O futuro do MIBR Academy e do time feminino de CS2 foi o centro das declarações de Alexandre "Kakavel" Peres, CEO da EZOR, durante o Radar em Paris, da Dust2 Brasil. O executivo abriu o jogo sobre a reformulação da base e os planos para o elenco campeão mundial feminino.
O kakavel mibr academy cs feminino futuro foi tema de uma conversa franca sobre como a organização pretende estruturar seus projetos de desenvolvimento. E a resposta, ao que parece, envolve um recomeço.
O Fim de um Ciclo no Academy
"O academy, em específico, estamos passando por algumas discussões internas. Acho que ele precisa ser um projeto de desenvolvimento com início, meio e fim. Ele não pode ser um projeto eterno", afirmou Kakavel. A declaração explica a decisão de colocar a equipe atual no banco.
Na visão do CEO, o time que vinha sendo montado há dois ou três anos já não fazia mais sentido. "Esse projeto que está lá, é um projeto que vem há dois, três anos se desenrolando, trocando peças, então ele não teve fim."
E o que vem agora? Um recomeço total. "Vamos dar o fim e vamos para um começo. Temos um projeto, o Feitos no Brasil, um projeto que, inclusive, achou o insani. Vamos rodar ele esse ano e a intenção é para a reformulação do time e começar do zero."
O Que Significa "Chegar ao Fim"
Kakavel foi além e explicou que o objetivo do projeto não é simplesmente vender jogadores. "O nosso fim, na minha visão, é, ou subir o atleta para o principal, ou emprestá-lo para outro time para criar bagagem, que é um pouco do que a G2 fez com o kl1m e conosco."
Ou seja, o MIBR Academy quer ser uma etapa de formação completa, com um caminho claro para os talentos. A referência à G2 e ao jogador kl1m mostra que a diretoria está de olho em modelos de sucesso internacionais.
E o CS feminino? O executivo também comentou sobre o futuro da modalidade na organização, que recentemente conquistou um título mundial. A expectativa é que o investimento continue, mas com um planejamento mais definido.
Vale lembrar que o MIBR Academy foi fundamental na descoberta de Felipe "insani" Yuji, hoje um dos nomes mais promissores do cenário brasileiro. A reformulação promete ser a base para os próximos anos.
Acompanhe as próximas movimentações da organização para saber como esse novo ciclo vai se desenrolar.
Mas o que realmente muda na prática? A declaração de Kakavel sugere uma mudança de filosofia, não apenas uma troca de jogadores. O Academy deixa de ser um time que disputa campeonatos por si só e passa a ser uma ferramenta estratégica para o futuro do MIBR. É uma visão de longo prazo que, sinceramente, faz bastante sentido quando olhamos para o cenário atual.
O caso do insani é o exemplo perfeito. Ele foi descoberto no Feitos no Brasil, subiu para o Academy, e hoje é titular no time principal. Se o projeto tivesse sido tratado como um fim em si mesmo, talvez ele nunca tivesse tido a chance de brilhar na elite. E é exatamente esse ciclo que a diretoria quer repetir.
O Desafio do CS Feminino
Quando o assunto é o time feminino, Kakavel foi mais cauteloso, mas não menos direto. Ele reconheceu que a equipe que venceu o mundial precisa de um planejamento que vá além do resultado imediato. "A gente precisa entender que o feminino é um projeto que está em construção. Não é porque ganhamos um título que o trabalho acabou", disse.
E aqui entra um ponto interessante: a diferença entre investir em um time que já venceu e construir uma base sustentável. O MIBR feminino mostrou que tem talento, mas o cenário competitivo está evoluindo rápido. Times como FURIA e Fluxo também estão investindo pesado, e a concorrência por títulos e por jogadoras está cada vez mais acirrada.
Na minha opinião, o que Kakavel está tentando evitar é o erro de muitos times que se acomodam após uma conquista. O título mundial é um marco, mas não pode ser o teto. A pergunta que fica é: como o MIBR vai manter o nível sem depender apenas das mesmas jogadoras?
O Papel do Feitos no Brasil
O projeto Feitos no Brasil, mencionado por Kakavel, é uma das peças-chave dessa reformulação. Ele já provou que funciona — o insani é a prova viva disso. Mas o que mais podemos esperar dessa iniciativa?
Pelo que foi dito, o projeto vai ser usado como base para a reformulação do Academy. Isso significa que o MIBR vai buscar talentos em camadas mais jovens, talvez até em cenários menos explorados, como o competitivo de base de outras regiões do país. É uma aposta ousada, mas que pode render frutos a médio prazo.
O modelo da G2, citado por Kakavel, é um bom parâmetro. A G2 não só desenvolve jogadores, mas também os empresta para outros times para ganharem experiência. O kl1m, por exemplo, passou por essa situação e voltou mais preparado. Se o MIBR conseguir replicar isso, o cenário brasileiro como um todo pode se beneficiar.
E não é só sobre o masculino. O Feitos no Brasil pode ser uma porta de entrada para o feminino também. Se a organização conseguir criar um pipeline que alimente tanto o time principal quanto o feminino, o potencial é enorme. Mas isso exige paciência e, principalmente, uma estrutura que aguente o tranco.
O que me deixa curioso é como essa reformulação vai afetar os campeonatos de base. O MIBR Academy sempre foi um dos times mais fortes do circuito, e a saída de jogadores pode abrir espaço para outras organizações. Por outro lado, se o novo projeto for bem executado, o MIBR pode voltar ainda mais forte em alguns anos.
Fica claro que Kakavel está pensando no longo prazo, e isso é raro em um cenário onde a pressão por resultados imediatos é enorme. A torcida, claro, quer ver o time vencendo, mas a diretoria parece disposta a sacrificar o curto prazo em nome de uma estrutura mais sólida. E, sinceramente, é difícil argumentar contra isso quando o exemplo do insani está aí para provar que o caminho funciona.
O próximo passo, segundo o CEO, é definir os nomes que vão compor o novo Academy e começar o processo de transição. A expectativa é que as novidades sejam anunciadas nas próximas semanas, e a comunidade já está de olho. Afinal, qualquer movimento do MIBR mexe com o cenário como um todo.
E o feminino? Por enquanto, o time segue com a base que conquistou o título, mas a diretoria já sinalizou que pode haver mudanças. "Vamos avaliar o que faz sentido para o próximo ciclo", disse Kakavel, sem dar muitos detalhes. O que se sabe é que o investimento não vai parar, mas o formato pode mudar.
Uma coisa é certa: o MIBR está passando por uma transformação que vai definir os próximos anos da organização. E, se o planejamento der certo, podemos ver uma nova geração de talentos surgindo — tanto no masculino quanto no feminino. A pergunta que fica no ar é: quem serão os próximos nomes a despontar desse projeto?
Fonte: Dust2











