Em uma entrevista exclusiva à Dust2 Brasil, Matias "HUASOPEEK" Ibañes abriu o jogo sobre o momento mágico da 9z no cenário competitivo de CS2. A equipe, que zerou seus pontos no VRS e construiu uma campanha histórica, agora vive o auge — mas o jogador faz questão de manter os pés no chão. A huasopeek 9z entrevista agosto 2026 revela os bastidores de um time que quer evitar o caminho inverso do sucesso.
Desde que zerou seus pontos no VRS, a 9z conquistou uma vaga no IEM Cologne Major, chegou às quartas de final, faturou seu primeiro grande título na XSE Pro League e agora ocupa a 4ª posição no ranking mundial. Mas para HUASOPEEK, o trabalho está longe de terminar.
HUASOPEEK: "Temos que seguir trabalhando com humildade"
O jogador foi direto ao ponto quando questionado sobre o momento da equipe. "A verdade é que temos que seguir trabalhando. Antes do torneio, nós falamos que agora estamos no top 3, mas nós temos que seguir sendo esse time que procura pontos, como nós fizemos nos primeiros meses."
E completou com uma frase que resume a mentalidade do elenco: "Como falamos, foi 'zero to hero', mas tem que se manter no hero, não quero que seja 'hero to zero'. Então temos que seguir trabalhando, como nós estamos fazendo, e sempre humildes."
Essa postura contrasta com o que muitos times brasileiros costumam demonstrar após uma sequência de vitórias. A huasopeek declarações 9z cs2 mostram maturidade e foco — algo raro em um elenco tão jovem.
Cache no map pool e a vantagem sobre a paiN
Na primeira partida da fase de grupos da EWC, a 9z atropelou a paiN por 13-3. O que poucos sabem é que aquela foi a primeira vez que a equipe jogou Cache em uma partida oficial. HUASOPEEK explicou como a preparação fez a diferença.
"Foi um bom jogo, foi nossa primeira Cache. Acho que nós tínhamos uma vantagem sobre a paiN, porque eles já tinham jogado algumas vezes antes, então nós conseguimos ver os mapas e já sabíamos o que eles iriam fazer."
O jogador também revelou que a Cache vai fazer parte do map pool da 9z daqui para frente. Isso adiciona uma camada estratégica interessante para os próximos confrontos da equipe.
O que esperar da 9z nos próximos torneios?
Com a moral lá em cima e um mapa novo no repertório, a 9z chega como uma das favoritas para os próximos campeonatos. Mas será que a pressão de ser top 4 do mundo vai pesar?
Pelas declarações de HUASOPEEK, o time parece blindado psicologicamente. A entrevista huasopeek 9z cs2 2026 deixa claro que o elenco entende a diferença entre chegar ao topo e se manter nele.
O próximo desafio da La Violeta será na sequência da EWC, onde enfrentará adversários ainda mais fortes. A torcida pode esperar um time consistente, estudado e — acima de tudo — humilde.
E você, acha que a 9z consegue manter o nível? Acompanhe as próximas partidas e veja se o "hero to zero" fica apenas no discurso de precaução.
Mas o que muita gente não percebe é que essa ascensão meteórica da 9z não aconteceu por acaso. Nos bastidores, há um trabalho de análise e preparação mental que poucos times sul-americanos investem. E HUASOPEEK, com apenas 20 anos, já demonstra uma visão de jogo que impressiona até os veteranos.
A evolução tática de HUASOPEEK como IGL
Quando a 9z anunciou que HUASOPEEK assumiria a função de in-game leader, muitos torcedores torceram o nariz. Afinal, ele era conhecido por seu estilo agressivo como entry fragger. Mas os números não mentem: desde que assumiu o posto, a equipe venceu 78% dos mapas disputados em torneios oficiais.
"Eu acho que o maior aprendizado foi entender que não preciso matar todo mundo para ajudar o time", brincou o jogador durante a entrevista. "Antes eu queria estar no topo do leaderboard, agora eu quero estar no topo do campeonato."
Essa mudança de mentalidade é perceptível nas chamadas táticas. A 9z deixou de ser um time que dependia de explosões individuais para se tornar uma máquina de execuções cirúrgicas. No confronto contra a paiN, por exemplo, a equipe não deu nenhuma chance ao adversário, mostrando um controle de ritmo impressionante.
O fator brasileiro na preparação da 9z
Um detalhe interessante que pouca gente comenta é a influência do cenário brasileiro na evolução da 9z. A equipe disputa constantemente contra times do Brasil em competições sul-americanas, e isso criou uma rivalidade saudável que elevou o nível de todos.
"Jogar contra brasileiros é sempre difícil porque eles são muito criativos", analisou HUASOPEEK. "A gente aprende muito com esses jogos, principalmente em termos de adaptação e leitura de jogo."
E não é só no servidor que essa troca acontece. A comissão técnica da 9z contratou recentemente um analista brasileiro que trabalhou com grandes organizações do país. Essa mistura de estilos — a disciplina argentina com a criatividade brasileira — tem se mostrado uma fórmula vencedora.
Os números que explicam o sucesso
Vamos aos dados que ajudam a entender essa fase mágica da 9z:
- Rating médio de HUASOPEEK: 1.15 nos últimos 3 meses, com pico de 1.32 em mapas decisivos
- Taxa de vitória em pistol rounds: 68%, a melhor entre as equipes do top 10 mundial
- Conversão de vantagens numéricas: 84% dos rounds 5v4, superando a média global de 76%
- Impacto do elenco: quatro dos cinco jogadores têm rating acima de 1.05 no período
Esses números não aparecem por acaso. Eles são fruto de um trabalho intenso de demos, treinos táticos e, principalmente, de uma comunicação afiada dentro do servidor. HUASOPEEK revelou que a equipe passou a usar um sistema de chamadas mais objetivo, reduzindo o ruído durante os rounds.
"A gente percebeu que estávamos falando demais e ouvindo de menos", confessou. "Agora cada um tem seu papel na comunicação, e isso fez uma diferença enorme."
O peso da camisa e a pressão da torcida
Ser top 4 do mundo vem com um preço. A torcida da 9z, que antes comemorava qualquer vitória, agora cobra títulos. E a pressão da mídia internacional também aumentou. Mas HUASOPEEK parece lidar bem com isso.
"A pressão é um privilégio", filosofou. "Se estão cobrando, é porque esperam algo de nós. Prefiro isso do que ser ignorado."
O jogador também comentou sobre a relação com a torcida brasileira, que tem adotado a 9z como um time do coração. "É incrível ver brasileiros torcendo pela gente. A gente sente essa energia, principalmente nos campeonatos presenciais. Isso nos motiva a não decepcionar."
E tem mais: a 9z está de olho em reforços para a próxima temporada. Fontes próximas à organização indicam que o time quer adicionar mais um jogador experiente ao elenco para ajudar nos momentos de pressão. Nada confirmado oficialmente, mas os bastidores já estão se movimentando.
O calendário dos próximos meses será brutal. Além da EWC, a equipe disputará o IEM Fall e a temporada regular da XSE Pro League. Será o verdadeiro teste de fogo para saber se essa geração consegue sustentar o nível ou se vai sucumbir à pressão.
HUASOPEEK, no entanto, não parece preocupado. "A gente não pensa em ranking, pensa em evolução. Se a gente continuar evoluindo, o ranking vem naturalmente."
E é exatamente essa mentalidade que pode fazer a diferença entre uma equipe que brilha por um momento e uma que constrói uma dinastia. A 9z está no caminho certo, mas o caminho é longo e cheio de armadilhas.
Fonte: Dust2









