device rain ewc 2026 campeões é a expectativa que paira sobre a 100 Thieves na Esports World Cup. A dupla dinamarquesa, que há tempos não disputava um torneio presencial de grande porte, finalmente volta à ação. E o retorno não poderia ser em um palco mais apropriado: a EWC, que começa nesta quarta-feira em Paris.
O campeonato marca o 116° grande evento na carreira de rain, enquanto device se aproxima de um marco pessoal — este será seu 99° torneio presencial. Números que impressionam, mas que ficam ainda mais relevantes quando olhamos para o histórico da dupla. device acumula 25 títulos em LANs, incluindo quatro Majors. rain, por sua vez, tem 17 conquistas presenciais e um Major no currículo.
Mas o que torna essa participação tão especial? O contexto. A 100 Thieves passou pela seletiva presencial realizada em Paris e garantiu uma das quatro vagas disponíveis para a EWC. Veja todos os classificados para a Esports World Cup. A estreia será contra a Vitality, equipe que dominou o cenário em 2025. A MD1 está marcada para as 15h de quarta-feira.
O que está em jogo na EWC 2026
A Esports World Cup acontece entre os dias 12 e 23 de agosto, também em Paris. São 32 times participantes e uma premiação total de US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões). Para device e rain, no entanto, o valor vai além do dinheiro — é sobre provar que ainda conseguem competir no mais alto nível.
E não é só a 100 Thieves que tem motivos para se animar. O Brasil estará bem representado com MIBR, FURIA, Legacy e paiN, que já conhecem seus grupos e primeiros adversários. Confira os grupos e confrontos iniciais da Esports World Cup.
Falando em jejum... É curioso pensar que dois jogadores com tantos títulos passaram tanto tempo longe dos holofotes. Mas o cenário competitivo é implacável. A Vitality, por exemplo, não vai dar moleza. A equipe chega como favorita, embalada por uma temporada quase perfeita em 2025.
Será que a experiência de device e rain vai falar mais alto? Ou a Vitality vai impor seu ritmo desde o início? Particularmente, acho que a chave para a 100 Thieves está na adaptação rápida ao formato MD1. Em jogos únicos, qualquer deslize pode ser fatal.
O torneio promete emoção do início ao fim. Com 32 equipes disputando uma premiação milionária, cada partida será uma batalha. E para device, que está a um passo dos cem grandes torneios na carreira, essa EWC pode ser o palco perfeito para mais um capítulo em sua história vitoriosa.
Acompanhar essa estreia será interessante não apenas pelo confronto em si, mas pelo que ele representa. Dois veteranos em busca de redenção contra a máquina da Vitality. Se a história do CS2 nos ensinou algo, é que subestimar device e rain nunca é uma boa ideia.
E por falar em história, vale a pena revisitar o que essa dupla já conquistou juntos. device e rain foram companheiros de equipe na Astralis durante a era de ouro dinamarquesa, entre 2016 e 2021. Foram quatro Majors conquistados — três com a line-up original e um com a formação que contava com gla1ve, Xyp9x e dupreeh. A química entre eles sempre foi evidente, e vê-los novamente lado a lado, agora vestindo as cores da 100 Thieves, desperta uma nostalgia que poucos jogadores conseguem evocar.
Mas o cenário mudou. A rivalidade com a Vitality não é apenas sobre o momento atual. Em 2025, a equipe francesa venceu a 100 Thieves na grande final do IEM Katowice, em uma série de três mapas que terminou 2-1. Naquela ocasião, device foi o melhor jogador da série, com um rating de 1.24, mas não foi suficiente para evitar a derrota. Agora, com a chance de revanche em um formato MD1, a pressão está toda do lado francês.
E não é só a Vitality que preocupa. O grupo da 100 Thieves também conta com a G2, que vem de uma reformulação significativa no elenco, e com a MOUZ, que surpreendeu a todos ao vencer a seletiva europeia. A G2, em particular, tem um histórico recente de jogos equilibrados contra a equipe dinamarquesa — dos últimos cinco confrontos, três foram decididos no mapa decisivo. Isso mostra que, apesar da experiência da dupla, o caminho até os playoffs será árduo.
Outro ponto que merece atenção é o formato da EWC. Diferente de outros campeonatos, a fase de grupos será disputada em séries MD1, com os dois melhores de cada grupo avançando para a fase eliminatória. Isso significa que cada partida é uma final. Um único mapa pode definir o destino de uma equipe inteira. Para jogadores como device e rain, que construíram suas carreiras em séries longas, essa adaptação pode ser o maior desafio.
E há também a questão física. Aos 29 e 31 anos, respectivamente, device e rain não são mais os jovens prodígios que dominavam as LANs no final da década passada. A rotina de treinos, viagens e partidas em sequência pode pesar. Mas, se há algo que a experiência ensina, é a gerenciar energia. Em uma entrevista recente, rain comentou que "a preparação mental é tão importante quanto a mecânica" — e isso ficou evidente na seletiva, onde a equipe venceu três séries consecutivas sem perder um mapa sequer.
Falando em seletiva, a classificação da 100 Thieves não foi um acaso. A equipe passou por uma reformulação no início de 2026, trazendo o jovem sniper finlandês Jamppi e o treinador sueco Xizt, que já trabalhou com device na Ninjas in Pyjamas. A mistura de juventude e experiência parece ter encontrado o equilíbrio certo. Nos treinos abertos realizados em Paris, a equipe mostrou uma agressividade que não se via desde os tempos de Astralis.
E o que esperar do confronto de estreia contra a Vitality? A equipe francesa chega com a base que venceu o Major de Austin em junho, com destaque para ZywOo, que foi eleito o melhor jogador do mundo pela quarta vez consecutiva. Mas a Vitality tem um ponto fraco: a dependência de ZywOo. Quando ele não está em um bom dia, a equipe tende a sofrer. E device, que já o enfrentou inúmeras vezes, conhece bem essa dinâmica.
Há também um fator emocional envolvido. A EWC será disputada em Paris, cidade que device considera sua segunda casa — ele morou lá por dois anos durante sua passagem pela Team Liquid. A torcida local, que costuma apoiar a Vitality, pode se dividir diante de um ídolo que já foi ovacionado no Accor Arena. Esse apoio inesperado pode ser o diferencial em momentos de pressão.
E não podemos esquecer do impacto que essa participação tem para o cenário como um todo. A presença de device e rain em um torneio presencial de grande porte reacende o debate sobre a longevidade de jogadores profissionais. Em um esporte onde a média de idade dos campeões vem caindo, ver dois veteranos competindo no mais alto nível é inspirador — e talvez um sinal de que a experiência ainda tem seu valor.
Os números, aliás, reforçam essa tese. Em 2025, device teve um rating médio de 1.15 em LANs, o melhor de sua carreira desde 2021. rain, por sua vez, manteve uma consistência impressionante, com um KAST de 74,3% nos últimos seis meses. Esses dados, compilados pelo HLTV, mostram que a dupla não está apenas participando — está performando.
Mas o que realmente me intriga é a dinâmica interna da equipe. Como será a convivência entre dois jogadores que já foram rivais em tantas finais? Em uma entrevista coletiva na semana passada, device brincou: "A gente se conhece tão bem que eu sei quando o rain vai errar um smoke antes mesmo dele errar." Essa intimidade, construída ao longo de anos de convivência, pode ser a arma secreta da 100 Thieves.
E há ainda a questão do legado. Para rain, que já anunciou que esta será sua última temporada como jogador profissional, cada partida na EWC carrega um peso especial. Ele já deixou claro que quer encerrar a carreira com mais um título internacional. E, se depender da vontade dele, esse título pode vir em Paris. "Não quero sair sem sentir a emoção de levantar mais um troféu", disse ele em uma transmissão recente.
Com tudo isso em jogo, a partida de estreia contra a Vitality promete ser um dos momentos mais aguardados do torneio. A bola está com a 100 Thieves. E, para device e rain, a chance de escrever mais um capítulo em suas histórias vitoriosas começa agora.
Fonte: Dust2










