Nazareno "naz" Romero, jogador da ShindeN, concedeu uma entrevista à Dust2 Brasil após a classificação de sua equipe para a etapa final do Circuit X Curitiba #3. Na conversa, ele falou sobre a campanha na LAN, a preparação para a Pro League e, claro, sobre o seu grande objetivo pessoal: naz CS2 time argentino entrevista 2026 resume bem o que ele tem em mente para o futuro.
Classificação da ShindeN no Circuit X Curitiba #3
A ShindeN garantiu vaga na etapa final do torneio com duas vitórias na fase de grupos. A equipe derrotou a EHISTO BASE por 2 a 0 e, na partida decisiva do grupo C, superou o Fluxo por 2 a 1. O jogador avaliou a estreia:
"O primeiro dia foi bom, estou feliz pela vitória. O primeiro jogo foi difícil também, fizemos um comeback. Os times do Noktse sempre são complicados para jogar contra. O Fluxo também sempre nos dá trabalho, os jogos sempre são apertados e no detalhe. Estou muito feliz por ganhar hoje, eles jogaram bem também."
Essa classificação é um passo importante para a equipe, que segue confiante para os próximos desafios. A consistência em LAN tem sido um ponto positivo, e naz destacou a dificuldade dos confrontos.
O sonho de um time 100% argentino
Sem mudanças recentes na escalação, a ShindeN mantém uma formação totalmente argentina. Naz explicou a preferência da equipe em priorizar jogadores do mesmo país:
"A decisão de não mudar jogadores é porque acreditamos que temos muito potencial. É um time muito promissor para o futuro. Queremos ser um time full argentino, é uma opinião pessoal. Na Argentina não tem muito jogador livre e os poucos que têm bons, já possuem time, ou jogam fora."
Ele complementou: "Temos essa preferência (por jogadores argentinos). Um sonho meu individual é chegar muito longe com um time argentino. Acho que todos nós pensamos mais ou menos assim."
Essa declaração reforça o compromisso do jogador com o cenário argentino de CS2. Em um momento em que muitos atletas buscam oportunidades internacionais, naz valoriza a construção de um projeto sólido com compatriotas. É uma aposta ousada, mas que pode render frutos a longo prazo.
Preparação para a Pro League e próximos passos
A equipe agora foca na preparação para a Pro League, competição de alto nível que exigirá ainda mais do elenco. Naz não entrou em detalhes sobre os treinos, mas a classificação no Circuit X serve como um bom teste antes do torneio principal.
Vale lembrar que a ShindeN vem demonstrando evolução. A vitória sobre o Fluxo, time tradicional no cenário brasileiro, mostra que os argentinos podem competir de igual para igual. E o sonho de naz de chegar longe com um time argentino pode muito bem se concretizar se o grupo continuar nesse ritmo.
Para os fãs de CS2, fica a expectativa de ver a ShindeN na Pro League e acompanhar se o desejo de naz se torna realidade. Afinal, quem não gosta de ver um time unido em busca de um objetivo comum?
O cenário argentino de CS2 e a aposta na base local
Falando em cenário argentino, é impossível não lembrar de nomes que marcaram época, como a própria line que chegou às finais de Major com equipes mistas. Mas o que naz propõe é diferente: não se trata apenas de reunir talentos, mas de construir uma identidade. E convenhamos, identidade é algo que anda em falta no competitivo atual, onde os rosters mudam mais rápido do que patch de balanceamento.
Na minha visão, a aposta em um time full argentino tem seus riscos. O mercado local, como o próprio naz admitiu, não é lá muito generoso. Os poucos jogadores de alto nível ou já estão comprometidos, ou buscam oportunidades fora — seja no Brasil, na Europa ou até na América do Norte. Isso reduz o pool de opções e obriga a ShindeN a investir pesado na base, em jovens promessas que ainda não apareceram no radar dos grandes. É um trabalho de formiguinha, mas que pode gerar frutos duradouros.
Por outro lado, há um fator emocional que não pode ser ignorado. Jogar com compatriotas facilita a comunicação, o entrosamento e até a resiliência em momentos de pressão. Não à toa, vemos tantos times de uma mesma nacionalidade se destacando — os dinamarqueses, os brasileiros, os próprios argentinos em outras modalidades. A química fora do servidor conta, e muito.
O que a classificação no Circuit X representa para a ShindeN
Voltando ao Circuit X Curitiba #3, a vaga na etapa final não é só mais um resultado positivo. Para um time que aposta na continuidade, cada LAN é uma oportunidade de ouro para testar estratégias, ajustar a comunicação e ganhar rodagem contra adversários de estilos variados. E a ShindeN fez isso muito bem, especialmente ao superar o Fluxo — um time que, historicamente, sabe jogar em palco e não se intimida com o barulho da torcida.
Aliás, a vitória sobre o Fluxo por 2 a 1 diz bastante sobre a maturidade do grupo. Não foi um atropelo, foi um jogo de detalhes, como o próprio naz descreveu. Em partidas assim, o que decide não é só a mira, mas a leitura de jogo, o controle de economia e a capacidade de se adaptar ao estilo do oponente. A ShindeN mostrou que tem esse repertório.
E olha, não é todo dia que um time argentino vem ao Brasil e sai com uma classificação desse porte. Isso reforça a tese de que o trabalho de base está sendo bem feito, mesmo sem os holofotes que outras organizações recebem.
Pro League: o próximo grande teste
Agora, o foco muda. A Pro League é outro patamar. Não dá para comparar o Circuit X com uma competição que reúne alguns dos melhores times do mundo em uma temporada regular implacável. A exigência física e mental é enorme, e qualquer deslize pode custar caro.
Naz não entrou em detalhes sobre a preparação, mas dá para imaginar que a comissão técnica está trabalhando em dobro. Afinal, não basta só treinar aim e utility; é preciso estudar os adversários, montar um mapa pool competitivo e, acima de tudo, manter a cabeça no lugar. A pressão de enfrentar gigantes do cenário pode ser paralisante para times jovens, mas também é o tipo de desafio que acelera o crescimento.
Eu, particularmente, fico curioso para ver como a ShindeN vai se portar. Se conseguir manter a consistência que mostrou no Circuit X, pode surpreender. E se o sonho de naz de chegar longe com um time argentino começar a se concretizar, aí a história fica ainda mais bonita.
Enquanto isso, os fãs argentinos têm motivos de sobra para acompanhar. Não é todo dia que surge um projeto com essa cara de longo prazo, ainda mais em um cenário tão volátil. Resta saber se o grupo terá paciência e estrutura para atravessar as inevitáveis tempestades.
Fonte: Dust2










