No VALORANT Champions Tour 2026 - Americas Stage 2, a Fluxo W7M ainda não conquistou sua primeira vitória na chave superior. A equipe brasileira, recém-promovida do Tier 2, acabou derrotada pela Cloud9 em uma série que expôs tanto seu potencial quanto suas fragilidades. Mas, mesmo com o resultado negativo, o IGL da Cloud9, Zellsis, não economizou elogios à organização brasileira.
Em entrevista exclusiva ao THESPIKE Brasil, Zellsis destacou a qualidade individual do elenco da Fluxo W7M, especialmente a mira afiada que os jogadores demonstraram durante a série. "Todos nós sabíamos que eles eram bons de mira. Eles obviamente mostraram isso na Lotus. Depois que pegaram o embalo, eles simplesmente nos atropelaram", comentou o jogador norte-americano.
O que Zellsis disse sobre a Fluxo W7M?
O IGL da Cloud9 foi direto ao ponto: o time brasileiro tem talento de sobra, mas precisa aprender a lidar com começos lentos. "Acho que o maior desafio deles é superar esses começos lentos. Se eles começam bem, vão te punir, mas se não, pode ser difícil para eles voltarem para a partida", analisou.
Zellsis também fez questão de destacar jogadores específicos do elenco. "Eles são um time muito talentoso. Eu já joguei muito contra o tuyz, e acho ele muito bom. O Palla também é muito bom, mas o time inteiro tem talento", afirmou. Para ele, o próximo passo da equipe é justamente a consistência:
"Só acho que eles precisam descobrir como se recuperar quando começam devagar. É fácil atropelar em um jogo quando você está on fire, mas é muito mais difícil vencer um jogo acirrado ou buscar uma virada depois de um começo lento. Acho que esse é o próximo passo deles. Mas, no geral, acho que são um time muito bom."
Contexto: a jornada da Fluxo W7M no VCT Americas
Vale contextualizar que a Fluxo W7M adquiriu o time conhecido como "La Masia", que conquistou o VCL 2026 - Brazil: Stage 2 e garantiu a classificação para os play-ins do VCT Americas 2026: Stage 2. A transição para o cenário internacional, no entanto, tem sido desafiadora.
Com a derrota para a Cloud9, a organização brasileira caiu para a chave inferior e terá de lutar pela permanência no torneio nesta quinta-feira (20), às 21h (de Brasília), contra o perdedor do confronto entre MIBR e KRÜ Esports. É um jogo de vida ou morte para as ambições da equipe no campeonato.
O VCT Americas 2026 Stage 2 em números
O VCT Americas 2026 Stage 2 acontece entre os dias 16 de julho e 6 de setembro, com 16 equipes na briga pelo título e por pontos importantes no circuito. Até agora, nenhuma equipe do Tier 2 conseguiu vencer uma partida na chave superior, o que reforça a dificuldade de transição entre os níveis competitivos.
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A declaração de Zellsis chega em um momento crucial para a Fluxo W7M. O reconhecimento de um IGL experiente como ele pode servir como combustível para a equipe brasileira, mas também aumenta a pressão por resultados. Afinal, elogios são bons, mas vitórias são melhores.
Será que a equipe consegue reverter a situação na chave inferior? O talento individual está lá, como Zellsis apontou. A questão é se conseguirão traduzir esse potencial em consistência tática quando mais importa. A partida desta quinta-feira será um teste decisivo para o futuro da organização no torneio.
E essa análise de Zellsis não vem de qualquer um. O norte-americano é conhecido por ser um dos IGLs mais experientes do cenário, tendo passado por organizações como Sentinels e agora liderando a Cloud9. Quando ele fala sobre a capacidade de recuperação de um time, é porque já viveu situações parecidas em campeonatos internacionais. A visão dele sobre a Fluxo W7M, portanto, carrega um peso que vai além do elogio superficial.
O que me chama atenção na fala do Zellsis é o detalhe sobre o tuyz. Para quem acompanha o cenário brasileiro, não é novidade que o jogador tem uma mecânica absurda. Mas ouvir isso de um IGL que joga no mais alto nível do VALORANT mundial reforça a ideia de que o Brasil segue produzindo talentos individuais de elite. O problema, como o próprio Zellsis apontou, nunca foi a mira — é a cabeça no momento de desvantagem.
O peso da estreia na chave superior
Estrear em um campeonato internacional já é difícil por si só. Agora, imagina fazer isso contra a Cloud9, uma equipe que já foi campeã de Masters e que tem jogadores com experiência em finais de Champions. A Fluxo W7M não teve vida fácil no sorteio, e isso precisa ser levado em consideração antes de qualquer crítica mais dura.
Na série contra a Cloud9, a equipe brasileira mostrou lampejos de um VALORANT agressivo e bem executado, principalmente na Lotus, onde conseguiram atropelar o adversário em um dos mapas. Mas a inconsistência entre rounds e a dificuldade em reagir quando o jogo não começa bem foram os principais vilões da derrota. É um padrão que já tinha aparecido nas seletivas e que, infelizmente, se repetiu no palco internacional.
E não é só a Fluxo W7M que sofre com isso. Até o momento, nenhuma equipe promovida do Tier 2 venceu na chave superior do VCT Americas 2026 Stage 2. Isso levanta uma questão importante sobre o formato de promoção e o nível de preparação que as equipes brasileiras têm ao subir de divisão. Será que o gap entre o Tier 2 e o Tier 1 está aumentando? Ou será que é apenas uma questão de adaptação?
O que esperar da chave inferior
A queda para a chave inferior coloca a Fluxo W7M em uma situação delicada, mas não desesperadora. O formato de eliminação dupla permite que a equipe respire, desde que vença os próximos confrontos. O adversário desta quinta-feira (20) será o perdedor de MIBR vs KRÜ Esports, dois times que também estão lutando para se firmar no cenário.
Se a Fluxo W7M conseguir vencer, ganha confiança e, quem sabe, embala uma sequência positiva. Mas se perder, a eliminação precoce pode manchar a campanha de estreia e gerar questionamentos sobre a preparação da equipe para o nível internacional. É um cenário de tudo ou nada, e a pressão vai estar toda em cima dos jogadores.
Particularmente, acho que a equipe tem condições de surpreender. O elenco é jovem, talentoso e tem fome de vitória. O problema é que, no VALORANT competitivo, talento sozinho não ganha campeonato. É preciso ter um plano B, C e até D para quando as coisas não saem como o esperado. E é exatamente isso que a equipe precisa desenvolver com urgência.
Outro ponto que merece destaque é a questão mental. Jogar uma partida eliminatória em um campeonato internacional, com a torcida brasileira acompanhando de longe, não é tarefa fácil. A pressão pode afetar até os jogadores mais experientes, imagina para um elenco que está dando os primeiros passos no Tier 1. A comissão técnica precisa trabalhar esse aspecto tanto quanto o lado tático.
E tem mais: a Fluxo W7M não pode se esquecer de que cada round conta. Em jogos equilibrados, os detalhes fazem a diferença. Um eco round perdido, uma escolha de agente questionável ou uma rotação mal feita podem custar o jogo. A equipe precisa estar afiada em todos os aspectos se quiser avançar no torneio.
O que Zellsis disse sobre a capacidade de recuperação da equipe é um recado direto: eles precisam aprender a vencer jogos feios, aqueles em que nada parece dar certo e a vitória precisa ser construída tijolo por tijolo. É um aprendizado que leva tempo, mas que é essencial para qualquer time que almeja chegar longe no cenário internacional.
Enquanto isso, a torcida brasileira fica na expectativa. A Fluxo W7M representa uma nova geração de talentos do país, e a esperança é que eles consigam se firmar entre os grandes. Mas, como diz o ditado, a esperança é a última que morre. E, no VALORANT, a próxima partida é sempre uma nova chance de escrever uma história diferente.
Fonte: THESPIKE










