O hino oficial do VALORANT Champions Tour 2026 - Champions Shanghai, intitulado "If The Sun Burns Out Tonight", já está entre nós. E convenhamos: essa é aquele tipo de música que marca o início da reta final da temporada competitiva de VALORANT, quando as melhores equipes do mundo se preparam para se enfrentar em busca do troféu mais cobiçado do ano. O palco? Xangai, na China, onde tudo vai se desenrolar entre os dias 24 de setembro e 18 de outubro.
Se você acompanha o cenário desde os primeiros anos, provavelmente já reconhece a voz por trás de algumas das faixas mais icônicas da história do Champions. Estou falando de Grabbitz, o artista responsável por "Die For You" (2021) e "Ticking Away" (2023). Dessa vez, ele não veio sozinho: a faixa conta com a participação de Oliver Sykes, vocalista da banda Bring Me the Horizon, e Courtney LaPlante, do grupo de metal Spiritbox. É uma combinação que, sinceramente, faz muito sentido para o tom épico que o Champions pede.
A produção ficou por conta do próprio Grabbitz, com Oli Sykes também contribuindo na produção. Já o videoclipe foi desenvolvido numa parceria entre a Riot Games e o Brunch Studio — e é aí que as coisas ficam interessantes para quem é fã de longa data.
O que o clipe de "If The Sun Burns Out Tonight" traz de referências ao Champions?
Um hino do Champions nunca é só uma música. Ele carrega memória, e o videoclipe de "If The Sun Burns Out Tonight" deixa isso bem claro. Logo de cara, aparece o momento em que a NRG levantou o troféu do VALORANT Champions Tour 2025 - Valorant Champions. Quem não lembra dessa cena?
Mas não para por aí. O clipe também resgata ZmjjKK gritando no palco e Demon1 em cima da mesa durante o VCT 2023 - Champions. São aqueles instantes que ficaram gravados na cabeça de qualquer torcedor. E tem também os momentos mais emocionantes — como a imagem de Jinggg chorando após a derrota na Grande Final de 2023 contra a Evil Geniuses. É impossível não sentir um arrepio, né?
Perto do final do videoclipe, as quatro regiões do competitivo são representadas por quatro jogadores que competiram no VCT 2024 - Masters Shanghai e que agora retornam à cidade dois anos depois para disputar o título do Champions. São eles:
- Asuna (VCT Americas)
- ZmjjKK (VCT China)
- Chronicle (VCT EMEA)
- f0rsakeN (VCT Pacific)
É uma escolha que faz todo sentido narrativo. Xangai foi palco de um Masters inesquecível em 2024, e ver esses nomes de volta à cidade cria uma conexão direta entre o que já aconteceu e o que está por vir. Particularmente, acho que esse tipo de detalhe é o que diferencia um hino do Champions de uma música promocional qualquer.
Quando e onde acontece o VALORANT Champions 2026?
A competição final da temporada está chegando. O VALORANT Champions 2026 será realizado em Xangai, na China, entre os dias 24 de setembro e 18 de outubro. As melhores equipes do mundo vão se enfrentar pelo título de campeãs mundiais de 2026, encerrando mais um ciclo do VALORANT Champions Tour.
Para quem acompanha o cenário competitivo, essa é aquela época do ano em que tudo para. As narrativas se acumulam, as rivalidades se intensificam e cada mapa jogado pode significar a diferença entre avançar ou ir para casa. E ter um hino como "If The Sun Burns Out Tonight" embalando tudo isso só aumenta a expectativa.
Vale lembrar que a música já está disponível, e para todos os fãs que gostam de acompanhar as letras e entender as referências, a faixa traz aquele clima melancólico e ao mesmo tempo grandioso que Grabbitz já nos acostumou. A participação de Oli Sykes e Courtney LaPlante adiciona camadas vocais que, na minha opinião, elevam a música a outro patamar — especialmente para quem curte rock e metal.
Para tudo relacionado ao VCT, incluindo datas, chaves e novidades sobre o Champions 2026, vale ficar de olho nos canais oficiais. E se você ainda não ouviu "If The Sun Burns Out Tonight", dá uma chance. Às vezes, uma música consegue capturar exatamente o que a gente sente quando assiste a um campeonato mundial.
Por que o hino do Champions virou tradição (e o que isso diz sobre o cenário)
Sabe, tem uma coisa que sempre me chamou atenção nessa história de hino oficial. No começo, lá em 2021, quando "Die For You" tocou pela primeira vez, muita gente torceu o nariz. "Ah, música promocional de jogo? Vai ser genérica." E não foi. A faixa do Grabbitz virou hino de torcida, tocou em highlight de jogada, embalou despedida de jogador aposentado. Virou parte da cultura do VALORANT de um jeito que pouca gente apostava.
De lá pra cá, a Riot entendeu o recado. O hino deixou de ser só um detalhe de marketing e passou a funcionar como uma espécie de trilha sonora emocional da temporada. É aquela música que você ouve e já sabe: chegou a hora. Os grupos se formaram, os playoffs estão vindo, e o palco mundial está logo ali.
E olha, não é exagero dizer que isso aproxima o VALORANT de uma lógica que o futebol sempre teve. Pensar num hino do Champions é quase pensar no hino da Champions League — aquela música que, só de tocar, já arrepia antes mesmo da bola rolar. A diferença é que aqui a gente tá falando de headshot, clutch 1v3 e defuse no último segundo.
Grabbitz, Oli Sykes e Courtney LaPlante: a química que faz sentido
Vale a pena destrinchar essa escalação de vozes, porque não foi escolha aleatória. Grabbitz já é figura carimbada no universo do VALORANT — além de "Die For You" e "Ticking Away", ele construiu uma identidade sonora que mistura eletrônico, rock alternativo e uma melancolia que combina demais com a estética do jogo.
Agora, trazer Oli Sykes pra dividir os vocais é um acerto que eu não esperava, mas que faz total sentido. O cara é frontman do Bring Me the Horizon, uma das bandas mais influentes do metalcore e do rock alternativo moderno. Quem acompanha a banda sabe que o Oli tem uma versatilidade vocal enorme — ele vai do gutural pesado ao clean emocional sem perder a identidade. E isso casa perfeitamente com a proposta de um hino que precisa ser grandioso sem soar forçado.
Já a Courtney LaPlante, do Spiritbox, é talvez a escolha mais interessante do trio. O Spiritbox vem ganhando espaço gigantesco no metal moderno, e a Courtney tem uma presença vocal que transita entre o etéreo e o brutal com uma naturalidade impressionante. Colocar as três vozes juntas — Grabbitz, Oli e Courtney — cria uma textura sonora que dificilmente seria alcançada por um único artista.
Na minha opinião, essa combinação diz muito sobre a direção que a Riot quer dar ao hino do Champions: algo que não seja só "música de jogo", mas música de verdade, com peso artístico e apelo fora da bolha do esports.
As referências do clipe: memória, emoção e o fio da narrativa
Voltando ao videoclipe, tem um detalhe que merece atenção. A escolha de resgatar momentos específicos não é só nostalgia barata. Cada cena funciona como um capítulo da história recente do VALORANT competitivo.
Quando o clipe mostra a NRG levantando o troféu do Champions 2025, ele está dizendo: "olha o que aconteceu no ano passado, olha o que está em jogo". Quando resgata o ZmjjKK gritando e o Demon1 em cima da mesa, está celebrando a personalidade — aqueles momentos em que o esports vira espetáculo. E quando mostra o Jinggg chorando após a derrota na Grande Final de 2023, está lembrando que por trás de cada jogada existe um ser humano, com sonho, frustração e tudo mais.
É esse equilíbrio entre glória e dor que faz um hino funcionar. Não adianta só mostrar troféu e confete. O Champions é sobre quem levanta a taça e sobre quem fica pelo caminho. E o clipe entendeu isso.
Agora, a parte que eu acho mais inteligente: os quatro jogadores escolhidos para representar as regiões. Asuna, ZmjjKK, Chronicle e f0rsakeN. Cada um carrega uma história diferente, mas todos têm um ponto em comum — estiveram em Xangai no Masters de 2024 e voltam agora para o Champions. É como se o clipe dissesse: "essa cidade já te viu, e agora ela te espera de novo".
Isso cria uma continuidade narrativa que poucos esportes conseguem construir tão bem. Não é só um campeonato novo. É a continuação de uma história que já começou.
O que esperar do Champions 2026 em Xangai
Com o hino lançado, a temporada entra oficialmente naquela fase em que a gente começa a fazer conta. Quem se classificou, quem está em risco, quem chega embalado. E Xangai, como palco, adiciona uma camada extra de significado.
A China tem se consolidado como uma das regiões mais competitivas do VALORANT, e sediar o Champions em Xangai não é coincidência. É reconhecimento de uma base de fãs gigantesca e de uma cena que cresceu muito nos últimos anos. Para quem acompanha o VCT China, é uma oportunidade de ver os times da região jogando em casa, com torcida a favor.
Mas o que realmente importa é o que acontece dentro do servidor. O Champions é onde as narrativas se quebram ou se confirmam. É onde um time que dominou a temporada inteira pode cair na primeira fase, e onde um azarão pode surpreender. É onde jogadores entram para a história ou ficam marcados por uma jogada que não deu certo.
E ter uma música como "If The Sun Burns Out Tonight" embalando tudo isso só aumenta a sensação de que estamos diante de algo grande. A faixa tem aquele tom melancólico que combina com despedida, mas também com recomeço. E talvez seja exatamente isso que o Champions representa: o fim de um ciclo e o começo de outro.
Se você ainda não ouviu, vale dar play. E se já ouviu, vale ouvir de novo — porque hino do Champions é daquelas músicas que crescem a cada audição, principalmente quando a gente começa a associar ela aos momentos que ainda estão por vir.
Fica a dica: acompanhe os canais oficiais do VCT para não perder nada sobre o Champions 2026. As datas já estão aí, os times estão se preparando, e Xangai está esperando. Agora é só esperar o primeiro mapa começar.
Fonte: THESPIKE










