A VALORANT Champions Tour (VCT) tem um recorde que nenhuma equipe quer ter: o de mais derrotas consecutivas. A PCIFIC Esports encerrou o VALORANT Champions Tour 2026 - EMEA Stage 2 com 15 derrotas consecutivas em partidas oficiais. Com a derrota para a Joblife no Stage 2, a PCIFIC terminou a temporada de 2026 com a maior sequência de derrotas da história da VCT, superando o recorde que a DetonatioN FocusMe havia estabelecido em 2023.
PCIFIC encerra temporada sofrida com 15 derrotas consecutivas
Ao longo da temporada, a PCIFIC fez mudanças no elenco, mas não conseguiu conquistar uma única vitória na VCT EMEA. Em 2025, a BBL Esports adquiriu todos os jogadores que venceram o Ascension com a PCIFIC. Isso forçou a organização a reconstruir o time do zero para a disputa da VCT EMEA.
Mesmo com a chegada de cNed, campeão do VCT 2021 e do VALORANT Champions 2021, a equipe não venceu nenhuma partida desde janeiro de 2026. Com o fim do VCT EMEA Stage 2, a PCIFIC atualizou o recorde de mais derrotas consecutivas na história da VCT, chegando a 15 jogos perdidos. O recorde anterior pertencia à DetonatioN FocusMe, do Japão, que sofreu 13 derrotas seguidas em 2023.
O que vem a seguir para a PCIFIC?
A derrota para a Joblife na Lower Bracket encerrou a participação da PCIFIC no Stage 2 e eliminou qualquer chance de classificação para os playoffs. Além disso, com 0 pontos no VCT Championship, a equipe está matematicamente eliminada do VALORANT Champions 2026, que será realizado em Xangai, na China. A temporada de 2026 da PCIFIC, portanto, chegou ao fim.
Ainda não se sabe se a PCIFIC continuará na VCT EMEA na próxima temporada. A VCT planeja mudanças significativas a partir de 2027, incluindo alterações na estrutura dos torneios, nos caminhos de classificação e no suporte financeiro.
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Imagem em destaque: Alexandre Weber/Riot Games
Mas o que explica uma sequência tão avassaladora de resultados negativos? A resposta não é simples, e envolve uma combinação de fatores que vão desde a gestão de elenco até a adaptação ao meta do jogo. Quando a BBL Esports adquiriu o quinteto vencedor do Ascension, a PCIFIC perdeu não apenas jogadores, mas a identidade tática que os havia levado ao topo do cenário europeu. Reconstruir uma equipe competitiva em poucos meses, especialmente em uma liga franqueada como a VCT EMEA, é um desafio que poucas organizações conseguem superar com sucesso.
E aí entra a questão do cNed. Trazer um campeão mundial para um time em reconstrução parece uma jogada de mestre no papel, mas na prática, a integração de um jogador com o estilo de jogo da equipe leva tempo. E tempo é algo que a PCIFIC não teve. A equipe disputou o Stage 1 com uma formação, fez ajustes para o Stage 2, mas a química nunca pareceu se consolidar. É frustrante ver um talento como o cNed, que já provou seu valor em palcos globais, não conseguir desbloquear o potencial de seus novos companheiros.
O peso do calendário e a pressão psicológica
Outro fator que não pode ser ignorado é o aspecto mental. Imagine entrar em todas as partidas sabendo que você é o azarão, que a torcida (se é que ainda existe) espera outra derrota, e que cada erro seu será amplificado pela narrativa de quebra de recorde negativo. A pressão psicológica em uma sequência de derrotas é um ciclo vicioso. Você começa a jogar com medo de errar, e é exatamente quando os erros acontecem. Já vi isso acontecer em outros esports, e é sempre doloroso de assistir.
Vale lembrar que a VCT EMEA é considerada uma das regiões mais competitivas do mundo. Times como Fnatic, Team Heretics e Karmine Corp estão em um nível altíssimo, com orçamentos gigantescos e estruturas de treinamento de ponta. Para uma equipe que está essencialmente começando do zero, competir nesse ambiente é como tentar correr uma maratona com um pé quebrado. A diferença de nível é visível em todos os aspectos: na execução de estratégias, na mecânica individual, na tomada de decisão sob pressão.
E não dá para esquecer das mudanças no elenco durante a temporada. A PCIFIC tentou diferentes combinações de jogadores, mas cada alteração reinicia o processo de construção de sinergia. É um paradoxo: você precisa mudar para tentar melhorar, mas cada mudança atrasa o desenvolvimento do time como um todo. No final, a equipe terminou o ano com uma formação que nunca teve tempo suficiente para se encontrar.
O que os números dizem sobre a temporada da PCIFIC
Olhando para as estatísticas da equipe, os números são tão sombrios quanto a sequência de derrotas sugere. A PCIFIC teve o pior ataque da liga, com uma média de menos de 10 rounds vencidos por mapa. No lado defensivo, a situação não era muito melhor, com uma taxa de conversão de rounds de apenas 38%. Esses números não mentem: a equipe estava sofrendo em todos os aspectos do jogo.
Mas há um lado positivo, se é que podemos chamar assim. A experiência de jogar uma temporada inteira na liga, mesmo com resultados ruins, é valiosa para os jogadores mais jovens do elenco. Eles tiveram a oportunidade de competir contra os melhores do mundo, de aprender com as derrotas, e de entender o que é necessário para vencer no mais alto nível. Para alguns deles, essa pode ser a base para uma carreira de sucesso no futuro.
E o que dizer da torcida? A base de fãs da PCIFIC, que era pequena mas apaixonada, certamente está decepcionada. Mas também há um sentimento de solidariedade, de querer ver a equipe se reerguer. Em esports, as histórias de superação são tão importantes quanto as de domínio. A pergunta que fica é: a PCIFIC terá a chance de escrever essa história de redenção?
Com as mudanças planejadas para a VCT em 2027, a organização pode ter que repensar sua estratégia. Será que eles vão manter a vaga na liga? Será que vão investir em um elenco mais experiente? Ou vão apostar em um projeto de longo prazo com jovens promessas? Essas são decisões que vão definir o futuro da equipe e, quem sabe, evitar que o recorde de 15 derrotas seja apenas o começo de uma história ainda mais triste.
Enquanto isso, a DetonatioN FocusMe, que antes detinha o recorde, pode respirar aliviada. Mas a verdade é que recordes são feitos para serem quebrados, e a PCIFIC agora carrega esse fardo. A pergunta que fica no ar é: quem será o próximo a superar essa marca? Ou melhor: a PCIFIC conseguirá, em 2027, virar o jogo e começar a escrever uma nova narrativa?
Fonte: THESPIKE








