26 de agosto de 2026 às 19:10 — Escrito por vitoriavonb
paiN e FURIA se enfrentaram na fase de grupos da BLAST Open Porto, e a Pantera foi quem saiu com a vitória. Após a derrota, João "snow" Bueno falou em entrevista à Dust2 Brasil sobre o jogo contra a FURIA, e também contou como a paiN está lidando com o momento ruim dentro do servidor.
A paiN perdeu para FURIA por 2 a 0, sendo 2-13 na Mirage e 6-13 na Cache. Mirage era pick da paiN, e snow contou o motivo da sua equipe não ter conseguido ir bem no próprio mapa de escolha.
O que aconteceu na Mirage, pick da paiN
"Na Mirage eles começaram muito bem, começaram impondo um ritmo muito bom, contra o qual infelizmente não conseguimos jogar contra. Acho que todas as coisas que tentamos fazer talvez a gente não tenha feito muito bem, talvez não tenha executado da melhor forma. E acho que revendo esse jogo, conversando, acho que vamos poder melhorar essas coisas, arrumar, aperfeiçoar. E acho que foi um pouco disso, o ritmo deles estava bem rápido no começo e foi difícil."
É interessante notar como a FURIA impôs seu estilo desde o pistol round. Quando um time dita o ritmo dessa forma, o adversário acaba jogando no contra-pé o tempo todo. E foi exatamente o que aconteceu — a paiN nunca conseguiu encontrar o próprio jogo.
Cache: a falta de informação como fator decisivo
Já o segundo mapa, Cache, era um que foi jogado apenas uma vez pela FURIA. A paiN por sua vez já jogou o mapa quatro vezes e snow acha que isso pode ter sido um dos fatores que influenciou o resultado do mapa.
"Acho que isso é um fator que influencia, claro. Quanto menos você tem de informação sobre o outro time no mapa, acho que vai dificultar. Depende mais de você do que deles. Eles conseguiram mandar bem nesse mapa também. Não f..."
Essa declaração de snow sobre a derrota para FURIA em agosto 2026 revela um problema maior: a paiN parece estar num ciclo de adaptação constante. Quando você não consegue executar o básico, qualquer imprevisto vira um abismo.
O momento ruim da paiN e a pressão interna
O que mais chamou atenção na entrevista foi o tom de snow. Não havia desculpas, mas também não havia respostas claras. A equipe parece estar num momento de introspecção, tentando entender o que está errado.
Vale lembrar que a paiN entrou na BLAST Open Porto com expectativas altas. O elenco foi montado para brigar no topo, e resultados como esse contra a FURIA acendem um alerta. A pergunta que fica é: será que o problema é tático, mental ou ambos?
Na minha visão, quando um time perde de 2-13 no próprio pick, o problema vai além de estratégia. Existe uma questão de confiança que precisa ser trabalhada. E snow parece ciente disso, mesmo sem dizer explicitamente.
O calendário da paiN não dá trégua. Com a fase de grupos ainda em andamento, a equipe precisa encontrar respostas rápidas. A próxima partida será um teste de fogo para ver se as conversas pós-jogo surtiram efeito.
Enquanto isso, a FURIA segue embalada. O time de FalleN mostrou que está num nível acima no momento, e o duelo brasileiro na BLAST Open Porto deixou isso claro. Para a paiN, resta trabalhar e tentar reverter a situação nos próximos compromissos.
E essa pressão não vem só de fora. Dentro da organização, a cobrança por resultados é constante. A paiN investiu pesado no elenco, trouxe nomes de peso, e a torcida — que é uma das mais apaixonadas do cenário — não esconde a frustração. Nas redes sociais, os comentários após a derrota para a FURIA foram mistos: alguns pedem paciência, outros já cobram mudanças na escalação.
Snow, no entanto, tenta blindar o grupo. "A gente sabe da nossa capacidade, sabe do nosso potencial. É clichê, mas é verdade: o trabalho diário vai nos tirar dessa. Não é uma fase boa, mas a gente está junto, conversando bastante, e tenho certeza que vamos virar essa chave."
O que me chama atenção nesse tipo de declaração é a diferença entre o discurso e a prática. Porque, no servidor, a paiN parece desconectada. Contra a FURIA, os rounds perdidos não foram por falta de aim ou de mecânica — foram por decisões erradas, por falta de sincronia. E isso é mais preocupante do que perder um duelo individual.
O peso do calendário e a sequência difícil
Outro ponto que precisa ser considerado é o calendário. A BLAST Open Porto é apenas uma parada na maratona de competições. Depois disso, a paiN ainda tem compromissos pela temporada, e cada derrota nessa fase de grupos pode complicar a classificação para as próximas etapas.
Historicamente, a paiN sempre foi um time que cresce em momentos de adversidade. Lembro de campanhas anteriores em que a equipe começou mal e conseguiu se recuperar. Mas também tem o outro lado: times que entram em espiral negativa e não conseguem sair. A diferença, muitas vezes, está na liderança — e é aí que snow entra.
O capitão da paiN tem experiência de sobra. Já passou por momentos difíceis na carreira, inclusive em outras equipes. E é exatamente essa vivência que pode ser o diferencial agora. Mas será que ele consegue transmitir essa calma para os mais jovens do elenco? Essa é a grande questão.
Nos bastidores, circulam informações de que a comissão técnica está revendo alguns processos. Treinos mais longos, análise de demos em grupo, conversas individuais. Nada de muito diferente do que qualquer time faria, mas a execução é que importa. E, até agora, os resultados não mostram melhora.
O que a FURIA fez de diferente
Do outro lado, a FURIA deu uma aula de como explorar as fraquezas do adversário. No primeiro mapa, a velocidade das execuções pegou a paiN desprevenida. No segundo, a paciência nos rounds econômicos e a leitura das rotações foram fundamentais.
É quase como se a FURIA tivesse estudado cada movimento da paiN. E, sinceramente, não me surpreenderia se fosse isso mesmo. Quando um time se prepara dessa forma, o resultado não é coincidência. A diferença de nível entre as duas equipes no momento é clara, e isso vai além do placar.
Para a paiN, o caminho de volta exige humildade. Aceitar que o momento é ruim, que precisa de ajustes, e que não há atalhos. Snow parece ter essa consciência, mas o tempo está correndo. A fase de grupos da BLAST Open Porto não espera, e cada ponto perdido pode ser decisivo no final.
E aí fica a reflexão: será que a paiN vai conseguir reverter essa situação a tempo? Ou vamos ver mais um capítulo de uma história que já se repetiu várias vezes no cenário? A resposta, como sempre, vem no servidor. E a torcida, ansiosa, espera que seja em breve.
Fonte: Dust2











