Faltou um passo, mas sobrou orgulho. Essa foi a realidade de dgzin após a eliminação da Evil Geniuses para a MIBR na Chave Inferior do VALORANT Champions Tour 2026 - Americas Stage 2. Entre o arrependimento e a tristeza, o jogador também carrega a satisfação pela evolução da equipe ao longo da etapa. Em entrevista exclusiva ao THESPIKE, dgzin falou sobre sua performance individual, as dificuldades do time e a conexão com a organização em um momento de incerteza sobre o futuro da franquia.
O que deu errado contra a MIBR?
Quando questionado sobre o que poderia ter sido diferente na série, dgzin não hesitou em apontar os momentos decisivos. "A primeira coisa que vem à minha mente é que estávamos indo bem, mas as coisas mudaram muito rapidamente. Senti que perdemos um pouco o controle no segundo mapa, indo para o terceiro", revelou.
O jogador destacou um detalhe curioso: "Tivemos uma série incrível hoje. Ganhamos todos os pistols da série. Tivemos esse impulso para começar o jogo na frente. Infelizmente, no último mapa acabamos perdendo um eco, e é isso".
Ele também explicou a dificuldade tática enfrentada: "Especialmente com a composição que os caras vêm usando, o Phoenix acaba pegando muitos orbs. Ele tem a ultimate quase a cada três rounds. Então, o jogo acabou ficando difícil. Precisávamos de apenas mais um round para conseguir voltar".
Uma derrota diferente das outras
Para dgzin, essa eliminação carrega um peso emocional distinto. "Aconteceram muitas coisas. Já chorei bastante. É uma derrota que me dói muito, porque mudamos o time", desabafou.
O sentimento de pertencimento fica evidente em suas palavras: "Não quero comparar todos os times da liga, mas sinto que demos o nosso melhor. Isso é o que importa. Estou muito chateado, muito triste. Porque é um time que, fora do jogo, é como uma família. Sempre fazemos tudo juntos. Nunca tivemos nenhum tipo de briga aqui. Sempre tentamos fazer tudo um pelo outro".
Essa conexão vai além do servidor. A Evil Geniuses, como uma das organizações do programa de parceria, enfrenta um futuro incerto com o fim do modelo de franquia bloqueada em 2027. Para dgzin, essa possibilidade de despedida torna cada eliminação ainda mais significativa.
O que vem pela frente para o jogador e para a equipe? Com o futuro da organização em aberto, a campanha no VCT 2026 Americas Stage 2 pode ter sido o último capítulo dessa história. Mas, pelo menos por agora, dgzin prefere focar no que foi construído — e no que poderia ter sido.
E é exatamente essa dualidade que torna a entrevista tão marcante. Ao mesmo tempo em que a dor da eliminação é palpável, dgzin não esconde o orgulho pelo que a equipe construiu em um período de tantas mudanças. "A gente mudou o time no meio da temporada, e mesmo assim conseguimos chegar até aqui. Isso mostra a resiliência de todo mundo", completou, com a voz embargada.
Quando o assunto é a sua performance individual, o jogador é direto, mas justo consigo mesmo. "Eu acho que poderia ter feito mais. Sempre acho. Mas também sei que dei o meu máximo. Em alguns momentos, as coisas simplesmente não acontecem do jeito que a gente planeja. É o jogo." Essa honestidade, aliás, é uma das marcas de dgzin, que nunca foge das responsabilidades, mesmo nos dias mais difíceis.
O fator Phoenix e a dificuldade de adaptação
Um dos pontos mais técnicos levantados por dgzin foi o uso do Phoenix pela MIBR. Para quem não acompanhou a série de perto, pode parecer um detalhe menor, mas a verdade é que a composição adversária foi um verdadeiro quebra-cabeças. "O Phoenix com aquela composição é muito difícil de lidar. Ele consegue pegar espaço demais, e a ultimate dele vem muito rápido. A gente tentou se adaptar, mas quando você está perdendo rounds assim, a pressão aumenta", explicou.
E essa pressão, claro, não vem só do placar. Em uma liga tão competitiva quanto o VCT Americas, cada erro é punido. "A diferença entre ganhar e perder é muito pequena. Um eco perdido, uma decisão errada, e o jogo vira. Hoje, infelizmente, a gente pagou caro por isso."
Mas será que daria para ter feito algo diferente? Essa é uma pergunta que dgzin admite ter feito a si mesmo várias vezes desde o fim da série. "A gente revê o VOD, analisa tudo, mas no calor do momento é difícil. Você toma decisões com base no que está vendo, e às vezes o que você vê não é o que está acontecendo de verdade."
O futuro incerto e o peso da camisa
Falar sobre o futuro, no entanto, é algo que dgzin evita. Não por falta de opinião, mas porque o momento é de processar o que aconteceu. "A gente sabe que o cenário está mudando. Mas, para mim, o que importa agora é o que a gente construiu aqui. A Evil Geniuses sempre foi uma família para mim, e isso vai além de qualquer contrato ou resultado."
Essa conexão com a organização é algo que dgzin faz questão de ressaltar. "Desde o primeiro dia, fui recebido de braços abertos. A torcida, a staff, meus companheiros... tudo isso faz com que vestir essa camisa seja especial. É por isso que dói tanto."
E é exatamente essa dor que, no fim das contas, mostra o quanto essa equipe significa para ele. "Eu prefiro sentir essa dor do que não sentir nada. Significa que a gente se importou, que a gente tentou. E é isso que eu vou levar comigo, independentemente do que acontecer."
Enquanto o futuro da organização não é definido, dgzin segue com a cabeça erguida. "A gente deu o nosso melhor. Isso ninguém pode tirar da gente. Agora é descansar, pensar no que vem pela frente e, quem sabe, voltar mais forte."
E é com essa mentalidade que ele encerra a entrevista, deixando no ar a sensação de que, apesar da eliminação, essa história ainda pode ter novos capítulos. Afinal, no competitivo, assim como na vida, o fim de uma jornada é sempre o começo de outra.
Fonte: THESPIKE











