A Leviatán foi eliminada do VALORANT Champions Tour 2026 - Americas Stage 2 após perder por 2 a 1 para a G2 Esports, neste domingo (30), e ficou fora da reta final da liga internacional de VALORANT, que será disputada em São Paulo. A organização argentina, porém, ainda mantém uma possibilidade de classificação para o Champions Shanghai 2026 e dependerá de uma combinação de resultados.

Contexto do confronto decisivo

Pela sobrevivência no campeonato, Leviatán e G2 chegaram à melhor de três (MD3) com um retrospecto de cinco vitórias para cada lado nos dez encontros anteriores. O confronto pelo Stage 2 desempatou o histórico entre as equipes e também encerrou a campanha da Leviatán, que terminou o Stage 2 na 5ª-6ª colocação.

Com a eliminação, o trio brasileiro de blowz, Sato e spikeziN perdeu a chance de jogar pela primeira vez diante do público brasileiro. A equipe, porém, ainda tem uma possibilidade de chegar ao Champions Shanghai 2026. Para isso, precisa torcer para que a NRG ou a própria G2, responsável pela eliminação, chegue na grande final.

O que vem para a G2 Esports

Do outro lado, a G2 deixa o confronto com duas conquistas: a classificação para a fase decisiva em São Paulo e a vaga no mundial. Os norte-americanos voltam ao servidor na sexta-feira (4), às 17h (de Brasília), contra o vencedor de LOUD e MIBR.

Formato do VCT Americas 2026 Stage 2

O VCT Americas 2026 Stage 2 termina no dia 6 de setembro e totalizará 16 equipes na briga pelas vagas no VALORANT Champions Shanghai 2026. Como novidade, a fase final dos playoffs da liga internacional de VALORANT deixará a cidade de Los Angeles pela primeira vez e será realizada em São Paulo.

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Eliminações precoces sempre deixam um gosto amargo, ainda mais quando a vaga para o mundial está tão próxima. Mas, no caso da Leviatán, a frustração vem acompanhada de um certo alívio — afinal, a chance de ir ao Champions Shanghai 2026 segue viva, mesmo que dependa de terceiros. É aquela velha história: enquanto há matemática, há esperança.

A campanha irregular da Leviatán no Stage 2

A trajetória da equipe argentina no Stage 2 foi marcada por altos e baixos. Em alguns momentos, o time mostrou o VALORANT agressivo e coordenado que o colocou entre os melhores das Américas. Em outros, pecou pela inconsistência — algo que, em uma liga tão competitiva quanto o VCT Americas, cobra um preço alto.

O elenco, que conta com os brasileiros blowz, Sato e spikeziN, chegou a empolgar nas fases de grupos, mas esbarrou em adversários mais sólidos nos momentos decisivos. E, contra a G2, a história não foi diferente: a equipe até esboçou uma reação, mas não conseguiu sustentar o ritmo necessário para virar a série.

Vale destacar que a Leviatán não é uma equipe acostumada a ficar de fora de grandes decisões. Nos últimos anos, a organização construiu uma identidade forte no cenário internacional, com participações consistentes em campeonatos globais. Por isso, essa eliminação precoce no Stage 2 soa como um tropeço inesperado — ainda que o cenário esteja cada vez mais equilibrado.

O peso de jogar em casa (ou quase)

Um dos pontos mais comentados antes do confronto era a possibilidade de a Leviatán jogar diante da torcida brasileira. Com três brasileiros no elenco, a equipe teria um apoio considerável em São Paulo — algo que, convenhamos, faria toda a diferença em jogos de playoff. Mas, para isso, precisaria vencer a G2. Não venceu.

E é aí que mora a ironia: a G2, que eliminou a Leviatán, pode ser justamente a chave para a classificação da equipe argentina ao Champions. Se a NRG ou a própria G2 chegar à grande final do Stage 2, a vaga extra para o mundial será destinada à Leviatán, que terminou em 5º-6º lugar. Ou seja, o time que tirou a Leviatán da fase decisiva pode, indiretamente, devolver a ela o sonho do mundial.

No VALORANT, como na vida, o futebol de resultados muitas vezes é mais sobre combinações do que sobre mérito individual. E, nesse caso, a torcida da Leviatán terá que secar (ou torcer, dependendo do ponto de vista) por um desfecho específico nos próximos jogos.

O que esperar da G2 na fase final

Do lado da G2, a classificação veio com uma dose extra de confiança. Vencer uma equipe do calibre da Leviatán em uma MD3 de eliminação não é pouca coisa. A equipe norte-americana mostrou resiliência, especialmente nos mapas decisivos, e agora terá a chance de disputar o título em São Paulo — uma cidade que promete receber os playoffs com uma atmosfera única.

O próximo desafio da G2 será contra o vencedor de LOUD e MIBR, em um confronto que promete ser eletrizante. Se a LOUD avançar, teremos um duelo de estilos: a agressividade brasileira contra a solidez tática norte-americana. Se a MIBR passar, a história ganha um capítulo extra de rivalidade — afinal, a G2 já teve confrontos memoráveis contra equipes brasileiras ao longo dos anos.

De qualquer forma, a G2 chega com o moral elevado e a vantagem de já ter garantido a vaga no Champions Shanghai 2026. Isso tira um peso das costas da equipe, que poderá jogar com mais liberdade e ousadia na fase final. E, convenhamos, uma G2 solta e confiante é um adversário perigoso para qualquer um.

Enquanto isso, a Leviatán terá que fazer a lição de casa e torcer. A equipe argentina, que já mostrou que sabe competir em alto nível, agora depende de fatores externos para manter viva a chance de disputar o mundial. E, no cenário competitivo de VALORANT, onde cada detalhe pode mudar o rumo de uma temporada, essa esperança é o que resta para os fãs da organização.



Fonte: THESPIKE