O mapa Anubis, localizado no Egito, consolidou-se como o menos escolhido nos principais campeonatos de CS2 do segundo semestre de 2026. A informação, divulgada em 14 de setembro de 2026, revela um cenário curioso para os fãs do competitivo: a comunidade profissional simplesmente não está priorizando o mapa.

O único torneio em que a Anubis não ficou na lanterna foi na BLAST Bounty 2026 Season 2. Na ocasião, o mapa foi o segundo menos escolhido, ficando à frente apenas da Inferno. Em todos os outros grandes eventos do período, a Anubis reinou absoluta como a menos jogada.

Os números do desinteresse pela Anubis no CS2 competitivo

Quando olhamos para os dados, o padrão é claro. A Anubis aparece como o mapa menos jogado em praticamente todos os torneios de peso do segundo semestre. Confira a lista:

  • BLAST Bounty 2026 Season 2 - Inferno foi o menos escolhido (Anubis ficou em segundo)
  • Esports World Cup 2026 - Anubis
  • BLAST Open Porto 2026 - Anubis
  • FISSURE Playground 3 - Anubis

É um dado que chama atenção, especialmente considerando que a Anubis foi adicionada ao pool ativo do CS2 há algum tempo. A pergunta que fica é: por que as equipes simplesmente não querem saber desse mapa?

Por que a Anubis é o mapa menos jogado no CS2 competitivo?

Na minha experiência acompanhando o cenário, alguns fatores explicam esse desinteresse. A Anubis tem um layout que favorece muito o lado CT em certas situações, o que pode tornar o mapa previsível em alto nível. As equipes profissionais, que vivem de criar vantagens mínimas, acabam preferindo mapas com mais possibilidades de execução e menos dependência de duelos específicos.

Além disso, o mapa nunca teve aquele momento de "clássico" que outros mapas como Mirage, Inferno ou Nuke têm. Não existe uma nostalgia coletiva em torno da Anubis. E convenhamos: quando o dinheiro está em jogo, ninguém quer arriscar em um mapa que não domina.

Vale lembrar que a Inferno, no caso da BLAST Bounty, também sofreu com o desinteresse. Isso mostra que o problema não é exclusivo da Anubis, mas sim uma questão de preferência das equipes por um pool cada vez mais enxuto.

O que vem por aí no calendário de CS2

A StarLadder StarSeries Fall 2026 é o próximo grande torneio do ano, ocorrendo de 17 até 20 de setembro. Será interessante ver se a Anubis continuará sendo evitada ou se alguma equipe vai apostar no mapa como uma carta na manga.

Enquanto isso, a comunidade segue debatendo se a Valve deveria intervir e fazer ajustes na Anubis para torná-la mais atrativa. Afinal, um mapa que praticamente não é jogado nos campeonatos acaba virando um peso morto no pool competitivo.

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O impacto da Anubis no draft e na preparação das equipes

Existe um detalhe que muita gente esquece quando o assunto é pool de mapas: o draft. Em séries MD3 ou MD5, a ordem dos picks e bans pode definir uma série inteira. E a Anubis, por ser constantemente evitada, acaba virando uma espécie de "curinga" que quase ninguém quer usar.

Já vi situações em que times preferem queimar um ban logo de cara na Anubis só para não precisar pensar nela depois. Isso, por si só, já diz muito. Quando um mapa deixa de ser uma ameaça real e passa a ser apenas um incômodo burocrático, ele perde completamente a função dentro do competitivo.

Na minha opinião, isso cria um efeito colateral interessante: equipes que investem tempo treinando Anubis podem, teoricamente, surpreender. Mas o problema é que ninguém quer ser o primeiro a apostar alto em um mapa que o resto do cenário trata como lixo. É aquele clássico dilema do "será que vale a pena?" que trava a inovação.

Anubis x outros mapas: o que a comunidade diz

Se você entrar em qualquer fórum ou servidor de discussão sobre CS2, vai encontrar opiniões bem divididas. Tem gente que defende a Anubis com unhas e dentes, argumentando que o mapa tem um design único e que o problema está na forma como os times o abordam. Outros, porém, são implacáveis.

Os principais pontos levantados por quem critica o mapa incluem:

  • Desequilíbrio entre lados - a percepção de que o lado CT leva vantagem em rounds-chave
  • Falta de identidade visual e estratégica - o mapa não tem aquele "molho" que faz Mirage ou Inferno serem tão queridos
  • Pouco espaço para criatividade - execuções acabam ficando repetitivas em alto nível
  • Curva de aprendizado estranha - não é um mapa fácil de dominar, mas também não recompensa quem se dedica

Por outro lado, os defensores apontam que a Anubis tem um meio (mid) interessante e que os sites permitem retakes emocionantes. Sinceramente? Eu até concordo em partes. O problema é que "interessante" não paga as contas quando você está disputando um major.

O que a Valve pode fazer (e o que provavelmente não vai fazer)

A pergunta que não quer calar: a Valve deveria mexer na Anubis? Historicamente, a desenvolvedora tem um histórico curioso de ajustes em mapas. Às vezes ela ouve a comunidade, às vezes ignora solenemente e segue o baile.

No caso da Anubis, qualquer mudança significativa exigiria repensar o layout de forma estrutural, não apenas ajustar caixotes ou posições de spawn. E isso é arriscado. Mexer demais pode transformar um mapa "chato" em um mapa "quebrado", o que seria ainda pior.

Além disso, tem a questão do calendário. Com tantos torneios acontecendo em sequência, as equipes mal têm tempo de respirar, imagine de reaprender um mapa do zero. Então, mesmo que a Valve anunciasse mudanças amanhã, o impacto real só seria sentido lá na frente.

Eu particularmente acredito que a Valve vai esperar mais um pouco. Ela costuma agir quando o problema começa a afetar a experiência dos jogadores casuais também, não só o cenário profissional. E, por enquanto, a Anubis ainda aparece com frequência no matchmaking normal.

O caso da Inferno e o que isso nos ensina

Um ponto que merece destaque é o desempenho da Inferno na BLAST Bounty 2026 Season 2. Ver a Inferno, um dos mapas mais tradicionais e amados do CS, sendo o menos escolhido em um torneio de alto nível é, no mínimo, sintomático.

Isso reforça uma teoria que venho defendendo há um tempo: o problema não é só a Anubis. O pool de mapas do CS2 está passando por uma fase de concentração. As equipes estão cada vez mais focadas em um número reduzido de mapas, e qualquer coisa que fuja desse núcleo duro acaba sendo descartada.

É como se o competitivo tivesse criado uma "bolha" de mapas seguros. Mirage, Nuke, Ancient, Vertigo... esses nomes aparecem com muito mais frequência. E os outros? Bem, os outros que lutem.

Essa concentração tem um preço. Menos variedade significa menos surpresas, menos estratégias inovadoras e, convenhamos, menos emoção para quem assiste. Afinal, ninguém aguenta ver Mirage pela milésima vez na mesma semana.

O que esperar da StarLadder StarSeries Fall 2026

Com o torneio marcado para os dias 17 a 20 de setembro, a expectativa é ver se alguma equipe vai ousar. Times que já garantiram vaga ou que estão em busca de pontos importantes podem enxergar na Anubis uma oportunidade de surpreender os adversários.

Mas, sendo bem honesto, eu não apostaria minhas fichas nisso. A tendência natural é que a Anubis continue sendo banida ou ignorada, a menos que alguma equipe específica tenha um plano muito bem ensaiado. E planos assim não surgem da noite para o dia.

O que fica é a sensação de que a Anubis está presa em um limbo. Não é ruim o suficiente para ser removida, mas não é boa o suficiente para ser escolhida. É o famoso "tanto faz" que, no fim das contas, acaba sobrando para ela.

Enquanto isso, a comunidade segue especulando, os analistas seguem debatendo e as equipes seguem ignorando. E a Anubis? Bem, a Anubis segue lá, esperando por um milagre que talvez nunca venha.

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Fonte: Dust2