A 100 Thieves voltou ao topo após mais de dois anos sem conquistar um título regional. A organização americana derrotou a LOUD por 3-2 na grande final do VALORANT Champions Tour 2026 - Americas Stage 2, realizada em São Paulo (Brasil). Com essa vitória, a 100 Thieves não apenas levantou o troféu, mas também garantiu sua vaga no VALORANT Champions Tour 2026 - Champions Shanghai, onde participará como cabeça de chave das Américas.

100 Thieves volta à glória

Desde 2024, a 100 Thieves não vencia nenhum título regional. Após terminar em quarto lugar no VALORANT Champions Tour 2026 - Americas Stage 1 e conquistar o título da EWC - Esports World Cup 2026, a equipe volta a se posicionar no topo regional. Agora, o time competirá no VALORANT Champions 2026 como cabeça de chave número um das Américas.

Parte da escalação da 100 Thieves está junta desde 2022, com dois novatos e o retorno de bang, que passou o último ano jogando pela Sentinels. A equipe agora viaja para Xangai, na China, para iniciar os preparativos para o maior evento do ano, o VALORANT Champions Shanghai.

A escalação vencedora da 100 Thieves é a seguinte:

  • vora
  • Timotino
  • Asuna
  • bang
  • Cryocells
  • Nbs (Treinador)
  • d00mbr0s (Treinador assistente)

Asuna teve uma atuação de destaque ao longo de toda a série, o que lhe rendeu o prêmio de MVP e desempenhou um papel crucial para garantir a vitória de sua equipe.

O que acompanhar a seguir

Agora que a temporada das Américas terminou, a Riot Games encerrou todos os torneios regionais da temporada de franquias de 2026. O circuito passará por mudanças significativas no próximo ano, marcando o fim do formato que conhecemos desde 2023.

Para fechar o ano competitivo, resta apenas o torneio mais importante da temporada. O VALORANT Champions 2026 será realizado na China, de 24 de setembro a 18 de outubro. Para tudo relacionado ao VCT, fique de olho em...

Essa conquista, no entanto, não veio sem drama. A LOUD, jogando em casa, empurrou a série para o limite, forçando o quinto mapa diante de uma torcida apaixonada. Foi um daqueles jogos em que você sente a energia mudar a cada rodada — e, sinceramente, quem assistiu do início ao fim saiu com o coração na mão.

O caminho até a final

Vale lembrar que a 100 Thieves não chegou à final como favorita. Depois de um Stage 1 irregular, onde terminou em quarto lugar, a equipe passou por ajustes importantes. A inclusão de bang, que retornou após um ano na Sentinels, trouxe uma nova dinâmica ao time. E, no Stage 2, a equipe foi crescendo jogo a jogo, mostrando uma consistência que não se via desde 2024.

Do outro lado, a LOUD vinha embalada pela torcida brasileira e por uma campanha sólida. A final em São Paulo tinha tudo para ser um pesadelo para qualquer visitante — e, de certa forma, foi. Mas a 100 Thieves mostrou maturidade para lidar com a pressão, algo que faltou em edições anteriores.

O que mais me impressionou, aliás, foi a capacidade de adaptação da equipe americana. Em momentos de desvantagem, eles não entraram em pânico. Pelo contrário, ajustaram o ritmo, mudaram abordagens e encontraram brechas na defesa da LOUD. Isso é algo que se constrói com tempo e confiança — e parece que finalmente está tudo se encaixando.

O impacto de Asuna e a força do elenco

Falando em confiança, Asuna foi simplesmente cirúrgico. O prêmio de MVP não foi à toa: ele apareceu nos momentos mais decisivos, segurando rounds impossíveis e abrindo espaço para o resto do time. Mas seria injusto reduzir a vitória a um único jogador. A sinergia entre vora e Cryocells, por exemplo, foi fundamental para segurar os ataques da LOUD nos mapas mais equilibrados.

E tem mais: a química do elenco é palpável. Quando você vê um time com jogadores que estão juntos desde 2022, como é o caso de Asuna e Cryocells, há um entendimento implícito que vai além de calls e estratégias. Isso conta muito em jogos de cinco mapas, onde o cansaço mental pesa tanto quanto o mecânico.

Não posso deixar de mencionar também o trabalho nos bastidores. O treinador Nbs e o assistente d00mbr0s merecem crédito por preparar o time para uma final tão intensa. Em jogos assim, a preparação tática é o que separa o campeão do vice — e, nesse aspecto, a 100 Thieves esteve um passo à frente.

Para a LOUD, a derrota certamente vai doer, mas há algo de positivo a se tirar. Chegar a uma final regional e levar a série ao limite contra um time do calibre da 100 Thieves mostra que a base é sólida. A torcida brasileira, que lotou a arena, provou mais uma vez por que o Brasil é um dos maiores celeiros de talento do VALORANT.

Agora, com o Champions Shanghai no horizonte, a 100 Thieves terá a chance de provar que essa vitória não foi um acaso. O torneio, que acontece entre 24 de setembro e 18 de outubro na China, reunirá as melhores equipes do mundo. E, como cabeça de chave das Américas, a equipe americana carrega não só o troféu, mas também a responsabilidade de representar a região no palco mais importante do ano.

O que esperar desse time em Xangai? Se mantiverem o nível apresentado na final, certamente serão um dos adversários mais temidos. Mas o VALORANT é imprevisível — e é exatamente isso que torna o esporte tão emocionante. Resta acompanhar os preparativos e ver se a 100 Thieves consegue transformar esse momento em uma dinastia.



Fonte: THESPIKE