A eliminação no VALORANT Champions Tour 2026 - Americas Stage 2 encerrou a campanha da Leviatán na liga internacional de VALORANT, mas não diminuiu o que a organização argentina construiu ao longo desta temporada. Em entrevista exclusiva ao THESPIKE Brasil, blowz avaliou o ano da equipe, que chegou ao cenário internacional com praticamente quatro rookies, conquistou um título e ainda mantém chances de disputar o VALORANT Champions Tour 2026 - Champions Shanghai.

“Acho que em geral nós tivemos um ano muito... como posso dizer, foi muito sólido. Acho que a gente teve um, um bom ano em geral, tivemos bons resultados. E, não, acho que a gente tava se preparando bem, talvez podia ter preparado um pouco melhor em geral do que a gente fez no antes, assim, sei lá, no Masters. Mas, eu acho que a gente tava bem, aconteceu que duas derrotas nos deixaram fora, então é um pouco triste, duro assim por dizer, mas, é, acho que é isso”, disse blowzin.

“Não tem como falar que a nossa temporada não foi uma temporada boa, né. Pra praticamente quatro rookies, a gente se classificar pro internacional e conseguir ganhar um internacional não é uma coisa fácil. Então, a gente ainda assim tem chance de classificar pro Champions com ponto e eu acho que não deixa de ser mérito nosso de ter bastante ponto. Então acho que foi, sim, uma temporada muito boa e que, espero que não acabe agora”, completou o jogador brasileiro.

O peso de não jogar em São Paulo

A eliminação também teve um peso diferente: a Leviatán não estará na reta final do VCT Americas 2026 Stage 2, disputada em São Paulo. A queda fez com que blowz, Sato e spikeziN, trio brasileiro da equipe, não tivessem a oportunidade de jogar diante do público brasileiro pela primeira vez.

“Com certeza era uma coisa que a gente queria muito, poder jogar em São Paulo, seria algo mui...

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  • E essa frustração vai além do resultado em si. Porque, para quem acompanha a trajetória da Leviatán, fica claro que o time não caiu por falta de talento ou de trabalho. A queda veio em detalhes, em rounds decididos no limite, em momentos onde a experiência pesou mais do que a juventude. E é exatamente aí que mora a complexidade desse elenco: como equilibrar a ousadia de quem está chegando com a frieza de quem já esteve em decisões?

    blowz, que é um dos líderes em voz dentro do servidor, reconhece que o time ainda está aprendendo a lidar com esses cenários de pressão. "A gente é um time novo, com muita gente que nunca tinha jogado um palco grande antes. Então, cada jogo internacional é uma aula. A gente aprende, mas também dói quando a lição vem com uma eliminação", comentou o jogador, refletindo sobre o que ficou dessa campanha.

    O que muda para o futuro da Leviatán?

    Agora, a pergunta que fica na cabeça dos torcedores é: o que acontece com esse projeto? Porque, por um lado, a Leviatán mostrou que tem base para crescer. O título internacional conquistado no início da temporada não foi sorte — foi o resultado de um estilo de jogo agressivo, bem treinado e com uma química que poucos times da liga conseguem replicar.

    Por outro lado, o cenário competitivo é implacável. As janelas de transferência se aproximam, e times como G2, LOUD e Sentinels já estão de olho em reforços. Manter o núcleo atual pode ser tão desafiador quanto contratar nomes de peso. E é aí que a diretoria da organização precisa tomar decisões difíceis: apostar na continuidade ou buscar mudanças para dar o próximo passo?

    Na minha visão, a continuidade seria o caminho mais lógico. E não estou dizendo isso apenas por causa dos resultados. Estou dizendo porque a evolução individual dos jogadores é visível. O blowz, por exemplo, saiu de uma posição de coadjuvante para se tornar uma peça central no sistema tático. O Sato, que chegou com status de promessa, hoje é um dos duelistas mais respeitados da liga. E o spikeziN, mesmo nos momentos difíceis, mostrou uma consistência que impressiona.

    Mas, claro, não sou eu quem decide. O mercado de VALORANT é dinâmico, e propostas podem mudar planos. A questão é: será que a Leviatán consegue segurar esse grupo até o Champions? E, mais importante, será que esse grupo quer continuar junto?

    blowz, pelo menos, deixa claro o seu desejo. "Eu quero muito continuar com esses caras. A gente construiu algo especial aqui. Não é todo dia que você encontra um grupo que se entende tão bem dentro e fora do jogo. Então, espero que a gente tenha mais uma chance de mostrar o nosso valor", afirmou.

    Enquanto isso, a torcida argentina e brasileira — porque o time tem uma base forte nos dois países — segue na expectativa. A classificação para o Champions ainda é possível, mas depende de combinações de resultados que fogem do controle da equipe. E é essa incerteza que torna o cenário competitivo tão fascinante: um dia você está no topo, no outro está torcendo por um milagre.

    O que fica, por enquanto, é a sensação de que essa história ainda não teve o seu capítulo final. Seja com essa formação ou com ajustes pontuais, a Leviatán provou que tem identidade e capacidade para brigar de igual para igual com os gigantes das Américas. E, como o próprio blowz disse, espera-se que não acabe agora.



Fonte: THESPIKE