Recordista em títulos de Major, Peter "dupreeh" Rasmussen foi o terceiro e último convidado do Radar em Paris, programa especial de entrevistas da Dust2 Brasil em parceria com a Hellcase. Em conversa com Roque Marques, editor-chefe da Dust2 Brasil, e Luís Mira, repórter da HLTV, o analista falou sobre uma série de assuntos, principalmente seus anos de era Astralis.
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dupreeh compara o auge da Astralis com a Vitality
dupreeh, que foi cinco vezes campeão mundial, comparou o auge da equipe dinamarquesa com a Vitality, pela qual também jogou. A conversa trouxe à tona detalhes sobre como as dinâmicas das equipes diferiam e o que tornava a Astralis tão dominante em sua época.
O veterano também explicou a diferença entre os grandes astros com quem jogou — Nicolai "device" Reedtz, Oleksandr "s1mple" Kostyliev e Mathieu "ZywOo" Herbaut — e dos capitães que teve: Finn "karrigan" Andersen, Lukas "gla1ve" Rossander e Dan "apEX" Madesclaire.
Nova rotina como analista e previsões para o cenário
Além das comparações entre eras, o ex-jogador falou sobre sua nova rotina como analista e fez previsões sobre o atual cenário competitivo de CS2. A transição de player para o estúdio de análise é sempre um tema interessante, e dupreeh trouxe sua visão única sobre o que mudou no jogo e no nível dos times.
O programa está disponível na íntegra no YouTube da Dust2 Brasil ou nos principais tocadores de podcast.
O programa com dupreeh é o terceiro da série especial do Radar gravada em Paris, na França. Também foram entrevistados Jaime Pádua, que deixou o cargo de CEO da FURIA, e Alexandre "Kakavel" Peres.
Durante a conversa, dupreeh não poupou elogios à estrutura que a Astralis construiu ao longo dos anos, mas também fez questão de destacar que o sucesso não veio por acaso. Ele explicou que a equipe dinamarquesa tinha uma abordagem quase cirúrgica para o jogo, onde cada detalhe era planejado e executado com precisão milimétrica. "A gente não deixava nada para a sorte", disse ele, lembrando que a preparação tática era tão intensa que muitas vezes os adversários já estavam derrotados mentalmente antes mesmo do primeiro round.
O que mais chamou a atenção na comparação com a Vitality foi a diferença de estilos. Enquanto a Astralis era conhecida por seu jogo em equipe e pela capacidade de ler o adversário, a Vitality de ZywOo e apEX tinha uma abordagem mais solta, apoiada no talento individual e na criatividade. "Na Vitality, o jogo fluía de forma diferente. Tínhamos liberdade para tentar coisas novas, e isso era revigorante", comentou dupreeh, que parecia nostálgico ao falar sobre os dois períodos de sua carreira.
Outro ponto interessante abordado foi a questão da longevidade no cenário competitivo. dupreeh, que é um dos jogadores mais experientes da história do CS, refletiu sobre como a mentalidade dos atletas evoluiu ao longo dos anos. "Hoje, os jogadores são mais profissionais, cuidam mais do corpo e da mente. Na minha época, a gente vivia de pizza e energético", brincou, arrancando risadas dos entrevistadores.
Quando o assunto foi a nova geração de talentos, o analista não escondeu sua admiração. Ele citou nomes como m0NESY e donk, que estão redefinindo o que é possível fazer dentro do jogo. "Esses caras são de outro planeta. A velocidade com que eles processam as informações é absurda", afirmou. No entanto, ele também fez uma ressalva: "Mas o jogo em equipe ainda é o que ganha campeonatos. Talento individual te leva até um certo ponto, mas é a sinergia que te coloca no topo".
A conversa também tocou em um tema que gera muita discussão entre os fãs: a importância dos capitães no CS2. dupreeh, que jogou sob o comando de karrigan, gla1ve e apEX, explicou que cada um tinha um estilo completamente diferente de liderança. "karrigan era o motivador, sempre puxando o time para cima. gla1ve era o estrategista, que via o jogo em xadrez. E apEX... bem, apEX é o coração do time, a energia que contamina todo mundo", detalhou, mostrando que aprendeu algo valioso com cada um deles.
No que diz respeito ao futuro, dupreeh se mostrou otimista com o crescimento do CS2 no Brasil. Ele elogiou a evolução das equipes brasileiras e a paixão dos fãs, que considera uma das mais vibrantes do mundo. "O Brasil sempre teve talento, mas agora vejo uma estrutura mais sólida sendo construída. Isso é ótimo para o cenário como um todo", disse, antes de completar: "E a torcida brasileira é simplesmente incrível. A energia que eles trazem para os campeonatos é contagiante".
O programa Radar em Paris, que já contou com a participação de Jaime Pádua e Kakavel, tem se consolidado como um espaço de conversas francas e reveladoras sobre o universo do esports. Com dupreeh, não foi diferente. O veterano trouxe uma perspectiva única, misturando experiência de quem viu o jogo evoluir desde os primórdios até a era atual, e deixou claro que, mesmo fora das servers, sua paixão pelo CS continua intacta.
Fonte: Dust2








