No dia 8 de agosto, o VALORANT Champions Tour 2026 - Pacific Stage 2 realizou a Semana 4 da fase de grupos. A japonesa ZETA DIVISION foi derrotada pela Global Esports por 0-2 e encerrou sua participação na fase de grupos com 2 vitórias e 3 derrotas. Sem conseguir garantir uma das duas vagas diretas para os playoffs, a equipe agora terá que disputar o Play-In para tentar avançar. Na outra partida do dia, a T1 venceu a KIWOOM DRX por 2-0.

ZETA DIVISION 0-2 Global Esports: resultado do VCT Pacific Stage 2

O confronto contra a Global Esports era decisivo para as pretensões da ZETA de avançar diretamente aos playoffs. No entanto, a equipe acabou superada no mapa escolhido pelo adversário, a Breeze, por 13-9. A primeira metade terminou empatada em 6-6, mas a Global Esports dominou a segunda metade, conquistando 7 rodadas e abrindo vantagem na série.

Na ZETA, SyouTa registrou 15 abates e SugarZ3ro somou 16, mas foi UdoTan, da Global Esports, quem brilhou com 21 eliminações e 5 first kills, dando o tom da virada no segundo tempo do mapa.

No mapa escolhido pela ZETA, a Split, o jogo foi ainda mais disputado. A Global Esports abriu 9-3 na primeira metade, mas a ZETA reagiu com força na segunda, vencendo 9 rodadas e empatando em 12-12. Na prorrogação, porém, a Global Esports venceu duas rodadas seguidas e fechou o mapa em 14-12, garantindo a vitória por 2-0 na série.

Na Split, Absol foi o destaque da ZETA com 23 abates, sendo 17 apenas na segunda metade, puxando a recuperação de 3-9. SyouTa também contribuiu com 22 eliminações. Pelo lado da Global Esports, UdoTan mais uma vez foi o nome do jogo, com 29 abates, fechando a série com 50 eliminações e 30 mortes, sendo o principal algoz da equipe japonesa nos dois mapas.

Campanha da ZETA no Stage 2 e o caminho até o Play-In

A ZETA começou o Stage 2 com derrota para a Gen.G, mas se recuperou com vitórias sobre Rex Regum Qeon e FULL SENSE. Nas duas últimas rodadas, porém, veio a queda de rendimento: derrotas para Nongshim RedForce e Global Esports. O time encerrou a fase de grupos com 2-3 em mapas (5-7) e saldo de -11 rodadas.

Com o resultado, a ZETA não tem mais chances de terminar entre os dois primeiros do Grupo Alpha. A Gen.G já garantiu o primeiro lugar com 5-0, e a Global Esports fechou com 3-2. Como a ZETA já disputou todas as suas partidas, ela irá para o Play-In independentemente do resultado do confronto entre Nongshim RedForce e Rex Regum Qeon, que acontece em 9 de agosto.

No VCT Pacific Stage 2, os dois primeiros de cada grupo avançam direto aos playoffs, enquanto os outros oito times disputam o Play-In contra equipes Challengers. A ZETA, que chegou a levar o último mapa à prorrogação após estar perdendo por 3-9, ficou a um passo da classificação direta. Agora, a pergunta é: será que a equipe consegue se reorganizar a tempo para o Play-In?

T1 2-0 KIWOOM DRX: vitória tranquila no Grupo Omega

No primeiro jogo do dia, a T1 venceu a KIWOOM DRX por 2-0 e encerrou sua participação na fase de grupos com 3 vitórias e 2 derrotas.

Na Lotus, mapa escolhido pela KIWOOM DRX, a T1 abriu 9-3 na primeira metade e, apesar da reação adversária, venceu por 13-9. BuZz foi o grande nome com 25 abates, enquanto Meteor contribuiu com 19 eliminações e apenas 12 mortes. Pela KIWOOM DRX, HYUNMIN teve um desempenho individual impressionante, com 27 abates e 15 mortes, mas não foi suficiente para evitar a derrota.

Na Breeze, a T1 controlou o jogo do início ao fim. Após fechar a primeira metade em 7-5, a equipe venceu todas as seis rodadas da segunda metade e fechou o mapa em 13-5, garantindo a vitória por 2-0 na série.

Meteor terminou a série com 43 abates e 24 mortes, além de 12 first kills. BuZz também se destacou com 40 eliminações. Pela KIWOOM DRX, HYUNMIN somou 45 abates no total, mas a equipe encerrou a fase de grupos com apenas 1 vitória e 4 derrotas.

A T1 igualou o recorde da DetonatioN FocusMe com 3-2 e agora aguarda o resultado do confronto entre Paper Rex e VARREL, que acontece em 9 de agosto, para saber sua posição final no Grupo Omega. Para mais informações sobre os resultados do VCT Pacific Stage 2, acesse VALORANT Esports.

O que o Play-In significa para a ZETA e o cenário competitivo japonês

O Play-In do VCT Pacific Stage 2 não é apenas mais uma etapa classificatória — é uma verdadeira prova de fogo para equipes que não conseguiram garantir vaga direta nos playoffs. Para a ZETA, a situação é delicada: a equipe que já foi considerada uma das promessas do VALORANT japonês agora precisa mostrar resiliência em um formato eliminatório que não perdoa erros.

Historicamente, a ZETA sempre teve um estilo de jogo agressivo, com foco em duelos individuais e execuções rápidas. Mas, neste Stage 2, o time pareceu oscilar entre momentos de brilhantismo e lapsos de comunicação. Contra a Global Esports, por exemplo, a reação na Split foi impressionante — sair de um 3-9 para forçar a prorrogação exige não apenas habilidade mecânica, mas também uma mentalidade forte. Por outro lado, o início lento nos dois mapas levantou questionamentos sobre a preparação tática da equipe.

Outro ponto que merece atenção é o desempenho de SyouTa. O jogador, que é um dos pilares da ZETA, teve números consistentes (15 e 22 abates nos mapas), mas não conseguiu carregar o time sozinho. Em partidas de alto nível, o VALORANT é um jogo de equipe, e a ZETA parece depender demais de explosões individuais em momentos específicos. Isso funcionou contra RRQ e FULL SENSE, mas não contra adversários mais organizados como Gen.G e Global Esports.

No Play-In, a ZETA vai enfrentar equipes do cenário Challengers — que, embora sejam consideradas 'menores', frequentemente trazem surpresas. O formato do Play-In, que mistura times do Pacific com equipes emergentes, já proporcionou zebras em edições anteriores. A ZETA precisa urgentemente ajustar sua abordagem em mapas como Breeze, onde a Global Esports a dominou no segundo tempo. A leitura de jogo e o controle de rotações serão cruciais.

Análise tática: o que deu errado contra a Global Esports?

Vamos destrinchar um pouco mais a derrota na Breeze. A Global Esports escolheu o mapa, e isso já era um sinal de que eles tinham um plano específico. Na primeira metade, o jogo estava equilibrado (6-6), mas a virada veio após o intervalo. O que mudou? A Global Esports passou a controlar o meio do mapa com mais eficiência, forçando a ZETA a entrar em situações de desvantagem numérica.

UdoTan, com 21 abates e 5 first kills, foi o catalisador dessa mudança. Ele não apenas vencia os duelos iniciais, mas também criava espaço para seus companheiros avançarem. A ZETA, por sua vez, parecia perdida nas rotações, muitas vezes tentando retomar o controle do mapa de forma individual, o que resultou em mortes desnecessárias.

Na Split, a história foi diferente. A ZETA mostrou que pode competir em pé de igualdade quando consegue impor seu ritmo. A virada de 3-9 para 12-12 foi espetacular, mas o desgaste emocional e físico de uma recuperação tão intensa pode ter cobrado seu preço na prorrogação. É um padrão que vimos em outras equipes: quando você gasta muita energia para voltar ao jogo, o erro no momento decisivo acaba sendo mais provável.

Outro fator que não pode ser ignorado é a escolha de agentes. A ZETA optou por composições que dependem de ultimates para forçar entradas, mas a Global Esports conseguiu negar esses momentos com uma defesa sólida. Será que o time precisa diversificar seu repertório estratégico? Talvez seja hora de explorar composições mais flexíveis, que não dependam tanto de execuções perfeitas.

O impacto da derrota da KIWOOM DRX e a situação da T1

Enquanto a ZETA se prepara para o Play-In, a T1 vive uma realidade completamente diferente. A vitória por 2-0 sobre a KIWOOM DRX não apenas garantiu um recorde positivo (3-2), mas também mostrou que a equipe está em boa forma para os playoffs. Meteor e BuZz formaram uma dupla letal, com 43 e 40 abates respectivamente, e a sinergia entre eles é algo que poucas equipes do Pacific conseguem igualar.

Para a KIWOOM DRX, a campanha foi decepcionante. Com apenas 1 vitória em 5 jogos, a equipe coreana, que já foi uma força no cenário, parece estar em reconstrução. HYUNMIN, com 45 abates na série, foi o único ponto positivo, mas o VALORANT é um jogo onde um jogador sozinho não carrega o time. A falta de suporte consistente dos outros membros do elenco é um problema que precisa ser resolvido urgentemente.

A T1, por outro lado, agora aguarda o confronto entre Paper Rex e VARREL para saber se termina em segundo ou terceiro no Grupo Omega. Se a Paper Rex vencer, a T1 fica em segundo e avança direto para os playoffs. Caso contrário, pode cair para terceiro e também precisar do Play-In. É uma situação de 'depender dos outros', mas a equipe já mostrou que tem capacidade de competir com os melhores.

Vale destacar que a T1 tem um histórico de altos e baixos em campeonatos internacionais. Em 2024, por exemplo, a equipe chegou às finais do VCT Pacific, mas não conseguiu manter o ritmo no Masters. Desta vez, com a fase de grupos encerrada, o time terá alguns dias de descanso antes dos playoffs — um tempo precioso para ajustar detalhes e estudar os adversários.

O que esperar do Play-In e das próximas partidas

O Play-In do VCT Pacific Stage 2 promete ser um dos mais competitivos dos últimos tempos. Além da ZETA, outras equipes tradicionais como DetonatioN FocusMe e talvez até a própria T1 (dependendo do resultado de 9 de agosto) podem estar na disputa. O formato é simples: os times são divididos em chaves e jogam em eliminação simples, com algumas séries em MD3. Cada erro pode ser fatal.

Para a ZETA, o caminho até a classificação para os playoffs passa por, no mínimo, duas vitórias consecutivas. Isso significa que a equipe precisa estar 100% focada desde o primeiro jogo. A boa notícia é que o time já mostrou que tem potencial para vencer adversários difíceis — a vitória sobre a RRQ na segunda semana foi um exemplo disso. A má notícia é que a inconsistência tem sido uma constante.

Outro aspecto que pode influenciar o desempenho da ZETA é o fator psicológico. Jogar no Play-In, com a pressão de não poder errar, é diferente de jogar na fase de grupos. Algumas equipes florescem nesse ambiente; outras desmoronam. A comissão técnica da ZETA precisa trabalhar a mentalidade dos jogadores, especialmente dos mais jovens, para que eles não sintam o peso da responsabilidade.

No lado da T1, a expectativa é de que a equipe mantenha o nível apresentado contra a KIWOOM DRX. Se conseguir terminar em segundo no grupo, terá uma vantagem importante nos playoffs: enfrentará um time que passou pelo Play-In, o que, em teoria, é um adversário mais acessível. Mas, como sabemos, no VALORANT nada é garantido.

Enquanto isso, os fãs de esports no Japão e na Coreia acompanham de perto os desdobramentos. A ZETA tem uma base de fãs apaixonada, que lota arenas e faz barulho nas redes sociais. A pressão para que o time avance é enorme, mas também é uma fonte de motivação. Será que a equipe vai corresponder?

Para mais detalhes sobre as partidas e a classificação completa, você pode conferir o site oficial do VALORANT Esports e acompanhar as próximas atualizações.



Fonte: THESPIKE