A BESTIA Academy oficializou a contratação de mais um jogador brasileiro para sua line-up de 2026. O jovem Lucas "lezy" da Silva, de apenas 19 anos, agora é oficialmente parte do elenco da organização argentina. A notícia, que circulava nos bastidores há algumas semanas, foi confirmada no último domingo (20 de julho).
O anúncio veio acompanhado de uma declaração do próprio atleta. "Muito feliz de anunciar que agora sou parte, oficialmente, da BESTIA. Já faz um tempo que venho jogando com eles e tem sido uma experiência muito boa. Vou continuar dando o melhor de mim para que consigamos os melhores resultados", disse lezy, em publicação nas redes sociais.
Na prática, a contratação do brasileiro pela BESTIA Academy em 2026 não chega a ser uma grande surpresa. Lezy já vinha atuando pela equipe desde o final de abril, participando de campanhas no CCT e também na terceira edição da BetBoom Storm. Antes disso, o jogador passou pela 9z Academy, onde acumulou experiência no cenário competitivo sul-americano.
O contexto da contratação
Lezy é mais um nome brasileiro a integrar uma organização estrangeira. E isso me faz pensar: será que estamos vendo uma nova leva de talentos nacionais sendo absorvidos por equipes de fora? A BESTIA Academy, que já conta com outros brasileiros no elenco, parece ter encontrado em lezy um encaixe tático interessante.
O jogador de 19 anos chega para reforçar um time que já tem Agustín "agt" Gonzalez, Facundo "FAQQ" Rivas, Fellipe "Lekzi" Geraldi e João "Jotag3" Gabriel. O treinador é Matias "sagez" De Tomaso. Uma line-up jovem, com potencial de crescimento — e que agora ganha mais uma peça importante.
Próximo desafio: CCT Series 4
O primeiro teste de lezy após a oficialização da BESTIA Academy será no CCT Series 4. Na próxima terça-feira, a equipe enfrenta a tag BORRACHEIROS. O vencedor garante vaga nos playoffs do torneio online. Um jogo que promete ser decisivo para o início dessa nova fase.
Vale lembrar que a BESTIA Academy vem se destacando em competições regionais. A aposta em jovens talentos, como lezy, parece ser parte de uma estratégia mais ampla da organização. E, sinceramente, é difícil não ficar curioso para ver como esse time vai evoluir ao longo dos próximos meses.
Aliás, se você perdeu, drop fica livre no mercado — outra movimentação recente que agitou o cenário.
O que lezy traz para a BESTIA Academy?
Se você acompanha o cenário competitivo de CS2 na América do Sul, já deve ter notado que lezy não é um nome qualquer. O cara tem um estilo de jogo agressivo, mas com uma leitura de partida que impressiona para a idade dele. Durante sua passagem pela 9z Academy, ele mostrou consistência — algo que nem sempre é fácil de encontrar em jogadores tão jovens.
E olha, eu já vi muito promessa queimar etapas. Mas lezy parece ter paciência. Ele não chegou na BESTIA Academy querendo ser o protagonista imediato. Pelo contrário: nos torneios que disputou antes da oficialização, ele se adaptou bem ao ritmo do time. Fez um trabalho de sujeira que muitas vezes passa despercebido, mas que é essencial para o funcionamento do elenco.
O que me chama atenção é a versatilidade dele. Em alguns mapas, ele atua como entry fragger. Em outros, cai para posições mais recuadas, segurando bomb sites. Essa flexibilidade é um trunfo — e acredito que o sagez, o treinador, vai saber explorar isso nas estratégias da equipe.
Brasileiros no exterior: uma tendência que veio para ficar?
Não é de hoje que jogadores brasileiros buscam oportunidades fora do país. Mas o movimento tem se intensificado. E não estou falando só dos grandes nomes, como os que foram para a FURIA ou para a MIBR. Estou falando de uma base — de jovens que estão sendo descobertos por organizações argentinas, chilenas, norte-americanas.
A BESTIA Academy, por exemplo, já tem uma identidade multicultural. Ter brasileiros no elenco não é apenas uma questão de talento individual. É também sobre comunicação, entrosamento e, claro, sobre construir uma química que funcione dentro e fora do servidor. E, convenhamos, o português e o espanhol se misturam bem no calor do jogo — já vi times sul-americanos se comunicarem em portunhol e darem certo.
Mas será que isso é sustentável a longo prazo? Difícil dizer. O que sei é que, para lezy, essa é a chance de ouro. Ele está em uma organização que investe em estrutura, que participa de torneios relevantes e que tem um plano de desenvolvimento. Não é qualquer academy que oferece isso.
O impacto no cenário competitivo sul-americano
Quando um jogador como lezy é contratado por uma equipe estrangeira, isso mexe com o ecossistema local. De um lado, a cena brasileira perde um talento que poderia estar brilhando em times nacionais. De outro, ganha visibilidade internacional — e isso atrai olheiros, patrocinadores e, quem sabe, mais investimentos para a região.
Vale lembrar que a BESTIA Academy não é uma equipe qualquer. Ela faz parte de uma organização maior, a BESTIA, que tem time principal no cenário competitivo. Isso significa que lezy pode, eventualmente, ser promovido. E aí, sim, estaríamos falando de um salto gigantesco na carreira dele.
Enquanto isso não acontece, o foco é o CCT Series 4. O confronto contra a BORRACHEIROS promete ser um termômetro. Se lezy e seus companheiros conseguirem uma boa campanha, a confiança do elenco vai disparar. E, no CS2, confiança é metade do caminho para a vitória.
Ah, e não posso deixar de mencionar: a torcida brasileira já está de olho. Nos comentários das redes sociais, o apoio é evidente. E, cá entre nós, é bom ver a galera vibrando com um jovem talento. Faz bem para o cenário, faz bem para o jogador e, de quebra, aquece a rivalidade saudável entre Brasil e Argentina — que, no fim das contas, só eleva o nível do jogo.
Fonte: Dust2









