22 de julho de 2026 às 19:21 — Escrito por hera

Leia também: Veja os primeiros eliminados da BLAST Bounty Season 2

A BESTIA contrata tge em julho de 2026 para assumir o comando técnico da equipe de Counter-Strike. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (22) e já movimenta o cenário competitivo brasileiro. O treinador, que estava na RED entre junho de 2025 e abril deste ano, chega com a missão de levar a BESTIA a novos patamares.

Trajetória de tge: da RED à BESTIA

Entre junho de 2025 e abril de 2026, tge esteve à frente da comissão técnica da RED. Durante esse período, a equipe disputou o Stage 1 do StarLadder Budapest Major e também buscou vaga para a IEM Rio, realizada neste ano. Não foi uma jornada fácil — a RED enfrentou adversários duros e, apesar dos esforços, não conseguiu avançar nas fases decisivas.

Mas a carreira de tge vai muito além disso. O brasileiro já passou por organizações como Paquetá, B4 e, principalmente, a 9z. Foi na 9z que ele conquistou cinco títulos e participou de eventos internacionais de peso: IEM Dallas, IEM Cologne e a ESL Pro League. Experiência não falta, né?

Estreia marcada: qualificatória fechada para a StarLadder StarSeries Fall

A estreia de tge sob o comando da BESTIA está prevista para a qualificatória fechada do StarLadder StarSeries Fall, que acontece entre os dias 28 de julho e 2 de agosto. A competição dará uma vaga no evento principal, marcado para setembro. É um teste de fogo para o novo técnico e para o elenco.

Vale lembrar que a FURIA também está confirmada na StarLadder StarSeries Fall, o que promete aumentar ainda mais a competitividade.

Elenco da BESTIA com tge

Com a chegada de tge, a escalação da BESTIA ficou assim:

  • Cássio "cass1n" Santos
  • Cristhian "timo" Perez
  • Ignacio "nacho" Rodriguez
  • Nicolás "buda" Kramer
  • Tomas "tomaszin" Corna
  • Gustavo "tge" Motta (treinador)
  • Afonso "shaRpy" Bastos (auxiliar técnico)

O time mantém a base que já vinha atuando, mas agora com um novo olhar tático. A pergunta que fica é: será que tge consegue extrair o melhor desse elenco e levar a BESTIA para o evento principal da StarLadder? A qualificatória fechada vai dar as primeiras respostas.

O que tge pode trazer de diferente para a BESTIA?

Se você acompanha o cenário competitivo brasileiro há algum tempo, sabe que a BESTIA sempre foi uma equipe com potencial — mas que, por vezes, pareceu faltar aquele algo a mais. A chegada de tge não é apenas mais uma troca de técnico. É uma aposta em alguém que já provou saber montar sistemas táticos sólidos.

Na 9z, ele trabalhou com jogadores como dgt e Martinez, e o time chegou a ser considerado uma das promessas da América do Sul. Claro, nem tudo foram flores — a 9z também passou por altos e baixos, e tge aprendeu com os erros. Isso é valioso. Um técnico que já viu o lado bom e o lado ruim do competitivo tende a ter uma visão mais realista do que precisa ser feito.

E a BESTIA, sinceramente, precisa de consistência. O time tem bons nomes individuais — cass1n é um AWPer que já mostrou lampejos de brilhantismo, e timo tem uma agressividade que pode desequilibrar partidas. Mas falta aquela coesão tática que separa times medianos de equipes que realmente brigam por vagas em campeonatos grandes.

O desafio da qualificatória fechada

A qualificatória fechada para a StarLadder StarSeries Fall não vai ser moleza. Além da FURIA, outros times de peso devem estar na disputa. E olha que a vaga é única — só um time avança para o evento principal em setembro. Isso significa que cada mapa, cada round, cada decisão vai pesar.

Para tge, o desafio é ainda maior: ele mal teve tempo para implementar suas ideias. A estreia é praticamente imediata. Dá para ajustar muita coisa em uma semana? Talvez não tudo, mas um bom técnico sabe priorizar. Talvez o foco inicial seja em melhorar a comunicação e os defaults — coisas básicas, mas que fazem uma diferença enorme quando o nervosismo aperta.

E não podemos esquecer que a BESTIA já enfrentou a RED recentemente em algumas competições. Conhecer o adversário é sempre uma vantagem, mas tge agora está do outro lado. Ele sabe como a RED pensa, quais são os pontos fortes e fracos dela. Isso pode ser usado a favor da BESTIA, especialmente se houver um confronto direto.

O mercado de técnicos no Brasil: uma análise rápida

É interessante observar como o mercado de treinadores de CS2 no Brasil tem se movimentado. Nos últimos meses, vimos várias trocas de comando técnico — algumas deram certo, outras nem tanto. A BESTIA, ao contratar tge, parece estar seguindo uma tendência de buscar profissionais com experiência internacional, mesmo que em times menores.

Comparando com outras organizações, a FURIA, por exemplo, manteve seu núcleo técnico estável por mais tempo. Já times como a MIBR e a Fluxo passaram por reformulações recentes. O que isso nos diz? Que o cenário está em constante evolução, e que ter um técnico que entende tanto do jogo quanto da gestão de pessoas é cada vez mais crucial.

Aliás, você já parou para pensar no papel do auxiliar técnico? A BESTIA tem o shaRpy nessa função. A dupla tge + shaRpy pode ser interessante — um traz a experiência de grandes campeonatos, o outro conhece o dia a dia do time. Se eles conseguirem se alinhar rapidamente, a BESTIA pode surpreender.

E os jogadores? Como eles reagem a essa mudança?

Mudança de técnico sempre mexe com o psicológico do elenco. Alguns jogadores podem se sentir mais motivados, outros podem estranhar a nova abordagem. No caso da BESTIA, o time já vinha de uma sequência de resultados irregulares — vitórias convincentes seguidas de derrotas frustrantes. Isso desgasta.

tge tem a chance de renovar a energia do grupo. Ele não é um técnico novato, mas também não é daqueles que impõe um estilo rígido sem ouvir os jogadores. Pelo que se sabe da passagem dele pela 9z, ele gosta de construir o sistema junto com o time, adaptando as estratégias ao perfil de cada jogador. Isso pode ser exatamente o que a BESTIA precisa.

E tem um detalhe: o elenco é majoritariamente jovem. tomaszin e buda, por exemplo, ainda estão em fase de desenvolvimento. Ter um técnico que já trabalhou com promessas e as ajudou a evoluir pode ser um diferencial enorme. Não é só sobre vencer agora — é sobre construir algo para o futuro.

O que me deixa curioso é ver como tge vai lidar com a pressão. A BESTIA não é uma organização pequena, mas também não tem os mesmos recursos de uma FURIA ou MIBR. As expectativas são altas, e a torcida brasileira não perdoa resultados ruins. Será que ele consegue manter a cabeça no lugar e focar no processo, em vez de se deixar levar pelo resultado imediato?



Fonte: Dust2