A Riot Games anunciou que está encerrando o desenvolvimento ativo de 2XKO menos de um ano após seu lançamento. A notícia pegou muitos jogadores de surpresa, especialmente considerando o hype que cercou o jogo de luta baseado no universo de League of Legends.

Mas calma — o jogo não vai simplesmente desaparecer. Os servidores continuarão online e os jogadores ainda poderão aproveitar as partidas. O que muda é que não haverá mais atualizações significativas, novos personagens ou balanceamentos frequentes.

O que significa o fim do desenvolvimento de 2XKO?

Quando falamos em "encerrar desenvolvimento ativo", isso significa que a equipe por trás do jogo está sendo realocada para outros projetos dentro da Riot Games. Na prática, o jogo entra em um modo de manutenção — correções críticas de bugs ainda podem acontecer, mas não espere conteúdo novo.

É um movimento ousado, considerando que o jogo foi lançado com grande expectativa em 2025. A comunidade de jogos de luta estava animada com a proposta de um título da Riot nesse gênero, especialmente com o suporte competitivo que a empresa costuma dar aos seus produtos.

  • Servidores continuam ativos para partidas casuais e ranqueadas
  • Nenhum novo personagem será adicionado ao elenco
  • Suporte competitivo oficial será descontinuado
  • Correções de bugs críticos ainda podem ser implementadas

Por que a Riot tomou essa decisão?

A resposta curta é: números. Embora o jogo tenha tido um lançamento sólido, o número de jogadores ativos caiu drasticamente nos primeiros meses. Em um mercado dominado por Street Fighter 6, Tekken 8 e Guilty Gear Strive, conquistar espaço é uma batalha difícil.

Além disso, a Riot está focando seus recursos em projetos que geram retorno mais consistente. Com Valorant e League of Legends ainda dominando o cenário competitivo, faz sentido estratégico redirecionar talentos para essas franquias.

Na minha opinião, é uma pena. O jogo tinha mecânicas interessantes e um visual caprichado. Mas o mercado de fighting games é implacável — ou você tem uma base de jogadores massiva desde o início, ou acaba sendo esquecido.

O que esperar do futuro de 2XKO?

Para os fãs que ainda jogam, a realidade é que o jogo vai continuar funcionando como está. A comunidade pode até manter torneios locais e eventos informais, mas sem suporte oficial da Riot, o cenário competitivo tende a definhar com o tempo.

Há precedentes para isso no mercado. Jogos como Killer Instinct e Skullgirls sobreviveram por anos com comunidades dedicadas mesmo sem desenvolvimento ativo. A diferença é que ambos tinham mecânicas únicas que os diferenciavam — 2XKO precisa encontrar seu nicho para sobreviver.

Se você está começando agora, ainda vale a pena experimentar. O jogo tem uma base sólida e partidas rápidas e divertidas. Só não espere novidades no futuro próximo.

Para mais informações, você pode conferir o anúncio oficial no site da Riot Games ou acompanhar os fóruns da comunidade para discussões sobre o futuro do jogo.

E o que isso significa para o futuro dos jogos de luta como serviço? Essa é uma pergunta que muita gente está se fazendo agora. Porque, veja bem, 2XKO não era apenas mais um jogo de luta — era a aposta da Riot em um gênero que historicamente depende de comunidades apaixonadas e suporte de longo prazo. Quando uma empresa do porte da Riot desiste em menos de um ano, isso manda um sinal preocupante para outros estúdios que estavam de olho nesse mercado.

Lembro de quando o jogo foi anunciado, lá em 2024, com o nome de Project L. A empolgação era palpável. A ideia de um tag-team game no universo de League, com assistências e mecânicas pensadas para serem acessíveis mas com profundidade competitiva, era algo que muitos pediam há anos. E o beta fechado, que aconteceu em 2025, foi bem recebido pela comunidade. Os jogadores elogiaram o netcode, a fluidez dos combos e o visual estilizado que lembrava os melhores animes de luta.

Mas aí veio o lançamento oficial, e a realidade bateu à porta. O jogo chegou em um momento em que o mercado já estava saturado. Street Fighter 6 estava em plena forma, com temporadas de DLC constantes e um circuito competitivo fortíssimo. Tekken 8 tinha acabado de lançar e estava atraindo tanto veteranos quanto novatos. E Guilty Gear Strive, mesmo com alguns anos de estrada, ainda mantinha uma base fiel graças ao seu estilo único e à comunidade dedicada.

O que a Riot talvez não tenha previsto é que jogadores de luta são, em sua maioria, leais a seus jogos de longa data. Eles não pulam de um jogo para outro facilmente. Diferente de outros gêneros, onde uma novidade pode atrair multidões rapidamente, fighting games dependem de um ciclo de aprendizado longo e de uma cena local forte. E 2XKO, apesar de todo o marketing, não conseguiu criar esse vínculo inicial.

Outro ponto que merece atenção é o modelo de monetização. Enquanto concorrentes como Street Fighter 6 e Tekken 8 adotaram o modelo de temporadas com passe de batalha e DLCs pagos, 2XKO tentou algo diferente — ou pelo menos, algo que parecia diferente. A proposta de um jogo free-to-play com microtransações cosméticas era ousada, mas a execução deixou a desejar. Muitos jogadores reclamaram da falta de conteúdo inicial e da demora para novos personagens chegarem.

E olha, eu entendo a frustração. Quando você investe tempo em aprender um personagem, dominar seus combos e entender suas nuances, é decepcionante ver o jogo sendo abandonado. É como se todo aquele esforço não tivesse valido a pena. Mas, ao mesmo tempo, a decisão da Riot não é totalmente surpreendente. A empresa sempre foi orientada por dados, e se os números não estavam batendo, era questão de tempo até cortarem o projeto.

O que me deixa curioso é o que vai acontecer com a tecnologia desenvolvida para 2XKO. O netcode, por exemplo, era considerado um dos melhores do gênero. Será que a Riot vai reaproveitar isso em outros projetos? E o que dizer do elenco de personagens, que incluía campeões icônicos como Jinx, Ahri e Darius? Será que eles vão aparecer em outros jogos da empresa, talvez em um futuro spin-off ou até mesmo em uma atualização de League of Legends?

Para a comunidade, o sentimento é misto. Alguns jogadores já estão organizando torneios comunitários e eventos para manter o jogo vivo, mesmo sem suporte oficial. Outros, mais pessimistas, já estão migrando para outros títulos. E há ainda aqueles que acreditam que a Riot pode reverter a decisão no futuro, caso a pressão da comunidade seja forte o suficiente. Mas, sinceramente, acho isso improvável. Uma vez que uma empresa desse porte toma uma decisão dessas, é muito difícil voltar atrás.

Se você está pensando em começar a jogar 2XKO agora, minha recomendação é: vá com expectativas realistas. O jogo é divertido, tem uma base sólida e partidas rápidas, mas não espere novidades. Aproveite o que está lá, explore os personagens, aprenda as mecânicas. Quem sabe você não encontra uma comunidade local que ainda joga ativamente? Afinal, jogos de luta têm essa magia — eles sobrevivem enquanto houver gente disposta a jogar.

E para quem já era fã, o conselho é o mesmo que dou para qualquer jogo que perde suporte: aproveite enquanto dura. Organize sessões casuais, participe de fóruns, compartilhe replays. A cena competitiva pode até definhar, mas a diversão não precisa acabar. No fim das contas, o que importa é a experiência que você teve, as amizades que fez e os momentos épicos que viveu dentro do jogo.

Vou ficar de olho nos próximos movimentos da Riot. Se eles vão anunciar algo novo em breve, ou se vão simplesmente deixar 2XKO no limbo, ainda é incerto. Mas uma coisa é certa: o mercado de jogos de luta está mais competitivo do que nunca, e a saída da Riot pode abrir espaço para outros estúdios independentes mostrarem seu trabalho. Quem sabe não é uma oportunidade para novos jogos surgirem com propostas inovadoras?



Fonte: Dexerto