A temporada competitiva de VALORANT do MIBR terminou em tragédia. A equipe foi eliminada do VALORANT Champions Tour 2026 - Americas Stage 2 e ficou de fora do VALORANT Champions Tour 2026 - Champions Shanghai. Em entrevista exclusiva ao THESPIKE Brasil (assista ao vídeo abaixo), o coach fRoD assumiu que a organização brasileira decepcionou neste ano na modalidade.
O treinador justificou que tentou fazer o melhor, mas que faltou foco dos jogadores em fazer o time se tornar um time. “Sim, concordo, decepção, mas também, eu tô aqui pra ‘coachar’ os cinco jogadores que a organização bota à frente de mim. E eu tentei fazer o meu e fazer o máximo que eu posso. Mas com esses nomes, precisamos não só brigar pelos campeonatos, mas brigar por troféus. E, para brigar por troféus, precisa se qualificar, precisa ser um dos melhores times em sua liga. E ficamos fora de tudo isso em cada momento. Tínhamos muitas coisas que aconteceram no ano, mas como eu falei, tentamos fazer muitas coisas, mas muitas vezes era difícil porque era difícil tentar manter todo mundo focado no time, não em coisas que eles querem fazer”, opinou fRoD.
“Não dá pra falar muito, mas é muito ego, pensando muito no que eu quero fazer, que eu acho que vai dar certo pra mim, mas isso não ajuda o time. Um time é um time por uma razão. Tem um ditado aqui no NA que não tem 'I' no time. Tudo precisa ser pelo time. Não muda se você é bom ou não. Se você não faz tudo para o time, a cada segundo, fora e dentro do servidor, você não é um time. E, é, basicamente isso”, completou.
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fRoD assume culpa pelo fracasso
Apesar disso, fRoD assumiu a culpa do MIBR não ter dado certo nesta temporada. Embora tenha afirmado que não foi o responsável direto pela montagem do elenco, o treinador disse que a responsabilidade de fazer com que os jogadores funcionassem juntos er...
...a. E é exatamente aí que mora o problema. Não é segredo que o MIBR montou um elenco recheado de estrelas, nomes que individualmente já provaram seu valor em outras organizações e cenários. Mas, no VALORANT, talento individual não ganha campeonato — e fRoD parece ter aprendido isso da maneira mais dura possível.
O que me chama atenção na fala do treinador é a palavra "ego". Ela aparece logo no início da justificativa e, sinceramente, é um termo que já foi usado por outros técnicos e jogadores quando as coisas dão errado. Mas será que é só isso? Ou existe algo mais profundo por trás da queda do MIBR?
O peso das expectativas
Quando uma organização contrata nomes de peso, a pressão por resultados imediatos é gigantesca. E o MIBR, com sua história no cenário brasileiro, não é exceção. A torcida esperava uma campanha sólida no VCT Americas, talvez até uma vaga no Champions. Mas o que vimos foi uma equipe que oscilou demais, que parecia desconectada em vários momentos decisivos.
fRoD, que já foi campeão como jogador no CS 1.6 e tem uma carreira respeitável como coach, sabe o que é preciso para vencer. Mas ele também sabe que não existe fórmula mágica. "Eu tentei fazer o meu e fazer o máximo que eu posso", disse ele. E é difícil não acreditar nisso. O problema é que, quando o time não responde, o coach acaba virando o bode expiatório.
E olha, eu já vi isso acontecer tantas vezes no cenário competitivo... O coach monta a estratégia, prepara os mapas, estuda os adversários, mas se os jogadores não compram a ideia, não adianta nada. É como tentar dirigir um carro com o freio de mão puxado — você até acelera, mas não sai do lugar.
O que falta para o MIBR evoluir?
Na visão de fRoD, a solução passa por uma mudança de mentalidade. "Um time é um time por uma razão", repetiu ele, citando até um ditado norte-americano. E ele está certo. No VALORANT, onde a comunicação e a sincronia são essenciais, não há espaço para individualidades.
Mas será que essa mudança é possível? Ou o MIBR vai precisar passar por uma reformulação no elenco? Essas são perguntas que só o tempo vai responder. O que sabemos é que a diretoria terá decisões difíceis pela frente, e fRoD, se continuar no comando, terá que encontrar uma maneira de alinhar os egos e transformar esse grupo em um time de verdade.
Enquanto isso, a torcida fica na expectativa. Porque, no fundo, todo mundo sabe que o potencial está lá. A questão é se esses jogadores vão conseguir deixar o ego de lado e trabalhar em prol de um objetivo comum. Como o próprio treinador disse: "Tudo precisa ser pelo time". E é exatamente isso que vai definir o futuro do MIBR no cenário competitivo de VALORANT.
Fonte: THESPIKE









