Em 26 de agosto, os playoffs do VALORANT Champions Tour 2026 - Pacific Stage 2 começaram com duas partidas emocionantes no Upper Bracket Quarterfinals. Os resultados do VCT Pacific Stage 2 playoffs já mostram fortes candidatos: a Nongshim RedForce venceu a Paper Rex por 2-0, enquanto a Global Esports superou a KIWOOM DRX em uma série de três mapas por 2-1.

A Nongshim RedForce dominou o Abyss, seu mapa escolhido, por 13-7, e depois venceu o Split, escolha da Paper Rex, por 13-10, encerrando a série em dois mapas. Já a Global Esports começou perdendo por 0-5 no Lotus, mas conseguiu uma virada impressionante para vencer por 13-11. A KIWOOM DRX empatou a série no Ascent (13-8), mas a Global Esports fechou o jogo no Abyss com um 13-9 de virada.

Com esses resultados do VCT Pacific Stage 2 playoffs, Nongshim RedForce e Global Esports avançaram para as Upper Bracket Semifinals em 27 de agosto. Paper Rex e KIWOOM DRX caíram para a Lower Bracket e jogarão em 28 de agosto em partidas de eliminação.

Nongshim RedForce 2-0 Paper Rex: domínio nos dois mapas

O primeiro mapa foi o Abyss, escolhido pela Nongshim RedForce. A equipe coreana abriu 8-4 no primeiro tempo e não deu chances à Paper Rex no segundo, vencendo por 13-7. Dambi foi o destaque com 23 kills, 9 deaths, ACS 295 e um Rating de 1.63, o melhor da partida.

No Split, escolha da Paper Rex, o jogo foi mais equilibrado no início, mas a Nongshim RedForce fechou o primeiro tempo em 7-5. No segundo tempo, a equipe coreana manteve a vantagem e venceu por 13-10. Dambi continuou brilhando, agora com Neon, somando 18 kills e totalizando 41 eliminações nos dois mapas.

Essa vitória tem um gostinho especial para a Nongshim RedForce. Em 2026, as duas equipes já se enfrentaram na Grande Final do Masters Santiago, com vitória coreana por 3-0, mas a Paper Rex venceu no VCT Pacific Stage 1 por 2-1. Agora, no Stage 2, a Nongshim RedForce venceu os dois mapas e segue invicta nos playoffs.

Global Esports 2-1 KIWOOM DRX: virada no mapa decisivo

O primeiro mapa foi o Lotus, escolhido pela KIWOOM DRX. A equipe coreana abriu 5-0, mas a Global Esports reagiu e venceu 6 dos 7 rounds restantes do primeiro tempo, empatando em 6-6. No segundo tempo, a Global Esports venceu por 13-11, com UdoTan e PatMen registrando 20 kills cada.

No Ascent, escolha da Global Esports, a KIWOOM DRX dominou com um 7-5 no primeiro tempo e 6-3 no segundo, vencendo por 13-8. xavi8k foi o destaque da Global Esports com 23 kills e ACS 341, mas não foi suficiente para evitar o empate na série.

O mapa final foi o Abyss, e a KIWOOM DRX parecia ter o controle ao fechar o primeiro tempo em 7-5. Mas a Global Esports mostrou resiliência no segundo tempo, vencendo 8-2 e fechando o jogo em 13-9. Foi uma virada impressionante, especialmente considerando que a equipe começou o primeiro mapa perdendo por 0-5.

Esses resultados do VCT Pacific Stage 2 playoffs mostram que a Global Esports tem um estilo de jogo que se fortalece sob pressão. A equipe agora enfrentará um desafio ainda maior nas Upper Bracket Semifinals, enquanto a KIWOOM DRX terá que se recuperar rapidamente para a Lower Bracket.

Os playoffs do VCT Pacific Stage 2 continuam em 27 de agosto com as Upper Bracket Semifinals. A Nongshim RedForce e a Global Esports buscam uma vaga na final, enquanto Paper Rex e KIWOOM DRX lutam pela sobrevivência no torneio. Acompanhe os próximos jogos para mais resultados do VCT Pacific Stage 2 playoffs.

O que chama atenção nesses resultados do VCT Pacific Stage 2 playoffs não é apenas o placar, mas a narrativa que se constrói em torno de cada equipe. A Paper Rex, que historicamente é conhecida por sua agressividade e estilo caótico, parecia sem respostas diante da organização tática da Nongshim RedForce. E olha que a PRX tentou de tudo — até mesmo trocar de composição no Split para tentar surpreender, mas a leitura de jogo da equipe coreana foi simplesmente cirúrgica.

Vale destacar o momento de forma de Dambi. O jogador não está apenas performando bem; ele está ditando o ritmo das partidas. No Abyss, sua atuação com o Jett foi impecável, mas foi no Split que ele mostrou versatilidade ao trocar para Neon e continuar carregando o time. Isso é um luxo que poucas equipes têm — ter um jogador que pode alternar entre duelistas com tamanha eficiência sem perder o impacto. A pergunta que fica é: será que a Nongshim RedForce consegue manter esse nível contra adversários mais fortes nas semifinais?

Análise tática: o que funcionou para a Nongshim RedForce

Se você acompanha o cenário competitivo de VALORANT há algum tempo, sabe que a Paper Rex raramente perde por 2-0 sem oferecer resistência. Mas a Nongshim RedForce encontrou uma fórmula que funcionou perfeitamente: controle de mapa e punição sistemática aos erros posicionais da PRX.

No Abyss, a equipe coreana focou em segurar os espaços do site B com uma defesa extremamente compacta. A Paper Rex tentou explorar o lado fraco, mas a rotação da Nongshim RedForce foi rápida demais. Foram poucos os momentos em que a PRX conseguiu executar uma entrada limpa — a maioria das rodadas vencidas pela equipe do Pacífico veio de clutches individuais, não de execuções coordenadas.

Já no Split, a história foi um pouco diferente. A Paper Rex conseguiu manter o jogo equilibrado até o meio do primeiro tempo, mas aí aconteceu algo interessante: a Nongshim RedForce ajustou sua defesa no meio do mapa, passando a usar o Dambi em rotações mais agressivas pelo meio. Isso quebrou a leitura da PRX, que não conseguiu mais encontrar os espaços que encontrava antes.

Outro ponto que merece atenção é o trabalho de utilidade da equipe coreana. Em vários momentos, a Nongshim RedForce usou combinações de flashes e smokes que forçavam a Paper Rex a recuar ou a entrar em locais já previamente vigiados. É um nível de preparação que sugere que a equipe estudou profundamente os VODs da PRX no Stage 1.

Global Esports: a resiliência como identidade

Agora, sobre a Global Esports — que jogo, hein? Começar perdendo por 0-5 no primeiro mapa e ainda assim vencer a série exige não apenas habilidade mecânica, mas uma fortaleza mental impressionante. E o mais curioso é que essa não é uma característica nova dessa equipe. Se você olhar a trajetória da Global Esports no VCT Pacific Stage 2, vai notar que eles têm um padrão: começam devagar, sofrem pressão, mas se adaptam conforme a série avança.

No Lotus, a reação veio ainda no primeiro tempo. Depois do 0-5 inicial, a equipe indiana ajustou sua defesa no site C, que era onde a KIWOOM DRX estava mais confortável. A mudança foi simples, mas eficaz: em vez de tentar disputar o espaço com utilidade, a Global Esports passou a recuar e a esperar o erro da DRX. E os erros vieram.

O Ascent foi o único mapa em que a Global Esports não conseguiu impor seu ritmo. Mas mesmo na derrota, houve sinais positivos — especialmente a atuação de xavi8k, que mesmo com o time perdendo, manteve um nível de agressividade que incomodou a defesa coreana. É o tipo de performance que, mesmo em uma derrota, dá confiança para o resto da série.

E então veio o Abyss. O mapa que decidiu tudo. A KIWOOM DRX venceu o primeiro tempo por 7-5, e eu confesso que, assistindo, pensei que a série estava caminhando para um terceiro mapa decisivo. Mas a Global Esports simplesmente desligou o modo defesa e partiu para cima. Foram 8 rounds vencidos no segundo tempo, com uma agressividade que pegou a DRX completamente desprevenida.

O que me impressiona na Global Esports é a capacidade de aprender durante a própria partida. Não é todo time que consegue identificar seus erros e corrigi-los em tempo real, especialmente em um cenário de playoffs com tanta pressão. Eles parecem ter um entendimento muito claro de seus próprios pontos fortes e fracos, o que permite fazer ajustes rápidos sem entrar em pânico.

O que esperar das próximas partidas

Com esses resultados do VCT Pacific Stage 2 playoffs, o cenário para as Upper Bracket Semifinals em 27 de agosto está definido. A Nongshim RedForce enfrentará um adversário que ainda não conhecemos, mas que certamente virá preparado para tentar quebrar a invencibilidade da equipe coreana. Já a Global Esports terá a chance de provar que a vitória sobre a KIWOOM DRX não foi sorte.

Para a Paper Rex, a situação é delicada. A equipe que já foi considerada a melhor do Pacífico agora precisa vencer duas partidas consecutivas na Lower Bracket para se manter viva no torneio. O primeiro desafio será em 28 de agosto, contra um adversário que virá da fase de grupos. A pressão é enorme, mas se tem uma coisa que a PRX sabe fazer é jogar com a faca no pescoço.

A KIWOOM DRX, por outro lado, precisa repensar sua abordagem em mapas decisivos. Em duas séries consecutivas, a equipe coreana perdeu o controle no segundo tempo do mapa final. Isso não é coincidência — é um padrão que adversários já estão explorando. A pergunta é: a comissão técnica vai conseguir ajustar isso a tempo?

Uma curiosidade interessante: todos os mapas jogados hoje tiveram um vencedor com pelo menos 4 rounds de diferença, exceto o Lotus, que foi decidido por apenas 2 rounds. Isso sugere que, quando uma equipe encontra seu ritmo, ela consegue abrir vantagem rapidamente. A consistência, no entanto, continua sendo o desafio — e é exatamente isso que separa os campeões dos participantes.

Os playoffs do VCT Pacific Stage 2 continuam com jogos praticamente diários até a grande final. Com o formato de eliminação dupla, cada derrota a partir de agora pode significar o fim da jornada. E é nesse tipo de cenário que os verdadeiros talentos emergem — quando a pressão é máxima e não há espaço para erros.

Fica o acompanhamento para ver se a Nongshim RedForce consegue manter o nível de performance que apresentou hoje, e se a Global Esports vai conseguir repetir a dose de resiliência contra um adversário que terá mais informações sobre seu estilo de jogo. Uma coisa é certa: o VCT Pacific Stage 2 está longe de ter um favorito claro, e é exatamente isso que torna este torneio tão imprevisível e emocionante de assistir.



Fonte: THESPIKE