Jovem talento do Spirit compartilha expectativas para estreia em palco principal

Aos 17 anos, Ivan "zweih" Gogin está prestes a viver um momento marcante em sua carreira: sua primeira apresentação na lendária LANXESS Arena, em Colônia, durante o IEM Cologne. O jogador, que recentemente se juntou ao Team Spirit, revela uma mistura de empolgação e concentração para o desafio que o aguarda.

Adaptação ao novo time e mudança de funções

O caminho até aqui não foi simples para zweih. Após três vitórias convincentes na Stage 2 do torneio contra HEROIC, Aurora e MOUZ, o Spirit garantiu vaga nas semifinais. Para o jovem jogador, porém, a adaptação ao time de elite tem sido um processo contínuo.

"Estou pensando muito não sobre minha mira, mas sobre as coisas que devo fazer em um novo time", confessa zweih. "É algo que não consigo dominar imediatamente, tudo depende da experiência dentro da equipe."

A transição de funções tem sido particularmente desafiadora. De lurker em times anteriores, zweih agora assume posições de entry fragger, com donk cobrindo suas jogadas. "Tenho alguma experiência nesse papel de times antigos, então não sinto muita pressão", comenta. "Só preciso jogar mais partidas para ganhar confiança."

A parceria com donk e a emoção da arena

A amizade de longa data com donk parece ser um trunfo para o jovem jogador. "Quando você tem um companheiro que pode eliminar todo o time adversário sozinho, é uma grande vantagem", brinca zweih, referindo-se às habilidades excepcionais do colega.

Mas é a perspectiva de pisar na LANXESS Arena que realmente acende os olhos do novato. "Não é meu primeiro grande torneio, joguei no Major e no ESL Pro League antes, mas é minha primeira vez na arena", diz, com voz que transborda entusiasmo. "Estou tão animado com isso."

O jogador revela que assistiu ao torneio no ano passado, quando o Spirit teve desempenho abaixo do esperado. "Eu apenas assistia e pensava: 'Quero jogar aqui'", lembra. "E depois de um ano na Nemiga, já estou aqui e nos playoffs também. É uma sensação incrível."

Para manter o foco no jogo, zweih planeja uma estratégia simples: "Vou apenas tentar mostrar meu melhor e não sentir a pressão do público na arena, apenas ficar dentro do jogo o tempo todo".

O peso das expectativas e a pressão da torcida

Enquanto se prepara para seu debut na arena, zweih reconhece que as expectativas sobre sua performance são altas. "Quando você joga em um time como o Spirit, as pessoas esperam que você performe no mesmo nível dos seus companheiros", reflete. "Mas acho que isso é bom - me mantém motivado a melhorar a cada dia."

A torcida alemã, conhecida por seu entusiasmo e conhecimento do jogo, é outro fator que o jovem precisa considerar. "Já joguei com público antes, mas nada se compara à energia de Colônia", admite. "Você pode sentir a eletricidade no ar mesmo antes do jogo começar."

Rotina de preparação e superstições

Nos bastidores, zweih mantém uma rotina meticulosa de preparação. "Gosto de chegar cedo no local, testar meu equipamento e depois dar uma volta para limpar a mente", compartilha. "Alguns jogadores preferem ficar no hotel até o último minuto, mas eu preciso me ambientar no espaço primeiro."

Como muitos atletas profissionais, ele também tem suas pequenas superstições. "Sempre como a mesma coisa no café da manhã nos dias de jogo - ovos e torradas", revela com um sorriso. "E meu mousepad precisa estar perfeitamente alinhado com a borda da mesa. São pequenos rituais que me ajudam a entrar no clima."

Quando questionado sobre como lida com possíveis erros durante as partidas, zweih demonstra uma maturidade impressionante para sua idade. "Todo mundo comete erros, até os melhores do mundo", pondera. "O importante é não deixar que um round ruim afete o próximo. Você precisa ter memória curta nesse esporte."

O aprendizado com os veteranos

Um dos aspectos mais valiosos dessa nova fase, segundo zweih, é a oportunidade de aprender com jogadores mais experientes. "Quando você está cercado por talentos como chopper e magixx, absorve coisas novas o tempo todo", explica. "Eles me mostram detalhes que nunca teria percebido sozinho - posicionamentos, timings, leitura do jogo."

Essa troca de conhecimento vai além das estratégias em jogo. "Eles me ensinam muito sobre como lidar com a pressão, como manter o equilíbrio entre vida pessoal e profissional", acrescenta. "São lições que vão muito além do Counter-Strike."

O jovem também destaca o papel crucial dos treinadores e analistas do Spirit. "Temos uma equipe incrível nos bastidores que nos prepara para todos os cenários possíveis", afirma. "Eles estudam cada adversário minuciosamente e nos dão informações valiosas que fazem toda a diferença."

O futuro e os próximos desafios

Mesmo com toda a empolgação pelo IEM Cologne, zweih já tem os olhos postos nos próximos objetivos. "Quero continuar evoluindo e ajudar o Spirit a conquistar mais títulos", diz com determinação. "Temos um grupo muito talentoso e acredito que podemos chegar ainda mais longe."

Quando questionado sobre quais times gostaria de enfrentar no palco principal, sua resposta é rápida: "Todos eles!", ri. "Mas especialmente aqueles com os melhores jogadores do mundo. É contra eles que você realmente testa seu limite."

Para jovens jogadores que sonham em seguir seus passos, zweih oferece um conselho simples: "Não desistam nos primeiros obstáculos. O caminho é difícil, mas se você realmente ama isso, vale a pena cada hora de treino, cada derrota que te ensina algo novo."

Com informações do: HLTV