W7M expande atuação com projeto educacional para esports

A organização de esports brasileira W7M anunciou um novo projeto chamado Gaming Experience, voltado para o ensino de profissões relacionadas ao cenário competitivo de jogos eletrônicos. A iniciativa tem como público-alvo principal os estudantes do nível técnico da FIEB (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

O que o Gaming Experience oferece?

O projeto pretende capacitar jovens para diversas funções dentro do ecossistema de esports, que vai muito além dos jogadores profissionais. Entre as áreas abordadas estão:

  • Gestão de equipes e organizações

  • Produção de conteúdo digital

  • Transmissão e narração de partidas

  • Marketing esportivo digital

  • Análise de desempenho e dados

Na minha opinião, essa é uma iniciativa importante que reconhece o esporte eletrônico como uma indústria multifacetada, oferecendo caminhos profissionais para quem talvez não queira ou possa ser jogador profissional.

Parceria com a FIEB e o cenário educacional

A escolha da FIEB como primeira instituição parceira não é coincidência. A federação já possui cursos técnicos voltados para tecnologia e inovação, tornando-se um terreno fértil para esse tipo de capacitação. O projeto deve inicialmente beneficiar cerca de 200 estudantes.

Mas por que focar no nível técnico? A resposta pode estar na demanda do mercado por profissionais qualificados em áreas específicas dos esports, que muitas vezes não exigem formação superior completa.

Segundo dados da Esports Insider, o mercado global de esports deve movimentar mais de US$ 1,8 bilhão em 2025, com crescimento significativo em áreas como produção de conteúdo e gestão de marcas.

Como o projeto será implementado na prática?

O Gaming Experience funcionará como uma série de módulos complementares aos cursos regulares da FIEB, com aulas teóricas e práticas ministradas por profissionais atuantes no mercado de esports. A W7M planeja trazer não apenas seus próprios especialistas, mas também convidados de outras organizações para oferecer uma visão ampla do ecossistema.

Um detalhe interessante é que parte das aulas acontecerá nas instalações da própria W7M, dando aos estudantes a oportunidade de vivenciar o dia a dia de uma organização profissional. Imagine aprender sobre transmissão de partidas dentro de um estúdio real usado para campeonatos?

Oportunidades além da sala de aula

O projeto não se limita apenas ao ensino. A W7M já adiantou que os melhores alunos terão a chance de:

  • Estágios remunerados na organização

  • Participação em eventos reais como parte da equipe de produção

  • Mentorias individuais com profissionais experientes

  • Acesso à rede de contatos da W7M no mercado

Isso me faz pensar: quantas carreiras promissoras podem nascer de iniciativas como essa? O mercado de esports no Brasil ainda sofre com a falta de mão de obra qualificada em áreas técnicas, e projetos assim podem ajudar a preencher essa lacuna.

O crescimento do ecossistema de esports no Brasil

Vale contextualizar que essa iniciativa da W7M não surge no vácuo. Nos últimos cinco anos, o Brasil viu um crescimento exponencial no setor de esports, com:

  • Aumento de 300% no número de organizações profissionais

  • Criação de cursos superiores relacionados a games em universidades

  • Investimento recorde de marcas não-endêmicas

  • Surgimento de novas ligas e campeonatos regionais

Dados da Abragames mostram que o Brasil já é o terceiro maior mercado de jogos do mundo, com mais de 100 milhões de jogadores. No entanto, a profissionalização das carreiras adjacentes aos esports ainda está engatinhando.

E aqui está um ponto crucial: enquanto os holofotes sempre ficam para os jogadores estrelas, são os profissionais das áreas de apoio que mantêm a máquina dos esports funcionando. Desde o designer que cria as artes para as redes sociais até o estatístico que analisa o desempenho das equipes - todos são essenciais.

Desafios e próximos passos

Apesar do entusiasmo com o lançamento, a W7M enfrenta alguns desafios interessantes. Como manter o conteúdo do curso atualizado em um mercado que muda rapidamente? E como medir o sucesso real do projeto além do número de alunos matriculados?

Conversando com fontes próximas à organização, soube que já estão sendo planejadas expansões para outras instituições de ensino caso o piloto com a FIEB apresente bons resultados. Há também discussões sobre a criação de bolsas de estudo para alunos de baixa renda que demonstrarem potencial.

Com informações do: Dust2