26 de agosto de 2026 às 11:51 — O DENDELE perdeu para a Spirit na primeira rodada da fase de grupos da BLAST Open Porto. A equipe brasileira foi derrotada por 2 a 0, com placares de 8-13 na Ancient e 7-13 na Cache. Em entrevista à Dust2 Brasil, o awper do time, Máximo "maxxkor" Cortina, analisou a derrota.
"Fico um pouco triste, porque acho que poderíamos ter feito muito mais. Começamos bem o primeiro mapa, depois não conseguimos arrumar bem as coisas, ou mudar um pouco o nosso jogo. Eles se adaptaram bem também. A Ancient poderia ter sido nossa. Também não vencemos nenhum pistol, e isso pode mudar muito o jogo", disse maxxkor em entrevista à Dust2 Brasil.
Contexto da partida: Spirit chega como favorita
A Spirit chega na BLAST Open Porto como uma das favoritas por ter vencido a EWC há menos de uma semana. Mesmo com o favoritismo da Spirit, maxxkor contou que ficou feliz que seu time mostrou um pouco do que pode fazer, mas que queria ter vencido.
"Conseguimos mostrar um pouco o nosso jogo. Acho que conseguimos mostrar que mandamos bem nos padrões. Mas isso não era o que eu queria, eu queria mesmo ganhar, tentar ganhar deles. Por isso estou triste."
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O duelo contra donk e o que vem pela frente
Pela primeira vez, a equipe do DENDELE enfrentou Danil "donk" Kryshkovets. O rifler russo foi o grande destaque da partida, e terminou a MD3 com um rating impressionante. A adaptação ao estilo agressivo do jogador foi um dos pontos que pesaram para o time brasileiro.
Vale destacar que a derrota na estreia não elimina o DENDELE da competição. A equipe ainda tem chances de avançar na BLAST Open Porto, mas precisará ajustar alguns pontos — especialmente nos rounds pistol e na rotação defensiva — para competir em igualdade com os adversários.
O próximo desafio do time será crucial para definir o futuro na competição. A comissão técnica deve trabalhar em cima dos erros apresentados, principalmente na Cache, onde o time sofreu com a pressão constante da Spirit.
Análise dos mapas: onde o DENDELE perdeu o controle
Na Ancient, o time brasileiro até começou bem, como o próprio maxxkor mencionou. Mas o que chamou atenção foi a incapacidade de reagir às mudanças da Spirit após o intervalo. Enquanto a equipe europeia ajustou o lado CT com entradas mais rápidas no B, o DENDELE manteve a mesma postura, o que facilitou a leitura do jogo pelo adversário.
Já na Cache, o cenário foi ainda mais complicado. A Spirit dominou o lado TR com uma agressividade cirúrgica, explorando principalmente a mid e o A site. O time brasileiro não conseguiu segurar os avanços e viu o jogo escapar ainda no primeiro half. A diferença de 7-13 pode até parecer apertada, mas quem assistiu viu um domínio claro da equipe russa.
Um dado interessante: o DENDELE não venceu nenhum pistol round na série. Isso é algo que o próprio maxxkor destacou, e não é para menos. Em jogos de alto nível, os rounds econômicos costumam ser decisivos, e começar atrás no placar logo de cara coloca uma pressão enorme no time.
O impacto de donk e a adaptação brasileira
Enfrentar donk é sempre um desafio à parte. O jovem russo tem um estilo de jogo que mistura agressividade com uma leitura de jogo impressionante. Ele não espera o erro do adversário — ele força o erro. E contra o DENDELE, isso ficou evidente.
maxxkor comentou sobre a dificuldade de se adaptar a esse ritmo: "Ele é um jogador muito rápido, muito agressivo. A gente tentou se preparar, mas quando você está no servidor, é diferente. Ele te obriga a tomar decisões rápidas, e se você hesitar, ele te pune."
Não é exagero dizer que donk foi o grande diferencial da série. Mas também é justo apontar que o DENDELE não conseguiu encontrar respostas coletivas para neutralizá-lo. Faltou uma rotação mais rápida, faltou um smoke melhor posicionado, faltou, no fim das contas, um plano B.
O que esperar do próximo jogo do DENDELE
A derrota na estreia não é o fim do mundo, mas acende um alerta. O formato da BLAST Open Porto permite que o time ainda sonhe com a classificação, mas a margem de erro agora é mínima. Cada round, cada decisão tática vai pesar ainda mais.
O próximo adversário ainda não foi definido, mas a comissão técnica já tem trabalho de sobra. Será preciso rever não só os pistol rounds, mas também a comunicação no meio das rounds, que parecia falhar justamente nos momentos mais críticos.
E tem outro ponto: a parte mental. Perder para um dos favoritos ao título pode abalar a confiança de qualquer elenco. Mas, pelo que maxxkor demonstrou na entrevista, o grupo está ciente do que precisa melhorar. "A gente sabe que pode jogar melhor. Vamos trabalhar nisso e voltar mais fortes", finalizou.
O DENDELE volta à ação nos próximos dias, e a torcida brasileira espera uma resposta à altura. Afinal, em campeonatos como a BLAST, a diferença entre avançar e cair na fase de grupos é feita de pequenos detalhes. E é exatamente nesses detalhes que o time precisa focar agora.
Fonte: Dust2











