FURIA mostra resiliência e busca vingança contra G2
Em uma partida emocionante contra a Falcons na IEM Cologne, a FURIA demonstrou caráter ao se recuperar de um início difícil e garantir a vitória. Mareks "YEKINDAR" Gaļinskis, após o jogo, falou sobre a importância do campeonato como teste para o time e a "fome de vingança" contra a G2, que já os derrotou nesta fase de grupos.
Análise da performance contra a Falcons
"Esse campeonato é um teste para nós em relação à nossa característica", disse YEKINDAR. "Tivemos um bom jogo contra a Astralis, depois perdemos para G2 totalmente tiltados. Fizemos um review para entender o que aconteceu e voltamos com confiança."
O letão destacou os desafios enfrentados no mapa Train contra a Falcons: "Eles nos deram uma surra. Senti que estavam preparados para nossa Train, sabiam tudo que estávamos fazendo. Nos últimos quatro meses mostramos como nossa Train era forte, e é natural que os times nos estudem."
FURIA começou perdendo no mapa Train
Recuperação impressionante nos mapas seguintes
Performances individuais brilhantes, especialmente de KSCERATO e molodoy
O segredo da virada na Dust2
O ponto alto da série foi a atuação na Dust2, onde o time brasileiro mostrou domínio absoluto no lado CT. Depois de sair perdendo por 5-7, a FURIA encaixou oito rounds seguidos para vencer por 13-7.
"É fácil passar calls quando todos estão acertando", explicou YEKINDAR sobre a comunicação durante o jogo. "Nesse half aconteceu tão naturalmente que nem precisei falar muito. Todos estavam comunicando e em um estado onde tudo que você pensa você fala."
A evolução da comunicação dentro do time foi um ponto destacado pelo jogador: "No começo eu era mais comunicativo. Agora, quando treinamos, depende mais de nossas habilidades individuais e das duplas. Sabemos o que estamos fazendo e tudo vem naturalmente."
Preparação para o confronto decisivo contra a G2
Com a vitória, a FURIA está a um jogo dos playoffs e terá pela frente a G2, mesma equipe que a derrotou anteriormente no torneio. YEKINDAR não esconde o desejo de revanche:
"A G2 nos surpreendeu muito. Estamos com fome de vingança e queremos mostrar nosso jogo. Naquela partida, não mostramos nosso jogo. Eles nos surpreenderam muito."
O jogador analisou os pontos fortes da equipe adversária: "O malbs é um jogador ótimo, o huNter está muito bem como IGL e todos têm seu impacto. Não estávamos prontos para o jeito que eles jogam o TR. Agora que já os enfrentamos, sabemos como é."
Estratégias para o confronto decisivo
A preparação para o novo embate contra a G2 já está em andamento, e YEKINDAR revelou alguns ajustes que a equipe está fazendo: "Estamos estudando mais a fundo como eles jogam no TR. Na última vez, eles nos pegaram desprevenidos com algumas jogadas que não esperávamos. Agora temos mais informações."
O letão destacou a importância da adaptação durante a partida: "No CS você nunca sabe exatamente o que vai acontecer. Mesmo com estudo, sempre aparece algo novo. O importante é manter a calma e ajustar rápido quando percebemos o padrão do adversário."
Análise aprofundada dos demos da G2
Foco em contra-estratégias para o estilo agressivo dos europeus
Preparação de jogadas específicas para os mapas prováveis
O papel da torcida brasileira
YEKINDAR também comentou sobre o apoio dos fãs durante o torneio: "A energia da torcida brasileira é diferente. Mesmo jogando na Alemanha, ouvimos os gritos e isso dá um gás extra. Quando começamos a virar o jogo contra a Falcons, parecia que estávamos jogando em casa."
O jogador, que já atuou por outras equipes internacionais, comparou as experiências: "Joguei por times da Europa e da CIS, mas a paixão dos brasileiros pelo CS é única. Eles entendem o jogo, vibram com plays inteligentes, não só com kills. Isso motiva muito."
Lições aprendidas com a derrota anterior
Refletindo sobre o primeiro confronto contra a G2 no torneio, YEKINDAR foi franco: "Foi uma lição importante. Perdemos não só no jogo, mas no mental. Deixamos que algumas rounds decisivas afetassem nossa confiança e isso se espalhou para o time todo."
O jogador explicou como trabalharam esse aspecto: "Depois daquela partida, conversamos muito sobre resiliência. No nível em que estamos, todos os times são bons. As partidas vão ser sempre difíceis, e precisamos manter o foco mesmo quando as coisas não estão saindo como planejado."
A equipe parece ter absorvido bem essa lição, como mostrado na recuperação contra a Falcons: "Desta vez, mesmo perdendo o primeiro mapa, mantivemos a cabeça fria. Sabíamos que tínhamos condições de virar se jogássemos nosso jogo. Essa mentalidade vai ser crucial contra a G2."
O crescimento do elenco brasileiro
Questionado sobre a evolução dos companheiros brasileiros, YEKINDAR não economizou elogios: "O KSCERATO está em um nível absurdo. Ele tem essa capacidade de decidir rounds sozinho quando mais precisamos. E o molodoy está amadurecendo muito rápido para um jogador tão novo."
O letão também comentou sobre a adaptação ao estilo brasileiro: "No começo foi um choque cultural, tanto no jogo quanto fora dele. Os brasileiros têm uma maneira única de ver o CS, mais criativa, menos robótica. Aos poucos fui entendendo e agora consigo me encaixar melhor nesse estilo."
Essa sinergia foi visível na Dust2 contra a Falcons: "Quando todos estão na mesma página, o time brasileiro joga com uma fluidez incrível. É difícil para os adversários preverem nossas jogadas porque temos essa mistura de disciplina tática com improviso criativo."
Com informações do: Dust2


