A VLR entrevistou Kimmie "Kicks" Laasner, da Team Liquid, após a derrota da equipe para a Karmine Corp na grande final do Stage 2 Finals da EMEA. A conversa aconteceu logo depois do confronto decisivo, e o jogador não escondeu a frustração com o desempenho do time em dois mapas específicos.
Análise da derrota: Ascent e Summit como pontos críticos
Kicks foi direto ao avaliar onde a Liquid sentiu mais dificuldade. "Acho que poderíamos ter mostrado uma performance melhor na Ascent e na Summit", afirmou. Para ele, esses dois mapas foram os que mais pesaram no resultado final contra a Karmine Corp.
O jogador destacou que, apesar da derrota, a equipe teve momentos de competitividade. Mas, no fim, os erros nesses mapas específicos custaram caro. "Foi uma série difícil. Eles jogaram bem, mas sinto que deixamos escapar oportunidades", completou.
O que isso significa para a Team Liquid?
Chegar à final do Stage 2 Finals da EMEA já é, por si só, uma conquista relevante. A Team Liquid mostrou consistência ao longo do torneio, mas o vice-campeonato deixa um gosto amargo — especialmente quando a equipe reconhece que poderia ter ido além.
Na minha visão, essa autocobrança é um bom sinal. Times que se contentam com o segundo lugar raramente evoluem. A declaração do Kicks mostra que a Liquid está ciente dos próprios limites e já sabe onde precisa melhorar para as próximas etapas.
Vale lembrar que a Karmine Corp não é um adversário qualquer. A equipe tem se consolidado como uma das forças da região, e qualquer confronto contra ela exige o máximo de precisão tática e execução individual.
Próximos passos para a Liquid
Com o Stage 2 Finals encerrado, a Team Liquid agora volta os olhos para os próximos desafios do calendário competitivo. A correção dos erros na Ascent e na Summit deve ser prioridade nos treinos.
O elenco tem potencial para brigar no topo, mas precisará transformar essa análise pós-jogo em ajustes concretos. A entrevista do Kicks deixa claro que o time não está satisfeito com o resultado — e isso, no competitivo, muitas vezes é o combustível necessário para a próxima conquista.
O que chama atenção na fala do Kicks é a precisão com que ele aponta os problemas. Não é uma reclamação genérica sobre 'não jogamos bem' — ele vai direto ao ponto: Ascent e Summit. Isso sugere que a equipe já tem um diagnóstico claro do que deu errado, o que é o primeiro passo para qualquer correção de rota.
E olha, eu entendo perfeitamente essa sensação. Quando você perde uma final, a tendência é lembrar dos momentos mais gritantes — aquela rodada perdida no clutch, um eco que não saiu como planejado. Mas os jogadores de alto nível sabem que o jogo se decide nos detalhes. E aparentemente, a Liquid identificou exatamente onde esses detalhes escaparam.
O peso de uma final regional
É importante contextualizar o que significa chegar a essa final. A EMEA é uma das regiões mais competitivas do cenário, com times que investem pesado em estrutura, análise e treinamento. Cada série é um teste de resistência mental e física, e chegar à decisão já coloca a Liquid em um grupo seleto.
Mas, ao mesmo tempo, o vice-campeonato tem um sabor diferente. Não é como ser eliminado nas quartas ou na fase de grupos — ali, você pode se consolar com a campanha. Numa final, a linha entre o título e o quase é tão fina que dói. E o Kicks parece sentir exatamente isso.
O que me impressiona é a maturidade da análise. Ele não coloca a culpa em fatores externos, nem desmerece a Karmine Corp. Ele simplesmente reconhece que a Liquid poderia ter feito melhor em mapas específicos. Isso é raro em jogadores jovens, que muitas vezes preferem justificar a derrota com desculpas.
O que esperar da Liquid daqui para frente
Se tem uma coisa que aprendi acompanhando o cenário competitivo é que as melhores equipes são aquelas que transformam derrotas em aprendizado. A declaração do Kicks é um indicativo de que a Liquid está nesse caminho. A pergunta agora é: como eles vão traduzir essa análise em prática?
Os treinos certamente vão focar em revisar as rodadas decisivas da Ascent e da Summit. Mas vai além disso. A equipe precisa trabalhar a comunicação em situações de pressão, a leitura de jogo do adversário e, principalmente, a consistência — porque em uma final, oscilar em dois mapas é o suficiente para perder o título.
Outro ponto que merece atenção é o fator mental. Perder uma final pode abalar a confiança de qualquer time. Mas, pelo tom da entrevista, o Kicks parece mais determinado do que abalado. E isso é um bom presságio para os próximos compromissos da equipe.
No fim das contas, o que fica dessa entrevista é a sensação de que a Liquid está no caminho certo, mesmo com o resultado amargo. A autocobrança, a análise fria e a vontade de evoluir são características de times que, mais cedo ou mais tarde, chegam ao topo. Resta saber se eles vão conseguir colocar tudo isso em prática quando a próxima oportunidade aparecer.
Fonte: VLR.gg











