A 9z terá pela frente um velho conhecido nesta quinta-feira, 27 de agosto, na BLAST Open Porto. A equipe brasileira enfrenta a MOUZ às 8h30, em partida válida pela rodada inicial do grupo B do torneio. E o histórico recente entre os dois times reserva um capítulo interessante, especialmente para quem acompanhou a campanha da 9z na PGL Astana.

O duelo decisivo na PGL Astana

A segunda decisão entre as equipes aconteceu na PGL Astana, em maio. E foi um confronto de tirar o fôlego. A 9z começou vencendo a MD3 com um 13-10 na Nuke, mas sofreu o empate na Inferno por 13-4. A série foi definida no último mapa, e o time de Franco "dgt" Garcia conseguiu outro 2 a 1 após fechar a Ancient por 13-9.

Ou seja, quando o assunto é pressão em mapa decisivo, a 9z já mostrou que sabe lidar com a MOUZ. Mas será que isso se repete agora? O contexto é outro, o patch é outro, e a BLAST Open Porto tem suas próprias armadilhas.

O que esperar do reencontro

Vale lembrar que a partida desta quinta-feira é apenas a rodada inicial do grupo B. Isso significa que o perdedor ainda terá chances de se recuperar na chave inferior, mas uma vitória aqui dá uma tranquilidade enorme para o resto da campanha.

Na última quarta-feira, DENDELE, paiN e FURIA estrearam na competição. A FURIA, inclusive, venceu o duelo brasileiro contra a paiN, enquanto a DENDELE acabou superada pela Spirit. Agora é a vez da 9z tentar seguir o caminho da vitória.

As equipes retornarão aos servidores na próxima sexta-feira, o que dá um dia de descanso para ajustar o que for necessário — ou para comemorar, dependendo do resultado.

O retrospecto favorece a 9z? Em termos de confronto direto recente, sim. Mas a MOUZ é um time que costuma evoluir durante os torneios, e a BLAST Open Porto pode ser o palco perfeito para uma revanche.

Fato é que o duelo promete. E você, o que espera desse reencontro? A 9z consegue repetir o feito da PGL Astana ou a MOUZ vem com tudo para devolver o resultado?

E não é só o histórico que dá sabor a esse confronto. A 9z chega para a BLAST Open Porto com uma identidade de jogo bem definida, algo que ficou evidente na PGL Astana. A rotação agressiva, o controle de ângulos e a confiança nos duelos individuais são marcas registradas do time de dgt. Contra a MOUZ, esses fatores podem ser ainda mais decisivos, já que o time europeu costuma se apoiar em uma estrutura tática sólida e em execuções ensaiadas.

Por outro lado, a MOUZ não é um adversário que se entrega facilmente. A equipe tem jogadores experientes em cenários de LAN, e a BLAST Open Porto é exatamente o tipo de torneio em que times assim crescem. A pressão de jogar diante de uma torcida que pode estar dividida — ou até majoritariamente a favor da 9z, dependendo do público presente — é um fator que não pode ser ignorado.

Outro ponto interessante é o momento das duas equipes. A 9z vem de uma sequência de resultados que, embora não tenha sido perfeita, mostrou consistência. Já a MOUZ, que passou por mudanças recentes no elenco, parece estar em processo de adaptação. Isso pode ser uma janela de oportunidade para os brasileiros, mas também um risco: times em transição muitas vezes surpreendem justamente quando ninguém espera.

E o mapa? A escolha de veto será crucial. Na PGL Astana, a 9z mostrou conforto em mapas como Nuke e Ancient, mas a MOUZ tem um histórico forte em Inferno e Mirage. Se o veto cair para um cenário parecido com o da última decisão, a tendência é que vejamos outra série equilibrada. Mas se a MOUZ conseguir levar o confronto para os seus mapas mais fortes, a história pode ser diferente.

Vale destacar também o fator individual. Jogadores como dgt e o resto do núcleo da 9z já provaram que podem decidir partidas em momentos críticos. Do lado da MOUZ, a experiência de nomes como Brollan e Jimpphat pode ser o diferencial em rounds de clutch. Será que a 9z consegue neutralizar essas peças-chave?

No fim das contas, o que temos é um duelo que vai além do retrospecto. É uma questão de adaptação, de leitura de jogo e de quem consegue impor o seu ritmo desde o primeiro round. A 9z tem tudo para sair na frente, mas a MOUZ não vai facilitar. E é exatamente isso que torna esse reencontro tão imperdível.



Fonte: Dust2