A cloud9 eliminação vct americas 2026 se tornou um marco histórico, mas pelo pior motivo possível. Após ser eliminada do VALORANT Champions Tour 2026 - Americas Stage 2 na última quarta-feira (20), a organização norte-americana não tem mais chances de se classificar para o VALORANT Champions Shanghai 2026, o último torneio internacional desta temporada competitiva.
O resultado confirma um dado impressionante: a Cloud9 é a única equipe parceira original da liga americana que nunca disputou um torneio internacional desde o início do modelo de franquias. São três anos de parceria e zero participações em Masters ou Champions.
Cloud9 fora do VCT Americas 2026: o que isso significa para a franquia
Enquanto rivais como Sentinels e NRG acumulam cinco participações internacionais cada, a Cloud9 segue zerada. A situação fica ainda mais delicada quando olhamos para o histórico completo das dez organizações que formaram originalmente o VCT Americas:
- Sentinels: 5 participações
- NRG: 5 participações
- LOUD: 3 participações
- KRÜ Esports: 3 participações
- Leviatán: 3 participações
- MIBR: 2 participações
- Evil Geniuses: 2 participações
- FURIA: 1 participação
- 100 Thieves: 1 participação
- Cloud9: 0 participações
Vale destacar que o levantamento considera apenas as dez organizações parceiras que formaram originalmente o VCT Americas. Por isso, G2 Esports, ENVY e 2GAME Esports não entram na contagem. Além disso, o VCT 2023 - LOCK//IN, realizado em 2023, também ficou de fora, já que o torneio de abertura reuniu todas as equipes parceiras e não exigiu classificação pelo circuito.
Cloud9 marca negativa vct americas: o que esperar do futuro
A pergunta que fica é: o que a organização pretende fazer para reverter essa situação? A cloud9 vct americas stage 2 eliminado não é apenas um resultado isolado — é um padrão que se repete ano após ano.
Para quem acompanha o cenário, a frustração é palpável. A equipe tem investido em elencos promissores, mas algo parece faltar na hora de converter potencial em resultados concretos. E com a proximidade da próxima temporada, a pressão por mudanças estruturais deve aumentar consideravelmente.
Enquanto isso, os fãs seguem esperando por uma resposta à altura. Será que veremos uma reformulação completa do time? Ou a organização vai apostar em ajustes pontuais? Só o tempo dirá.
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Mas o que torna essa marca tão pesada não é apenas o número em si. É a forma como a eliminação aconteceu. A Cloud9 entrou na última rodada do VCT Americas Stage 2 dependendo apenas de si para avançar aos playoffs. Bastava vencer a 2GAME Esports, equipe que já estava eliminada e que não venceu uma única série na etapa. O que se viu, no entanto, foi uma atuação apática, com decisões questionáveis e uma incapacidade de reagir quando o jogo apertou. Perder para a 2GAME, que terminou a fase de grupos com 0-7, não é apenas um tropeço — é um colapso completo.
E olha que a série começou bem. A Cloud9 venceu o primeiro mapa com relativa tranquilidade, mostrando um VALORANT organizado e com propósito. Mas aí veio o segundo mapa, e tudo desmoronou. Erros individuais, falta de comunicação e uma leitura tática que parecia desconectada do que a 2GAME estava propondo. No mapa decisivo, a equipe chegou a abrir vantagem, mas permitiu uma virada que, para qualquer um que acompanha o cenário, parecia inevitável. É quase como se o time jogasse com o freio de mão puxado nos momentos que mais importam.
O técnico da equipe, em entrevista pós-jogo, tentou minimizar o impacto: "Tivemos uma temporada difícil, mas o projeto continua". Só que essa fala soa vazia quando olhamos para os números. Desde 2023, a Cloud9 já passou por pelo menos quatro formações diferentes. Foram 14 jogadores que vestiram a camisa da organização no VCT Americas. E nenhuma dessas combinações conseguiu sequer chegar perto de uma classificação internacional. Em algum momento, a pergunta deixa de ser sobre os jogadores e passa a ser sobre a estrutura ao redor deles.
Vale lembrar que a Cloud9 é uma das organizações mais tradicionais dos esports norte-americanos. No CS:GO, a equipe conquistou o Major de Boston em 2018, quebrando uma hegemonia europeia que parecia intocável. No League of Legends, a organização construiu uma das maiores torcidas da LCS e sempre foi sinônimo de competitividade. Mas no VALORANT, algo simplesmente não conecta. É como se a organização tivesse transferido sua mentalidade vencedora para o jogo errado, ou como se o cenário do FPS da Riot exigisse uma abordagem que a Cloud9 ainda não descobriu.
O contraste com outras organizações que também passaram por dificuldades é evidente. A Evil Geniuses, por exemplo, teve um 2023 desastroso na liga, mas conseguiu se reorganizar e vencer o Champions daquele ano. A FURIA, que também sofreu com resultados inconsistentes, chegou a disputar um Masters. Até a 100 Thieves, que passou por uma reformulação completa, conseguiu uma participação internacional. A Cloud9, no entanto, permanece como uma ilha de mediocridade em um mar de oportunidades desperdiçadas.
E o que dizer dos jogadores? O elenco atual, formado por nomes como Xeppaa, Mitch e jakee, tem talento individual inegável. Mas talento individual não ganha campeonato. É preciso sinergia, é preciso um sistema tático que potencialize as habilidades de cada um, e é preciso — acima de tudo — uma mentalidade forte para lidar com a pressão. E é exatamente nesse último ponto que a equipe parece falhar repetidamente. Quantas vezes vimos a Cloud9 abrir vantagem em séries decisivas e simplesmente desligar? Quantas vezes vimos o time perder rounds que estavam ganhos por erros bobos de posicionamento?
Há também a questão do suporte da torcida. A Cloud9 tem uma das maiores bases de fãs da América do Norte, e esses fãs estão cansados. As redes sociais da organização são um campo de batalha entre os que pedem mudanças radicais e os que ainda acreditam no projeto. Mas a paciência tem limite. Quando você vê rivais diretos como a Sentinels construindo dinastias e a NRG se mantendo relevante ano após ano, fica difícil justificar a permanência de uma comissão técnica que não entrega resultados.
O que me preocupa, sinceramente, é o que vem pela frente. A próxima temporada do VCT Americas deve trazer mudanças no formato, com mais vagas para equipes emergentes e uma janela de transferências que promete ser agitada. Se a Cloud9 não agir rápido, corre o risco de ficar para trás em um cenário que evolui a cada split. E aí, a marca negativa de hoje pode se tornar uma mancha permanente na história da organização.
Enquanto isso, os fãs de VALORANT podem acompanhar de perto os próximos passos da equipe nas redes sociais oficiais da Cloud9 no X e no Instagram. E para não perder nenhuma novidade do cenário competitivo, o THESPIKE continua sendo a melhor fonte de informações, estatísticas e análises do VALORANT no mundo.
Fonte: THESPIKE










