Fizzy conversou com a THESPIKE após a derrota do time no VALORANT Champions Tour 2026 - EMEA Stage 2 contra a GIANTX. A entrevista abordou o que deu errado na série, a representação de Portugal, a diferença entre o Tier 1 e o Tier 2, e a experiência de pisar no palco da VCT pela primeira vez.
A primeira vez no palco do VCT EMEA
THESPIKE: Esta é a primeira vez que você pisa neste palco. Como você se sente e o que está passando pela sua cabeça?
Fizzy: "É muito legal estar aqui. É uma sensação inexplicável jogar neste palco."
E dá para entender o porquê. Depois de meses — talvez anos — assistindo esses jogos de casa ou de arquibancada, finalmente estar lá dentro, com o headset ligado e a multidão ali na frente, é um salto enorme. Acho que qualquer jogador sonha com esse momento.
O que deu errado contra a GIANTX
THESPIKE: Vocês começaram devagar no primeiro mapa, mas conseguiram se recuperar no segundo e no terceiro. O que você acha que deu errado para o time, especialmente quando vocês tinham vantagens significativas mas não conseguiam fechar os mapas?
Fizzy: "Não acho que há muito o que dizer. Eles simplesmente foram melhores. Mas, na maior parte, era a nossa primeira vez jogando no palco, então estávamos não só nos acostumando com o palco em si, mas também nos adaptando ao gameplay deles. No geral, acho que estávamos jogando melhor, mas houve várias rodadas em que tínhamos a vantagem e ainda assim perdemos. Tenho quase certeza de que se tivéssemos fechado aquelas rodadas, o resultado do jogo teria sido completamente diferente."
É frustrante, não? Quando o placar não reflete o que aconteceu no servidor. E olhando de fora, realmente parecia que a SGE estava no controle em vários momentos — só faltava aquele 'click' final para converter a vantagem em rodada.
O salto do Tier 2 para o Tier 1
THESPIKE: Vocês deram um grande salto do Tier 2 para enfrentar times de Tier 1 e jogar no palco. Qual conselho seu treinador deu para lidar com a pressão e manter a confiança no servidor?
Fizzy: "Acho que foi mais um esforço de equipe quando se trata da conversa motivacional e da preparação para os times da VCT. Honestamente, não acho que o nível seja tão diferente. Senti que tínhamos o jogo completamente sob controle e, como eu disse, perdemos por causa das vantagens que cedemos. Quando estava naquele palco, não senti que estava jogando contra um time como Vitality ou Fnatic. A maioria desses jogadores estava no Tier 2 recentemente, então não senti muita pressão, especialmente contra a GX."
Essa declaração é o ponto central da entrevista. É uma visão ousada, mas que faz sentido quando você olha o cenário atual. O Tier 2 europeu está cada vez mais forte, com organizações investindo pesado e jogadores talentosos esperando a chance de brilhar.
O que separa o Tier 1 do Tier 2?
THESPIKE: O que você acha que separa um time de Tier 1 como a GX do seu time de Tier 2? Você sente que ainda existe uma diferença significativa entre os dois níveis?
Fizzy: "Acho que a GX é li..." [trecho truncado]
E é exatamente aqui que a conversa fica interessante. Se a diferença não está no nível individual de habilidade, onde ela está? Talvez na consistência, na experiência em momentos de pressão, ou na capacidade de fechar jogos quando se está à frente. São detalhes que separam um bom time de um grande time.
Para a SGE, a estreia no VCT EMEA Stage 2 foi uma lição valiosa. E se a declaração do Fizzy reflete a mentalidade do time, eles não estão ali apenas para participar — estão para competir de igual para igual.
E essa confiança, sinceramente, é revigorante de se ver. Em um cenário onde muitos times de Tier 2 entram no servidor já se sentindo inferiores, a SGE parece ter uma mentalidade diferente. E isso pode ser o diferencial que eles precisam para evoluir.
A representação de Portugal no cenário internacional
THESPIKE: Vocês são um dos poucos times representando Portugal no cenário internacional. O que isso significa para vocês e para a comunidade portuguesa?
Fizzy: "É enorme. A comunidade portuguesa é muito apaixonada e apoiadora. Saber que estamos representando nosso país no palco mais importante do VALORANT é algo que nos motiva muito. Queremos mostrar que Portugal tem talento e que podemos competir com os melhores."
E não é só discurso. A torcida portuguesa tem se feito presente, tanto nas redes sociais quanto nos eventos. Quando a SGE jogou, dava para sentir o carinho vindo de longe. É um orgulho nacional que vai além do jogo em si.
Portugal sempre teve uma cena competitiva forte em outros esports, mas no VALORANT, a SGE está pavimentando um caminho que muitos jovens jogadores portugueses podem seguir. E isso é algo que transcende o resultado de uma série.
O que esperar da SGE no futuro
Com essa estreia, fica a pergunta: o que vem agora para a SGE? Eles voltam para o Tier 2 com a cabeça erguida, sabendo que podem competir de igual para igual com os gigantes da região. Ou será que essa experiência no palco da VCT acendeu uma chama ainda maior dentro deles?
Na minha opinião, times que passam por essa experiência raramente voltam para trás. A confiança adquirida em jogar contra os melhores, mesmo em uma derrota, é algo que não se compra. E se a SGE conseguir manter esse núcleo e continuar evoluindo, não me surpreenderia vê-los de volta no Tier 1 em um futuro próximo.
O caminho é longo, mas a base está sendo construída. E com jogadores como o Fizzy, que não têm medo de desafiar o status quo, a SGE pode estar mais perto do que muitos imaginam de se tornar um nome fixo no cenário europeu.
Fica o acompanhamento. A próxima vez que a SGE pisar em um palco desses, pode ser que a história seja diferente. E aí, será que a conversa sobre a diferença entre Tier 1 e Tier 2 vai continuar a mesma?
Fonte: THESPIKE










