O DENDELE não terá tempo para descansar. Eliminado da PGL Masters Bucharest, a equipe deixa a Romênia imediatamente rumo ao Brasil para disputar o Gamers Club Masters VII, que começa na quinta-feira. E o capitão Victor "Gafolo" Andrade já avisa: a sequência será intensa.
Em entrevista à Dust2 Brasil, o jogador detalhou a logística apertada. "Vamos pegar um voo, acho que nas próximas horas, e vamos chegar, se eu não me engano, no próximo dia de manhã", contou.
Leia também: FURIA vence BETBOOM e avança à semifinal da PGL Masters Bucharest
Para Gafolo, o maior desafio não é o cansaço, mas a mudança radical de estilo de jogo. "Estamos num ambiente pegado. Vai ser clima de guerra, normal, mas a grande diferença entre o Brasil e a Europa é o estilo de jogo. Aqui tem vários estilos, tem o estilo dos russos, o mais europeu e o brasileiro. Temos que nos adaptar rápido", explicou o capitão.
É uma análise que faz sentido. Quem acompanha o cenário sabe que a transição entre servidores europeus e brasileiros exige mais do que reflexo — exige leitura de jogo. E o DENDELE, recém-saído de uma campanha europeia, precisa calibrar o ritmo em pouquíssimo tempo.
Apesar da eliminação, Gafolo faz um balanço positivo da passagem pela PGL Masters Bucharest. "Fizemos jogos bons contra a Legacy e contra a FURIA, hoje nem tanto, mas sinto que estamos dando um passo bom. Ganhamos da G2 e tivemos bons mapas contra a FURIA e contra a Legacy, então sim", avaliou.
O jogador, no entanto, foi honesto sobre a queda de rendimento individual. "Acabei de sair do servidor, senti que estávamos um pouco menos quentes que o normal, porque, nos últimos dias, por exemplo, contra a FURIA, tínhamos a possibilidade de levar o mapa para o OT. Os dois mapas foram pegados. Contra a Legacy, a Mirage era para ser nossa, podíamos ter levado para a Nuke. Só não estávamos quentes individualmente como nos outros dias."
É o tipo de declaração que revela maturidade. Em vez de culpar o adversário ou o sorteio, Gafolo aponta o dedo para o próprio desempenho — algo que, na minha visão, é um bom sinal para uma equipe que precisa virar a chave rapidamente.
Sobre a preparação para a GC Masters, o capitão foi direto: é hora de revisar o que funcionou e corrigir o que falhou. "Sinto que temos que entrar focados na Masters e rever os jogos que fizemos aqui, ver o que rolou de bom e o que rolou de ruim. Tem algumas situações em que estávamos sem a calma para fechar os rounds, que rolaram ontem. Temos que rever os nossos erros e melhorar."
A tal "falta de calma para fechar rounds" é um diagnóstico específico e valioso. Em séries equilibradas, são esses detalhes que decidem mapas — e, consequentemente, campanhas.
Com praticamente vaga garantida no Major, a equipe não quer riscos.
Resta saber se o DENDELE conseguirá transformar o desgaste da viagem e a eliminação em Bucareste em combustível para uma boa campanha no Brasil. A resposta começa a ser escrita na quinta-feira.
Fonte: Dust2










