Um passo mais perto, mas ao mesmo tempo um passo mais longe. Essa foi a realidade que dgzin enfrentou depois que a Evil Geniuses foi eliminada pela MIBR na chave inferior do VALORANT Champions Tour 2026 - Americas Stage 2. Agora resta apenas o pesar, mas também muito orgulho pela sua atuação individual e pela evolução do time desde o início da fase.
A THESPIKE conversou com dgzin sobre sua atuação, as dificuldades do time e seu vínculo com a organização, já que seu futuro segue incerto após o fim do sistema de franquia do VCT para 2027.
O que deu errado?
THESPIKE: É difícil analisar esta série sem pensar no que poderia ter sido diferente. O que vem à sua mente primeiro? O que significa esta eliminação contra um time como a MIBR?
Dgzin: "Acho que a primeira coisa que vem à mente é que estávamos indo bem, mas as coisas mudaram muito rápido. Senti que perdemos um pouco de controle no segundo mapa, ao passar para o terceiro. Hoje tivemos uma série incrível. Ganhamos todas as rounds de pistola da série. Tínhamos esse impulso para começar a partida na frente. Infelizmente, no último mapa acabamos perdendo uma round de eco, e foi isso. Principalmente com a composição que os caras vêm usando, o Phoenix acaba levando muitos orbes. Ele tem a ultimate quase a cada três rounds. Então a partida acabou ficando difícil. Só faltou uma round a mais para conseguirmos virar. Acho que são essas coisas que vêm à mente."
No entanto, de certa forma, essa derrota parece diferente para dgzin, já que ele acreditava que este time poderia, finalmente, transformar sua evolução em algo maior.
"Muita coisa aconteceu. Já chorei muito. É uma derrota que me dói muito, porque mudamos o time. Não quero comparar com todos os times da liga, mas sinto que demos tudo. Isso é o que importa. Estou muito bravo, muito triste. Porque é um time que, fora do jogo, é como uma família. S..."
O vínculo com a organização e o futuro incerto
O desabafo de dgzin revela um lado humano que muitas vezes fica escondido atrás das estatísticas e dos resultados. A relação do jogador com a Evil Geniuses vai além do contrato — e é exatamente isso que torna a eliminação tão difícil de processar.
Com o fim do sistema de franquia do VCT para 2027, o futuro de dgzin na organização permanece uma incógnita. A derrota para a MIBR encerra a campanha da EG no Stage 2, mas deixa em aberto o que vem pela frente para o jogador e para o time.
O que fica, pelo menos por enquanto, é a sensação de que este grupo tinha potencial para ir mais longe. E, nas palavras do próprio dgzin, a certeza de que deram tudo o que podiam dentro do servidor.
E é exatamente essa família que dgzin carrega consigo quando olha para trás. A campanha da EG no Stage 2 não foi perfeita, longe disso. Teve altos e baixos, adaptações de última hora e aquela sensação constante de que o time podia mais. Mas, para quem acompanhou de perto, ficou claro que a evolução foi real. E talvez seja isso que torne a eliminação tão amarga.
Quando perguntei sobre o que ele sente que faltou — se era uma questão de preparo, de leitura de jogo ou apenas de detalhes — dgzin foi direto ao ponto, sem rodeios.
Dgzin: "Acho que faltou um pouco de tudo, para ser sincero. A gente sabia que a MIBR vinha forte, principalmente com essa composição com Phoenix. A gente treinou para isso, mas no dia, com a pressão, algumas decisões não saíram como a gente queria. E contra um time desse nível, qualquer erro custa caro. Não é desculpa, é a realidade. A gente deu o nosso melhor, mas o melhor não foi suficiente hoje."
Essa honestidade é rara. Em um cenário onde muitos jogadores preferem se esconder atrás de clichês, dgzin abre o jogo e admite que a derrota dói justamente porque ele sabe que o time tinha condições de vencer. E essa autocobrança, embora dolorosa, é o que o torna um dos jogadores mais respeitados da liga.
O que me chamou a atenção durante a conversa foi como ele falou sobre o futuro. Não com medo, mas com uma certa resignação. O fim do sistema de franquia do VCT para 2027 muda tudo. Times vão ser reformulados, contratos vão ser renegociados, e jogadores como ele — que são o coração de suas organizações — podem acabar em lugares inesperados.
"Eu não sei o que vai acontecer", admitiu. "Mas sei que, independente de onde eu estiver, vou dar o mesmo sangue. Isso é o que eu sei fazer. É o que eu amo fazer."
E é difícil não acreditar nele. Porque, mesmo na derrota, dgzin mostrou exatamente o tipo de jogador que ele é: alguém que sente, que se importa, que não trata o jogo como apenas um trabalho. Alguém que, mesmo com o coração partido, consegue enxergar o que a equipe construiu ao longo da temporada.
"Olha, eu sou muito grato por tudo o que vivi aqui", continuou, com a voz embargada. "A Evil Geniuses me deu uma chance quando eu mais precisava. E eu tentei retribuir da melhor forma possível. Se esse for o fim, que seja. Mas eu vou levar essas memórias comigo para sempre."
E é isso que fica. Mais do que os resultados, mais do que as estatísticas, o que importa é o legado. E dgzin, com essa atuação e com essa postura, já garantiu o seu lugar na história da organização — independentemente do que o futuro reserve.
Enquanto isso, a comunidade segue de olho. Será que a EG vai manter o núcleo do time? Será que dgzin vai encontrar um novo lar? Ou será que essa derrota vai servir como combustível para uma volta ainda mais forte? Essas são perguntas que só o tempo vai responder. Mas uma coisa é certa: dgzin não vai desistir. E, para os fãs, isso já é motivo suficiente para continuar acreditando.
Fonte: THESPIKE










