O VCT Americas encerrou mais um capítulo da sua história no último domingo (6), quando a 100 Thieves levantou o troféu do VALORANT Champions Tour 2026 - Americas Stage 2. Foi a despedida da liga regional no formato atual, já que o circuito passará por uma reformulação completa a partir de 2027. E se você quer saber quais são os times com mais títulos do VCT Americas Valorant, a resposta pode surpreender quem acompanha a cena desde o começo.
Em quatro temporadas e dez troféus distribuídos, cinco organizações diferentes subiram ao topo. A G2 Esports, porém, foi quem mais levantou taças — e com uma folga considerável. A LOUD abriu a conta em 2023, e a 100 Thieves fechou o ciclo com a última conquista. No meio do caminho, Sentinels, Leviatán e FURIA também garantiram seus lugares na história.
Quais times têm mais títulos no VCT Americas?
Vamos direto ao que interessa. A G2 Esports domina o histórico de títulos do VCT Americas Valorant com quatro conquistas — todas entre 2025 e 2026. É um número que impressiona, especialmente considerando que a organização entrou na liga depois das primeiras temporadas.
Confira a lista completa de campeões:
- VCT 2023 - Americas League: LOUD
- VCT 2024 - Americas Kick-off: Sentinels
- VCT 2024 - Americas Stage 1: 100 Thieves
- VCT 2024 - Americas Stage 2: Leviatán
- VCT 2025 - Americas Kickoff: G2
- VCT 2025 - Americas Stage 1: G2
- VCT 2025 - Americas Stage 2: G2
- VCT 2026 - Americas Kickoff: FURIA
- VCT 2026 - Americas Stage 1: G2
- VCT 2026 - Americas Stage 2: 100 Thieves
Olhando para essa lista, dá para perceber um padrão interessante: a G2 simplesmente varreu a temporada de 2025 com três títulos consecutivos. Foi um domínio que poucas equipes conseguiram em qualquer região do VCT. A 100 Thieves, por sua vez, mostrou consistência ao longo dos anos, com dois troféus em etapas diferentes.
O domínio da G2 e a ascensão de novas forças
Sinceramente? Quando a G2 entrou no VCT Americas, eu não imaginava que o time construiria uma hegemonia tão rápida. Três títulos em uma única temporada é algo que exige não só talento individual, mas uma estrutura de coaching e preparação fora do comum.
A FURIA também merece destaque. O título do Kickoff de 2026 representou um marco para a organização brasileira, que finalmente conseguiu traduzir seu potencial em um troféu na liga regional. É o tipo de conquista que muda a percepção de um time dentro da cena.
E a LOUD? A equipe foi a primeira campeã da história do VCT Americas, em 2023, mas não conseguiu repetir o feito nas temporadas seguintes. Ainda assim, tem seu nome gravado como pioneira — algo que ninguém tira.
O que muda no VCT Americas a partir de 2027?
Agora, a história do VCT Americas entra em uma nova fase. A partir de 2027, o circuito VALORANT Champions Tour deixará o modelo de ligas fixas e passará a funcionar como um circuito baseado em torneios, com qualificatórias abertas em conjunto com o sistema de franquias.
Na prática, isso significa que as equipes competirão no mesmo nível, sem uma liga fixa. É uma mudança estrutural significativa — e que pode abrir portas para organizações que antes não tinham acesso ao circuito principal.
Para os fãs, a expectativa é de mais competições e mais oportunidades de ver times emergentes enfrentando os gigantes estabelecidos. Para os times, é um novo desafio: adaptar-se a um formato que premia consistência em torneios pontuais, não apenas ao longo de uma temporada regular.
Resta saber se a G2 manterá seu domínio nesse novo cenário — ou se veremos uma nova organização assumir o posto de maior campeã do VCT Americas.
Os números por trás dos títulos: o que explica a hegemonia da G2?
Quatro títulos em dois anos. Não é pouca coisa. E olha, quando a gente para para analisar friamente, o que a G2 fez no VCT Americas vai muito além de ter cinco jogadores talentosos. É estrutura, é leitura de meta, é capacidade de se reinventar no meio da temporada.
Pensa comigo: o formato do VCT muda constantemente. Kickoff, Stage 1, Stage 2 — cada etapa traz um mapa novo no pool, um agente recém-lançado, um ajuste de balanceamento que pode virar o jogo de cabeça para baixo. Manter o nível em três competições seguidas, como a G2 fez em 2025, exige uma adaptabilidade que pouquíssimas organizações conseguem sustentar.
Não à toa, o time europeu — que compete nas Américas desde a franquia — virou referência. E convenhamos: ver uma organização de fora do continente dominando uma liga regional sempre gera aquele debate acalorado entre os fãs. É justo? É o formato que temos. E dentro dele, a G2 simplesmente jogou melhor.
E as equipes brasileiras? Onde elas se encaixam nessa história?
Se tem uma coisa que me incomoda um pouco nessa lista é ver só dois títulos brasileiros em dez possíveis. A LOUD abriu o caminho em 2023, e a FURIA quebrou a seca em 2026. No meio disso, a 100 Thieves — organização norte-americana — faturou duas vezes, e a Sentinels e a Leviatán também tiveram seus momentos.
Mas será que isso reflete a real força do VALORANT brasileiro? Eu diria que não necessariamente. A cena nacional sempre teve times competitivos, capazes de brigar de igual para igual com qualquer adversário das Américas. O problema, muitas vezes, está na consistência ao longo de uma temporada inteira — algo que a G2 soube construir como ninguém.
A LOUD, por exemplo, teve momentos brilhantes depois de 2023. Chegou perto, disputou finais, mas esbarrou em detalhes. Já a FURIA, com o título do Kickoff de 2026, finalmente mostrou que o trabalho de longo prazo pode dar frutos. É o tipo de conquista que dá esperança para as outras organizações brasileiras.
E aí fica a pergunta que não quer calar: com a reformulação do circuito em 2027, será que mais times brasileiros vão conseguir levantar troféus? A resposta, sinceramente, ninguém tem. Mas o cenário parece mais aberto do que nunca.
O legado de cada campeão: histórias que vão além dos troféus
Cada título dessa lista carrega uma narrativa própria. Não é só uma questão de estatística — é sobre momentos, viradas, jogadas que ficaram na memória.
- LOUD (2023): A pioneira. Ser o primeiro campeão de uma liga regional tem um peso simbólico enorme. A LOUD não só venceu, como ajudou a estabelecer o padrão competitivo do VCT Americas desde o início.
- Sentinels (2024 Kickoff): Uma das organizações mais populares do mundo finalmente conquistou seu espaço na liga regional. Para os fãs, foi a confirmação de que a marca gigante também podia traduzir popularidade em resultados.
- 100 Thieves (2024 Stage 1 e 2026 Stage 2): Dois títulos em etapas diferentes mostram uma capacidade de reinvenção interessante. A equipe soube aproveitar janelas de oportunidade e fechar o ciclo de 2026 com chave de ouro.
- Leviatán (2024 Stage 2): A organização chilena representou a força do VALORANT sul-americano fora do Brasil. Um título que deu visibilidade a uma região muitas vezes ofuscada.
- G2 (2025 Kickoff, Stage 1, Stage 2 e 2026 Stage 1): O que dizer? Quatro troféus, três deles consecutivos. É simplesmente o período de domínio mais consistente da história da liga.
- FURIA (2026 Kickoff): O título que coroou anos de investimento e paciência. Para a torcida brasileira, foi um respiro em meio a tantos quase-acertos.
Vendo essa lista, dá para perceber que o VCT Americas nunca teve um campeão "acidental". Todos os times que levantaram troféus tinham projetos sólidos, elencos competitivos e comissões técnicas de alto nível. O que diferencia a G2 é a frequência com que conseguiu repetir esse sucesso.
O que esperar do futuro sem ligas fixas?
A mudança para 2027 é, talvez, o ponto mais intrigante de toda essa história. O modelo de franquias, que garantia estabilidade e receita previsível para as organizações, dá lugar a um circuito mais dinâmico — com qualificatórias abertas e torneios pontuais.
Na teoria, isso é ótimo. Mais times, mais jogos, mais oportunidades. Na prática, porém, surgem dúvidas. Como as organizações vão se planejar financeiramente sem a segurança de uma vaga fixa? Os jogadores terão contratos mais curtos? A rotatividade vai aumentar?
São perguntas que ainda não têm resposta. Mas uma coisa é certa: o histórico de títulos do VCT Americas, com todos os seus campeões e narrativas, fica gravado como a era fundacional da liga. E a G2, quer você goste ou não, é a maior protagonista dessa história até aqui.
Resta acompanhar os próximos capítulos. Quem sabe uma nova organização não emerge desse formato reformulado para desafiar a hegemonia estabelecida? O VALORANT competitivo sempre nos surpreende — e é justamente por isso que a gente continua assistindo.
Fonte: THESPIKE








