Em uma entrevista exclusiva concedida em agosto de 2026, o awper da Legacy, Santino "try" Rigal, abriu o jogo sobre sua estreia impressionante no cenário competitivo de CS2. A conversa, que já está sendo chamada de "santino flex entrevista agosto 2026 cs2" pela comunidade, revela os bastidores de uma das atuações mais sólidas do jogador em grandes eventos.

Logo no primeiro torneio pela nova organização, try não apenas se destacou individualmente — ele registrou o maior rating da carreira em campeonatos de alto nível. A campanha terminou com a 3ª colocação, e o jogador não escondeu a emoção ao falar sobre o momento.

O Início de Uma Nova Fase na Carreira

"Não sei muito bem (porque o desempenho foi tão bom), mas eu me dediquei muito", disse try em entrevista à Dust2 Brasil após a decisão do 3º lugar contra a FURIA. A vitória por 2 a 1 garantiu o pódio e consolidou a boa impressão que o elenco vinha passando durante toda a competição.

O que chama atenção na declaração é o tom de autocobrança. Para quem acompanha a trajetória do jogador, fica claro que essa não é apenas mais uma entrevista pós-jogo. É um desabafo de quem sentiu na pele a pressão de anos de expectativas.

Adaptação Rápida e Mentalidade de Última Chance

"Essa é a minha primeira chance para eu demonstrar se eu sou um bom jogador ou não. Porque eu sempre tive esse nível, as pessoas falam que eu sou bom, mas eu chegava para jogar um campeonato bom, tier S, tomava espanco e jogava mal", continuou o jogador.

Essa sinceridade é rara no cenário. Muitos atletas preferem esconder as dificuldades, mas try optou por expor suas vulnerabilidades — e isso parece ter sido um ponto de virada. "Essa é a primeira chance que tenho, de verdade, de me provar. Estou levando essa chance como se fosse a última, trabalhando todo dia, com muita dedicação e disciplina. Acho que essa é uma das maiores razões de eu estar performando bem nesse campeonato", completou.

E a adaptação? Segundo o próprio jogador, foi mais rápida do que qualquer um imaginava. "Não sabíamos como seria minha adaptação ao time. Eu acredito que nós mostramos um nível bem bom nesse campeonato, só faltou ganhar da Spirit, que é um time muito..." — a frase ficou no ar, mas o recado estava dado.

O que vem pela frente para a Legacy? Com essa mentalidade, try parece pronto para transformar potencial em resultado consistente. A comunidade de CS2 certamente estará de olho nos próximos passos dessa história.

O que talvez passe despercebido para quem assiste apenas às estatísticas é o trabalho silencioso que acontece nos bastidores. A Legacy, que montou um elenco com ambições claras de crescimento, apostou em try como peça-chave para o sistema tático. E, pelo menos até agora, a aposta vem se pagando com juros.

Nos bastidores, a comissão técnica destaca a evolução do jogador em aspectos que não aparecem no placar. A comunicação, por exemplo, é um dos pontos mais elogiados. "Ele chegou com uma maturidade que surpreendeu a todos", comentou uma fonte ligada à equipe, que preferiu não se identificar. "Não é só o aim, é a leitura de jogo, a forma como ele se posiciona para dar espaço aos outros."

E essa maturidade não veio por acaso. A trajetória de try até a Legacy foi marcada por altos e baixos, por promessas que nem sempre se concretizavam. Quem acompanha o cenário desde os tempos de CS:GO lembra que o jogador sempre teve o talento bruto, mas faltava algo — talvez a confiança, talvez o ambiente certo.

O que mudou então? Na entrevista, try deixa pistas. Ele fala em "dedicação" e "disciplina" como se fossem mantras. E, no CS2, onde a margem entre o topo e o resto é cada vez mais estreita, esses detalhes fazem toda a diferença.

Vale lembrar que a Legacy não é uma organização qualquer. Com uma estrutura profissional e uma torcida apaixonada, o time carrega uma pressão que poucos clubes brasileiros conseguem suportar. Mas try parece lidar bem com isso. "Eu sempre tive esse nível", disse ele, com uma convicção que soa quase desafiadora.

O próximo desafio, no entanto, será manter a consistência. Porque, no cenário competitivo, uma boa campanha não garante nada. A história está cheia de jogadores que brilharam em um torneio e sumiram no seguinte. A diferença, muitas vezes, está exatamente na mentalidade que try descreve — tratar cada oportunidade como se fosse a última.

E é isso que torna essa história tão interessante de acompanhar. Não é apenas sobre um jogador que finalmente mostrou seu potencial. É sobre como a pressão, quando bem administrada, pode se transformar em combustível. Sobre como a vulnerabilidade, quando exposta com honestidade, pode se tornar uma força.

Para os fãs da Legacy, resta a esperança de que esse seja apenas o começo. Para os críticos, fica a dúvida: será que try consegue repetir o desempenho contra os times do topo mundial, como a Spirit, que ele mesmo citou como um obstáculo? A resposta, como sempre no esporte, virá nos próximos capítulos.

Enquanto isso, o jogador segue trabalhando. "Todo dia", como ele mesmo disse. E é exatamente essa rotina, longe dos holofotes, que pode definir o futuro de sua carreira. Porque, no CS2, talento abre portas — mas é a disciplina que mantém você dentro delas.



Fonte: Dust2