Ethan conversou com a THESPIKE após a vitória da NRG na VALORANT Champions Tour 2026 - Americas Stage 2 contra a Evil Geniuses. A entrevista abordou a confiança do time para os playoffs, a adaptação a novas composições, sair da zona de conforto, a diferença entre os níveis 1 e 2 do cenário, e muito mais. A NRG terminou a fase de grupos com campanha perfeita de 5-0, garantindo vaga nos playoffs como líder do Grupo Alfa.

Testando coisas novas contra a Evil Geniuses

THESPIKE: A NRG teve uma atuação dominante, deixando a Evil Geniuses com pouco espaço para encontrar o ritmo. Como você avalia a série?

Ethan: "Me sinto bem. O primeiro mapa foi impecável, 13-1. Fico feliz que conseguimos jogar bem em Lotus mesmo sem atuar nele há um tempo, já que os times não param de banir. Nossa atuação em Breeze foi boa. Acho que relaxamos um pouco, talvez tenhamos nos deixado levar em algumas rodadas e esquecido de coisas básicas que costumamos fazer muito bem, mas hoje todos jogaram bem."

THESPIKE: A NRG aproveitou esse jogo para testar coisas novas ou talvez praticar mais em Lotus antes da próxima fase?

Ethan: "Talvez praticar um pouco mais no mapa em geral. Temos focado bastante nele nos treinos ultimamente e tentávamos inovar um pouco antes do jogo de hoje. Também não queríamos revelar demais. Provavelmente teríamos mostrado mais se o resultado estivesse mais apertado; teríamos sido obrigados a mostrar algumas coisas."

Abordagem para o jogo contra a EG

THESPIKE: Sabendo que a NRG já estava classificada para os playoffs, isso mudou a forma de encarar o jogo contra a EG ou afetou a preparação de alguma maneira?

Ethan: "Sinceramente, abordamos igual a todos os outros jogos. Jogamos do mesmo jeito e nos preparamos com a mesma intensidade, tanto dentro quanto fora do jogo. Estou orgulhoso dos caras. Eles realmente mostraram como jogam sempre e como agem sempre."

A diferença entre os níveis 1 e 2 do Valorant

Um dos pontos mais interessantes da entrevista foi quando Ethan comentou sobre a crescente competitividade dos times Tier 2 no cenário de Valorant. Para ele, a evolução dessas equipes é algo notável e que merece atenção.

"É divertido ver como eles vencem os times da VCT", afirmou o jogador, destacando que a diferença entre os níveis tem diminuído consideravelmente. Essa declaração reforça um debate que vem ganhando força na comunidade: será que o Challengers está se tornando um viveiro de talentos ainda mais relevante para o cenário profissional?

A NRG chega aos playoffs com moral elevada e a confiança de quem não perdeu nenhuma partida na fase de grupos. Resta saber se essa invencibilidade se manterá nas fases eliminatórias, onde a pressão aumenta e qualquer deslize pode ser fatal.

O que esperar da NRG nos playoffs

Com a campanha perfeita na fase de grupos, a NRG chega aos playoffs como uma das favoritas ao título do Stage 2. Mas, como o próprio Ethan destacou, o time não está se acomodando. Pelo contrário, a equipe parece estar usando cada partida como laboratório para testar novas ideias e composições, algo que pode ser decisivo em uma fase eliminatória onde os adversários estudam cada detalhe do seu jogo.

E essa mentalidade de 'testar coisas novas' não é apenas discurso. Durante a entrevista, Ethan deixou claro que a equipe tem priorizado a inovação nos treinos, mesmo que isso signifique correr riscos em jogos oficiais. É uma abordagem ousada, mas que pode render frutos justamente quando a competição esquenta.

Vale lembrar que a NRG já passou por altos e baixos nesta temporada. No Stage 1, a equipe oscilou e não conseguiu avançar tão longe quanto esperava. Agora, com a base mais sólida e um elenco claramente mais entrosado, a história parece diferente. A pergunta que fica é: será que essa versão da NRG consegue manter a consistência sob pressão?

O impacto do Challengers no cenário competitivo

A declaração de Ethan sobre os times Tier 2 não é apenas uma observação casual. Ela reflete uma mudança estrutural que vem acontecendo no Valorant competitivo nos últimos anos. O Challengers, que antes era visto como uma divisão de acesso com pouca relevância, hoje é um celeiro de talentos e de equipes que incomodam os gigantes da VCT.

Times como a própria Evil Geniuses, que subiram do Tier 2, já mostraram que é possível competir de igual para igual com as organizações mais tradicionais. E isso não é coincidência. A Riot Games tem investido pesado na infraestrutura do cenário secundário, com mais torneios, melhor premiação e maior visibilidade. O resultado é um ecossistema mais saudável, onde a base da pirâmide é cada vez mais forte.

Para os jogadores que estão no Challengers, a mensagem de Ethan é um incentivo. Se antes a diferença de nível era um abismo, hoje é apenas uma linha tênue. E é exatamente essa competitividade que torna o cenário tão imprevisível e emocionante de acompanhar.

A evolução tática da NRG

Outro ponto que chamou atenção na entrevista foi a menção a Lotus, um mapa que a NRG não jogava há algum tempo. O fato de a equipe ter dominado a EG em um mapa que não é prioridade no treino mostra a profundidade do repertório tático da equipe. Mas também levanta uma questão: será que a NRG está guardando algo para os playoffs?

Ethan foi evasivo quando perguntado sobre isso, mas a entrelinha sugere que sim. A equipe parece estar jogando com o freio de mão puxado em alguns momentos, evitando mostrar todas as cartas antes da hora. É uma estratégia arriscada, mas que pode confundir os adversários nos momentos decisivos.

Além disso, a adaptação a novas composições é um diferencial. Em um jogo tão dinâmico quanto Valorant, onde o meta muda constantemente, a capacidade de se reinventar é crucial. E a NRG parece ter entendido isso muito bem.

O que vem pela frente

Com os playoffs se aproximando, a NRG terá pela frente adversários que vão testar cada aspecto do seu jogo. Times como LOUD, FURIA e Sentinels, que também vêm em boa fase, prometem duelos eletrizantes. E é aí que a experiência de jogadores como Ethan, que já disputou finais de Masters e Champions, pode fazer a diferença.

Mas, como o próprio jogador admitiu, a equipe ainda tem pontos a melhorar. A queda de rendimento em alguns momentos da série contra a EG, por exemplo, é algo que precisa ser corrigido. Em uma partida de playoffs, qualquer vacilo pode custar a eliminação.

O caminho até o título não será fácil, mas a NRG tem mostrado que está no caminho certo. E, independentemente do resultado, uma coisa é certa: a equipe vai lutar até o fim.



Fonte: THESPIKE