aviso: Esta entrevista foi realizada com termi em sua língua nativa, o coreano. As respostas foram traduzidas e compiladas usando uma combinação de tradutor local e inteligência artificial para refletir seus pensamentos da melhor forma possível.

O peso de uma dinastia quebrada

No início da temporada de 2026, a DRX compartilhava um recorde prestigioso e inigualável: era uma das únicas organizações do mundo que se classificou para todos os torneios VALORANT Champions desde o início do circuito VCT em 2021. Perder a chance de garantir uma sexta participação consecutiva foi uma pílula amarga para o coach termi e o capitão do time, MaKo, que estiveram presentes em cada passo dessa jornada histórica.

Em suas primeiras declarações, termi não escondeu a frustração. Ele admitiu que a equipe sentiu a pressão de manter o recorde, e que isso, combinado com problemas internos, criou um ambiente tóxico que prejudicou o desempenho em quadra. "Focamos tanto em endireitar o rumo do nosso time que esquecemos de aproveitar o jogo", refletiu termi, com um tom de voz cansado.

Abyss: o mapa que virou pesadelo

Um dos pontos mais críticos da entrevista foi a análise do mapa Abyss. Historicamente um dos mapas mais fortes da DRX, Abyss se tornou um ponto fraco explorado pelos adversários. termi explicou que as deficiências táticas eram evidentes, mas que a raiz do problema estava na comunicação. "Não estávamos na mesma página. As chamadas atrasavam, as rotações eram lentas e a confiança para executar estratégias agressivas simplesmente não existia mais", detalhou.

Ele continuou, apontando que a equipe passou semanas tentando corrigir problemas de macro no mapa, mas a instabilidade interna minava qualquer progresso. É um ciclo vicioso: a falta de confiança gera erros, e os erros aumentam a desconfiança. E a T1, sendo uma equipe experiente, soube exatamente como explorar essa fragilidade.

Conflitos internos e liderança em xeque

O ponto mais revelador da conversa, no entanto, foi quando termi abordou os bastidores. Ele confirmou que a temporada de 2026 foi marcada por "colapsos internos" na escalação. Sem entrar em detalhes específicos sobre brigas ou desentendimentos, termi sugeriu que houve um choque de visões sobre o futuro da equipe e o estilo de jogo.

"Quando você tem jogadores talentosos, todos querem ter voz ativa. Mas quando essas vozes puxam para direções diferentes, o barco afunda", disse ele, em uma metáfora náutica que ilustra bem o caos vivido. A liderança de termi também foi questionada, algo que ele reconheceu com humildade. "Eu preciso olhar no espelho e me perguntar se fiz o suficiente para manter o grupo unido. Talvez eu tenha me perdido no meio do caminho tentando agradar a todos."

Essa transparência é rara no cenário competitivo, onde normalmente os treinadores protegem os jogadores e evitam expor fragilidades. Mas termi pareceu genuinamente abatido, como alguém que viu um projeto de anos desmoronar em poucos meses.

O futuro da DRX no cenário de VALORANT agora é incerto. Com a saída de jogadores importantes sendo especulada e o contrato de termi chegando ao fim, a organização precisa de uma reformulação profunda. A pergunta que fica é: será que essa dinastia consegue se reconstruir, ou estamos testemunhando o fim de uma era dourada do VALORANT coreano?

Mas o que realmente aconteceu dentro da DRX para que uma equipe tão dominante chegasse a esse ponto? A resposta, segundo termi, não é simples. Não foi um único evento, mas uma série de pequenas rachaduras que se transformaram em um abismo. Ele mencionou que a pressão externa — das expectativas dos fãs, da mídia e da própria organização — criou um ambiente onde o medo de falhar era maior do que a vontade de vencer. "Quando você joga para não perder, você já perdeu", filosofou.

Essa mentalidade defensiva ficou evidente nas estatísticas da equipe ao longo da temporada. A DRX, que antes era conhecida por sua agressividade calculada e execução impecável, parecia hesitante. As escolhas de agentes eram conservadoras, as entradas em sites eram previsíveis e a confiança em clutches individuais — que sempre foi a marca registrada de jogadores como MaKo e Rb — simplesmente desapareceu. termi admitiu que tentou de tudo: mudanças de função, novas composições, até mesmo sessões de team building. Mas nada parecia funcionar quando a base estava rachada.

O papel da T1 na queda

É impossível falar sobre a eliminação da DRX sem dar crédito à T1. A equipe adversária, que também passou por sua própria reconstrução em 2026, entrou no jogo com um plano claro: atacar a comunicação da DRX. E funcionou. termi elogiou a preparação da T1, destacando como eles estudaram minuciosamente os padrões da DRX em Abyss. "Eles sabiam exatamente onde estaríamos e quando. Era como se estivessem lendo nossas mentes", disse, com um sorriso amargo.

O que torna essa derrota ainda mais dolorosa é que Abyss sempre foi um mapa onde a DRX se sentia confortável. Em temporadas anteriores, era comum ver a equipe coreana dominar nesse mapa com uma taxa de vitórias impressionante. Mas em 2026, algo mudou. termi especulou que a meta de agentes evoluiu e a equipe não acompanhou. "Ficamos presos ao que funcionava no passado. O jogo mudou, e nós não mudamos com ele", reconheceu.

Há também um componente emocional que não pode ser ignorado. Jogar contra a T1, um rival histórico do Pacífico, adiciona uma camada extra de pressão. A rivalidade entre as duas organizações remonta aos primórdios do VCT, com batalhas épicas em finais e eliminatórias. termi admitiu que, em momentos de tensão, a equipe deixou que o peso da rivalidade afetasse suas decisões. "Queríamos vencer mais do que jogar bem. Isso nos cegou", confessou.

O que vem a seguir para a DRX?

Com a temporada oficialmente encerrada, a DRX agora enfrenta um período de introspecção e, inevitavelmente, de mudanças. A janela de transferências do VCT 2026/2027 está se aproximando, e os rumores já começaram a circular. termi não confirmou nem negou possíveis saídas, mas sua linguagem corporal dizia muito. "Vamos sentar com cada jogador e decidir o futuro juntos. Ninguém está acima do time", afirmou, com uma determinação que parecia mais um aviso do que uma promessa.

Para os fãs, a esperança é que essa eliminação sirva como um choque necessário. A DRX sempre foi uma equipe que aprendeu com as derrotas — foi assim que construiu sua dinastia. Mas desta vez, a ferida é mais profunda. Não é apenas uma derrota em um torneio; é o fim de uma era de invencibilidade. A pergunta que ecoa nas redes sociais é: a DRX consegue se reinventar mais uma vez, ou estamos vendo o início de um declínio irreversível?

termi, no entanto, não parece pronto para desistir. Apesar da dor visível em seus olhos, ele falou com uma convicção que sugere que ainda há lenha para queimar. "Eu acredito neste time. Acredito nos jogadores. Mas acreditar não é suficiente. Precisamos de ações, de mudanças reais. Se isso significa tomar decisões difíceis, então que assim seja."

Enquanto isso, o cenário competitivo do VALORANT segue implacável. Novos talentos surgem a cada split, e equipes como a T1 provam que a renovação é possível. A DRX, que já foi o padrão ouro do Pacífico, agora precisa olhar para o espelho e decidir quem quer ser. A história está cheia de dinastias que caíram e nunca mais se levantaram. Mas também está cheia de histórias de redenção. Qual será o capítulo da DRX?



Fonte: THESPIKE