O youtuber NakeyJakey voltou a levantar uma discussão que muitos achavam enterrada: a volta do botão de dislike público no YouTube. Em um vídeo recente, ele argumenta que a remoção da contagem visível de dislikes só beneficia criadores que produzem conteúdo enganoso ou de baixa qualidade — os famosos "bullsh*t videos". Para ele, o nakeyjakey youtube dislike button voltar não é só uma questão de nostalgia, mas de transparência.

E não é só ele. A comunidade tem se mobilizado, e o burburinho em torno do youtube trazer de volta dislike nakeyjakey cresce a cada semana. Será que o YouTube vai ouvir? Ou o botão de dislike virou peça de museu digital?

Por que NakeyJakey quer o dislike de volta?

No vídeo, NakeyJakey descreve uma experiência que muitos de nós já tivemos: clicar num tutorial, num review ou num vídeo de opinião e perceber, depois de minutos, que o conteúdo é furado. "Antes, você olhava os dislikes e já sabia: 'isso aqui é cilada'", ele comenta. "Agora, você só descobre depois de perder tempo."

Ele sugere que a ausência do dislike público beneficia justamente quem produz conteúdo clickbait ou desonesto. Sem a reação negativa visível, esses vídeos continuam aparecendo nas recomendações, enganando novos espectadores. O nakeyjakey pede retorno dislike youtube como uma ferramenta de defesa do usuário — algo que, na visão dele, o YouTube deveria priorizar.

Vale lembrar que o YouTube nunca removeu o botão de dislike por completo. Você ainda pode clicar nele, mas a contagem só fica visível para o criador do canal. Para o público geral, o número sumiu em 2021, sob a justificativa de reduzir ataques direcionados a criadores menores.

O contexto: a polêmica do dislike e a reação da comunidade

A decisão do YouTube, na época, foi recebida com críticas. Muitos argumentaram que o dislike era uma ferramenta essencial de moderação comunitária — um jeito rápido de sinalizar conteúdo problemático ou de baixa qualidade. Sem ele, o algoritmo passou a depender mais de outros sinais, como tempo de exibição e comentários, que nem sempre refletem a real qualidade do vídeo.

NakeyJakey não é o primeiro a pedir a volta. Em 2021, uma petição pública sobre o assunto acumulou milhões de assinaturas. Mas o YouTube manteve a posição. Agora, com o volta do dislike youtube nakeyjakey opinião ganhando tração, será que a empresa pode reconsiderar?

Particularmente, acho que o argumento dele faz sentido. Já perdi a conta de quantas vezes cliquei num vídeo com thumbnail chamativa e me arrependi. Se o dislike estivesse visível, teria poupado minutos preciosos. Mas, ao mesmo tempo, entendo a preocupação do YouTube com assédio — canais pequenos podem sofrer ataques coordenados de dislike, o que seria injusto.

O que você acha? O dislike público deveria voltar? Ou o modelo atual já é suficiente?

O que pode acontecer daqui para frente?

Até agora, o YouTube não se pronunciou sobre o vídeo de NakeyJakey. Mas o fato de um criador com mais de 2 milhões de inscritos estar levantando a bandeira pode pressionar a plataforma a, pelo menos, discutir o assunto novamente.

Algumas alternativas que já foram sugeridas pela comunidade incluem:

  • Mostrar o número de dislikes apenas para vídeos com alto engajamento (evitando ataques a canais pequenos);
  • Exibir uma proporção like/dislike sem números exatos, como um semáforo visual;
  • Deixar a escolha nas mãos do criador: quem quiser pode ativar a exibição pública.

Nenhuma dessas soluções é perfeita, mas mostram que o debate não é preto no branco. O nakeyjakey youtube dislike button voltar pode não ser uma demanda unânime, mas certamente reacendeu uma conversa importante sobre transparência e confiança na plataforma.

Enquanto isso, fica a dica: antes de confiar num vídeo, vale dar uma olhada nos comentários — mesmo que o dislike esteja escondido, a comunidade ainda encontra um jeito de se manifestar.

E por falar em comentários, você já reparou como eles mudaram de tom desde que o dislike sumiu? Antes, era comum ver alguém comentando "veio pelos dislikes" ou "alguém mais achou isso clickbait?". Hoje, a sensação é de que cada vídeo começa com um voto de confiança cego. E, convenhamos, nem todo criador merece esse benefício da dúvida.

NakeyJakey toca num ponto que me incomoda há tempos: a assimetria de informação. O YouTube sabe quantos dislikes um vídeo tem. O criador sabe. Mas o espectador comum, não. É como se a plataforma dissesse: "confie em nós, estamos cuidando disso". Só que, na prática, o algoritmo continua recomendando vídeos duvidosos — aqueles com thumbnails de boca aberta e títulos em CAIXA ALTA — simplesmente porque geram cliques e tempo de tela.

O youtuber vai além e cita exemplos específicos. Lembra daqueles vídeos de "hack para ganhar dinheiro rápido" ou "truque secreto que o Google não quer que você saiba"? Pois é. Sem o dislike visível, eles prosperam. E não estou falando de canais pequenos, não. Canais grandes também se beneficiam desse apagão. Afinal, se ninguém vê a rejeição, o vídeo continua sendo empurrado goela abaixo.

Uma coisa curiosa que notei: desde que o dislike sumiu, aumentou o número de vídeos com a seção de comentários desativada. Coincidência? Talvez não. Se o criador não quer que você veja nem os comentários negativos nem os dislikes, fica a pergunta: o que ele está escondendo?

NakeyJakey sugere que o YouTube deveria tratar o dislike como um sinal de qualidade, não como um problema. E eu concordo. Em vez de esconder a reação negativa, por que não usá-la para treinar melhor o algoritmo? Se um vídeo tem muitos dislikes em relação aos likes, talvez ele não mereça estar no topo das recomendações. Simples, né? Mas o YouTube parece ter medo dessa transparência.

Outro ponto que ele levanta — e que pouca gente discute — é o impacto psicológico nos criadores. Sem o dislike público, muitos acham que estão indo bem até olhar o painel do YouTube Studio e ver a real proporção. Isso pode ser um choque. Mas, ao mesmo tempo, esconder o problema não faz ele desaparecer. Pelo contrário: cria uma bolha onde o criador não recebe feedback honesto da audiência.

E você, já passou por isso? Já produziu um vídeo que achou incrível, mas que na prática foi um fracasso de engajamento? Pois é. O dislike, quando visível, era um termômetro. Hoje, a gente navega no escuro.

O debate, na real, vai além do YouTube. É sobre como as plataformas lidam com moderação e transparência. O Instagram escondeu as curtidas por um tempo. O Twitter (agora X) flertou com a ideia de esconder retuítes. Parece que virou tendência tratar o usuário como alguém que não sabe lidar com informação. Mas será que a gente não merece confiança?

NakeyJakey, no fim das contas, está pedindo algo simples: que o YouTube trate o público como adulto. Que devolva a ferramenta que sempre funcionou — não perfeitamente, mas funcionava. E que, em vez de esconder os problemas, enfrente eles de frente.

O que me deixa pensativo é: se o YouTube realmente acredita que o dislike público era prejudicial, por que não mostra os dados que comprovam isso? Cadê os estudos? Cadê as métricas? Até hoje, a justificativa oficial é vaga. "Reduzir ataques direcionados" — ok, mas será que não dava para criar uma solução mais elegante do que simplesmente apagar o número?

Enquanto a plataforma não se pronuncia, a comunidade segue se virando. Tem canal que coloca enquete nos vídeos perguntando "esse vídeo foi útil?" como substituto. Outros usam a proporção de likes para comentários negativos como termômetro. Mas nada substitui aquele número vermelho que, convenhamos, já salvou muita gente de perder 15 minutos da vida.

E aí, será que o YouTube vai ceder? Ou vamos ter que esperar mais alguns anos até que um novo escândalo de desinformação force a plataforma a repensar a decisão?



Fonte: Dexerto