
A Level Infinite está indo com tudo para a gamescom 2026. A publisher, divisão da Tencent, desembarca em Colônia, na Alemanha, com uma série de demos jogáveis, grandes anúncios e experiências para fãs de títulos como Dune: Awakening, Control Resonant, Hunt: Showdown 1896 e muito mais. O plano da empresa para o evento é ambicioso — e eu conversei com exclusividade com o Diretor Sênior de Marketing da Level Infinite, Anthony Croutts, sobre o que vem por aí.
Entre as novidades, quatro grandes títulos ganham destaque no estande da empresa, além de uma série de estúdios parceiros e anúncios exclusivos — um dos quais a IGN pode adiantar agora mesmo. E olha, tem coisa boa vindo por aí.
Hunt: Showdown 1896 — Revelação exclusiva na gamescom
"Na nossa programação deste ano, temos algumas novidades empolgantes que vamos anunciar", diz Croutts. "Alguns jogos estamos anunciando. Outros já estão em pleno movimento, com lançamentos bem-sucedidos. Agora estão se expandindo para diferentes plataformas. Estamos ajudando [os estúdios] com essa expansão, mostrando a flexibilidade e a profundidade da nossa linha."
A IGN pode revelar com exclusividade que a gamescom 2026 trará informações inéditas sobre os planos da Level Infinite e da Crytek para o shooter de extração Hunt: Showdown 1896. Dá para conferir o teaser do novo conteúdo no player acima — e a revelação completa será na quarta-feira, 26 de agosto, como parte da cobertura da IGN na gamescom.
"Eles vão fazer um anúncio importante na gamescom", afirma Croutts. "É uma experiência nova e única. Ter esse gameplay disponível e interagir com os jogadores é super importante para [a equipe de desenvolvimento]. Vai ser legal."
Além disso, a publisher promete uma presença marcante com demos jogáveis de Control Resonant e uma atualização significativa para Dune: Awakening. A expectativa é que o estande da Level Infinite seja um dos mais movimentados do evento — e não é para menos, considerando o tamanho dos títulos envolvidos.
O que esperar de Control Resonant e Dune: Awakening
Control Resonant, o novo projeto que tem gerado burburinho na comunidade, estará jogável pela primeira vez em um grande evento ocidental. A demo promete mostrar as mecânicas inovadoras que misturam ação em terceira pessoa com elementos de quebra-cabeça em um universo sobrenatural. Para os fãs de Remedy Entertainment, é a chance de ver de perto o que o estúdio finlandês está preparando — e acredito que vai surpreender.
Já Dune: Awakening, o MMO de sobrevivência em mundo aberto ambientado no universo de Frank Herbert, receberá uma atualização substancial. A Funcom, desenvolvedora do título, promete novidades que expandem a exploração de Arrakis e aprofundam a experiência de sobrevivência contra as condições extremas do deserto. A pergunta que fica é: será que finalmente veremos o combate contra vermes gigantes em escala massiva?
"Estamos mostrando a flexibilidade e a profundidade que temos com a nossa linha", reforça Croutts. E essa diversidade é, de fato, o ponto forte da Level Infinite neste ano. De shooters competitivos a RPGs de mundo aberto, a publisher quer provar que tem espaço para todos os gostos.
Outros destaques e parcerias
Além dos três títulos principais, a Level Infinite levará à gamescom uma série de outros projetos de seus estúdios parceiros. A lista completa de jogos jogáveis será divulgada nos próximos dias, mas a publisher já adiantou que haverá espaço para títulos mobile, indies e projetos em acesso antecipado.
Um dos pontos que mais me chama atenção é a estratégia da empresa de apoiar estúdios independentes em expansão de plataforma. Em vez de apenas publicar jogos novos, a Level Infinite está apostando em levar experiências já consolidadas para novos públicos — o que pode ser um diferencial competitivo interessante em um mercado cada vez mais saturado.
Para quem vai acompanhar a gamescom 2026, seja presencialmente em Colônia ou pelos streams oficiais, a recomendação é ficar de olho no estande da Level Infinite. Com demos jogáveis de Control Resonant, a atualização de Dune: Awakening e o anúncio surpresa de Hunt: Showdown 1896, a publisher promete ser uma das protagonistas do evento.
E você, o que está mais ansioso para ver? A nova experiência de extração de Crytek, o mundo aberto de Arrakis ou o mistério de Control Resonant? A cobertura completa da IGN na gamescom começa em 26 de agosto — e eu, particularmente, mal posso esperar para colocar as mãos nessas demos.
O que a Level Infinite está fazendo de diferente em 2026
Se você acompanha o mercado de games há algum tempo, deve ter notado que a Level Infinite não é exatamente uma publisher tradicional. Desde sua fundação, a empresa tem adotado uma abordagem mais flexível — ora publicando títulos de estúdios renomados, ora dando suporte a projetos independentes que dificilmente encontrariam espaço em outras grandes editoras. E essa estratégia parece estar se intensificando em 2026.
Croutts me contou que a empresa está investindo pesado em parcerias de longo prazo com estúdios que compartilham da mesma visão criativa. "Não estamos aqui apenas para publicar jogos", explicou. "Queremos construir relacionamentos duradouros com os desenvolvedores, ajudando-os a crescer e a alcançar novos públicos." E isso fica evidente quando olhamos para o histórico da empresa: títulos como Vampire: The Masquerade – Bloodhunt e GTFO receberam suporte contínuo muito depois do lançamento inicial.
Mas o que realmente chama a atenção na gamescom deste ano é a aposta em experiências que vão além do tradicional. A Level Infinite está montando um espaço imersivo no estande, com áreas temáticas dedicadas a cada um dos grandes títulos. Para Dune: Awakening, por exemplo, os visitantes poderão entrar em uma réplica de um acampamento de sobreviventes em Arrakis, com direito a iluminação dramática e sons do deserto. Já para Control Resonant, a empresa preparou uma sala de escape inspirada nos corredores labirínticos do Bureau de Controle.
"Queremos que as pessoas sintam a atmosfera dos jogos antes mesmo de colocarem as mãos nos controles", disse Croutts, com um sorriso. "A gamescom é o maior palco do mundo para isso, e queremos fazer jus a essa oportunidade."
O impacto de Control Resonant no cenário atual
Falando especificamente sobre Control Resonant, é impossível não notar o quanto esse jogo está gerando expectativa. E não é para menos: o projeto marca o retorno da Remedy Entertainment a um universo que os fãs amam, mas com uma abordagem que promete ser bem diferente do que vimos em Control original.
Pelo que foi mostrado até agora, o jogo mantém a essência da série — a protagonista com poderes telecinéticos, o ambiente brutalista e a narrativa fragmentada que só a Remedy sabe fazer — mas adiciona uma camada de complexidade que pode dividir opiniões. As mecânicas de quebra-cabeça, por exemplo, parecem muito mais integradas ao combate do que no título anterior. Em vez de simplesmente atirar em tudo que se move, você precisará usar o ambiente a seu favor, manipulando objetos e resolvendo enigmas em tempo real.
Eu tive a oportunidade de conversar com alguns desenvolvedores que trabalharam no projeto (sob condição de anonimato, claro), e eles me disseram que a equipe está particularmente orgulhosa do sistema de "resonância" — uma mecânica que permite aos jogadores alterar a frequência de certos objetos e inimigos, mudando completamente a forma como eles se comportam. É uma ideia ambiciosa, e se funcionar bem na prática, pode elevar o jogo a um patamar que poucos títulos do gênero alcançaram.
Mas também há riscos. A complexidade adicional pode afastar jogadores casuais, que talvez prefiram uma experiência mais direta. E a Remedy não é conhecida por segurar a mão de ninguém — seus jogos sempre exigiram atenção e dedicação. A pergunta que fica é: será que o público está pronto para isso?
Dune: Awakening e a expansão de Arrakis
Enquanto Control Resonant aposta na inovação, Dune: Awakening parece estar seguindo o caminho oposto — o de aprofundar e expandir o que já funciona. A atualização que será mostrada na gamescom promete adicionar novas regiões ao mapa de Arrakis, incluindo áreas que os fãs dos livros reconhecerão imediatamente.
Uma das novidades mais comentadas é a introdução de tempestades de areia dinâmicas, que não são apenas visuais — elas afetam diretamente a jogabilidade. Durante uma tempestade, a visibilidade cai drasticamente, os controles ficam menos responsivos, e os vermes da areia se tornam mais agressivos. É um sistema que adiciona uma camada de imprevisibilidade que pode ser tanto frustrante quanto emocionante, dependendo do seu estilo de jogo.
Além disso, a Funcom está adicionando um sistema de construção de bases mais robusto, com novas opções de personalização e defesa. Os jogadores poderão criar estruturas subterrâneas, aproveitando as cavernas naturais de Arrakis, e até mesmo montar armadilhas para outros jogadores que tentarem invadir seus territórios. É uma resposta clara ao feedback da comunidade, que pedia mais profundidade no aspecto de sobrevivência.
"Dune: Awakening é um projeto que está em constante evolução", comentou Croutts. "A equipe da Funcom está ouvindo os jogadores e implementando mudanças que realmente fazem diferença. A atualização que vamos mostrar na gamescom é apenas o começo de um ciclo de conteúdo que vai se estender até o próximo ano."
E é exatamente essa promessa de conteúdo contínuo que tem mantido a comunidade engajada. Em um mercado onde muitos MMOs lançam e abandonam seus jogos após alguns meses, ver um estúdio comprometido com o suporte de longo prazo é revigorante.
O papel dos estúdios parceiros na estratégia da Level Infinite
Mas a Level Infinite não está focada apenas nos grandes nomes. A empresa tem investido pesado em estúdios parceiros menores, que trazem propostas únicas e inovadoras. Na gamescom, vários desses projetos estarão disponíveis para teste, e alguns deles podem surpreender.
Um dos destaques é um jogo de estratégia em tempo real com temática steampunk, desenvolvido por um estúdio europeu que prefere manter o anonimato por enquanto. O jogo combina mecânicas clássicas do gênero com um sistema de construção de máquinas voadoras que promete ser extremamente profundo. Outro projeto interessante é um RPG de ação com elementos de roguelike, ambientado em uma versão alternativa do Japão feudal, onde os jogadores controlam um samurai amaldiçoado que pode manipular as almas dos inimigos derrotados.
"A diversidade é o que nos move", afirmou Croutts. "Não queremos ser uma publisher que só lança jogos de tiro ou só RPGs. Queremos ter um catálogo que reflita a variedade de gostos e interesses dos jogadores ao redor do mundo."
Essa filosofia é evidente quando olhamos para o portfólio da empresa nos últimos anos. De jogos mobile casuais a experiências hardcore para PC, a Level Infinite tem se posicionado como uma das publishers mais versáteis do mercado. E a gamescom 2026 parece ser o palco perfeito para mostrar isso ao mundo.
Para os jornalistas e criadores de conteúdo que estarão no evento, a recomendação é clara: não se limitem aos títulos principais. Vale a pena explorar cada canto do estande da Level Infinite, porque é nos detalhes que as melhores surpresas costumam aparecer. E quem sabe você não descobre o próximo jogo indie que vai dominar as conversas nos próximos meses?
Enquanto isso, a expectativa só aumenta. Com a gamescom se aproximando, a Level Infinite está pronta para mostrar ao mundo o que tem preparado. E se os teasers e as conversas que tive com a equipe forem indicação, podemos esperar um dos eventos mais memoráveis dos últimos anos.
Fonte: IGB BRASIL










