Nesta terça-feira, 11 de agosto de 2026, a FURIA celebra seu aniversário de 9 anos. E quando o assunto é história da FURIA 9 anos conquistas, o CS2 (e o CS:GO antes dele) sempre teve um lugar especial no coração do clube. Foi com molodoy e YEKINDAR que a equipe conquistou seus maiores troféus no cenário, alcançados no ano passado. Mas você sabia que o primeiro título veio bem antes, ainda em 2018, no Brasil?

A trajetória é longa e cheia de altos e baixos. Desde os primórdios no cenário nacional até os holofotes internacionais, a FURIA construiu uma identidade agressiva e inconfundível. E para celebrar essa data, nada melhor do que olhar para trás e revisitar os momentos que definiram essa jornada.

Os títulos da FURIA no CS em LAN

Falando especificamente de conquistas em LAN (que é onde o bicho pega de verdade), a lista é respeitável. Não são apenas troféus; são capítulos de uma história que mistura superação, talento bruto e aquela pegada brasileira que ninguém copia. Vamos a eles:

  • Aorus League Brazil Finals S1
  • ESEA S31 Global Challenge
  • EMF World Invitational 2019
  • Arctic Invitational
  • BGS 2023
  • Elisa Masters Espoo 2023
  • FISSURE Playground 2
  • Thunderpick World Championship 2025
  • IEM Chengdu 2025
  • BLAST Rivals S2

Repare na evolução. Os primeiros títulos, como a Aorus League e a ESEA, foram fundamentais para dar confiança e mostrar que o projeto tinha pernas. Depois, vieram conquistas internacionais que colocaram a FURIA no mapa global. E os troféus de 2025, especialmente o IEM Chengdu e o BLAST Rivals, consolidaram a equipe como uma potência no CS2.

É interessante notar como o time se reinventou. A base brasileira sempre esteve lá, mas a chegada de jogadores como molodoy e YEKINDAR trouxe uma nova dimensão tática. A mistura de estilos funcionou, e os resultados estão aí para provar.

Nove anos não é pouco tempo. É uma era no esports, onde tudo muda muito rápido. Ver a FURIA completar essa jornada com uma lista de títulos tão sólida é, no mínimo, inspirador. E a história continua — com a base que foi construída, quem sabe o que vem por aí? O futuro do CS2 certamente terá a FURIA como protagonista, e mal posso esperar para ver os próximos capítulos dessa trajetória.

Mas espera aí, será que essa lista conta a história completa? Não exatamente. Porque quando a gente fala de FURIA 9 anos conquistas, é preciso lembrar que o clube não vive só de CS. A organização expandiu seus horizontes e hoje marca presença em outras modalidades que também trouxeram troféus importantes para a sala de troféus do clube.

Além do CS: a FURIA em outras arenas

No Valorant, por exemplo, a equipe feminina da FURIA conquistou o Game Changers Brasil em 2023, um marco enorme para o cenário. E no masculino, a classificação para o VCT Americas em 2025 foi uma conquista em si, considerando o caminho árduo que passou pela rota de ascensão. Não é troféu físico, mas é uma vitória que abriu portas.

No League of Legends, a história é mais recente, mas já tem capítulos memoráveis. A vaga no CBLOL em 2025, após a aquisição da vaga da INTZ, foi um movimento ousado. E embora os títulos ainda não tenham vindo, a presença da FURIA no cenário de LoL brasileiro já movimenta uma torcida apaixonada. É um projeto em construção, e a paciência da diretoria tem sido recompensada com evolução constante.

E o que dizer do Free Fire? A FURIA foi campeã da NFA (Nova Free Fire Arena) em 2021, um título que muita gente esquece, mas que foi importante para consolidar a marca entre o público mais jovem. Cada modalidade tem seu peso, sua história e sua importância estratégica.

O que torna essa trajetória tão especial?

Se você me perguntar, o que mais impressiona na história da FURIA 9 anos conquistas não é apenas a quantidade de troféus, mas a resiliência. Lembro de acompanhar a equipe em 2019, quando o time de arT, VINI, yuurih, KSCERATO e HEN1 começou a despontar. Aquele time tinha uma energia contagiante, um estilo de jogo que misturava agressividade com uma leitura tática impressionante.

Eles chegaram ao top 5 mundial em 2020, algo que parecia impossível para uma organização brasileira na época. Aquele período foi crucial para estabelecer a FURIA como uma potência global, não apenas no Brasil. A rivalidade com a MIBR, aliás, rendeu alguns dos jogos mais emocionantes do CS brasileiro — e olha que a gente já teve clássicos inesquecíveis nesse cenário.

Mas nem tudo foram flores. Teve a saída de HEN1, a chegada de drop, as trocas de elenco que geraram críticas da torcida, os resultados inconsistentes em 2023 e 2024. Teve momento em que parecia que a FURIA tinha perdido o rumo. E é exatamente por isso que a conquista do IEM Chengdu em 2025 foi tão doce. Não foi apenas um título; foi a prova de que o projeto ainda tinha vida.

O que me fascina nessa história é como a organização aprendeu a se adaptar. Quando o cenário mudou, a FURIA mudou junto. A contratação de molodoy e YEKINDAR não foi aleatória — foi uma resposta estratégica às necessidades do time. E funcionou. A química entre os jogadores, a liderança do arT (que continua sendo o coração do time), tudo isso se encaixou perfeitamente.

E tem outro detalhe que pouca gente nota: a FURIA construiu uma das torcidas mais apaixonadas do esports mundial. A FURIA Nation, como é chamada, transforma qualquer arena em casa. Já vi transmissões internacionais onde o público gritava em português, e isso não tem preço. É essa conexão com a torcida que faz a diferença nos momentos difíceis.

Olhando para o cenário atual, com a temporada de 2026 em andamento, a FURIA se posiciona como uma das favoritas em qualquer campeonato que disputa. A base sólida construída ao longo desses nove anos, somada à experiência internacional e ao talento jovem, cria um ambiente propício para mais conquistas. E o mais interessante: a organização não parece satisfeita. Há sempre um próximo objetivo, um próximo desafio, uma próxima fronteira a ser explorada.

Seja no CS2, no Valorant, no LoL ou em qualquer outra modalidade que a FURIA decidir entrar, uma coisa é certa: a história está longe de terminar. E para quem acompanha desde o início, como eu, é um privilégio testemunhar essa evolução. A pergunta que fica é: qual será o próximo capítulo dessa história? Com a base que foi construída, as possibilidades são infinitas.



Fonte: Dust2