O cenário competitivo de VALORANT está prestes a ganhar um novo elemento de caos e controle. Durante a aguardada final do VALORANT Champions em Paris, a Riot Games finalmente tirou o véu de seu mais novo agente: Veto. Nascido no Senegal e definido por uma mutação genética única, este sentinela promete não apenas defender posições, mas desmantelar ativamente as ferramentas que os adversários usam para conquistá-las. Sua chegada, marcada para 7 de outubro, não é um simples acréscimo à lista – é uma declaração de intenções sobre um novo tipo de jogo defensivo.

Veto: conheça o novo sentinela que anula utilitários em VALORANT

Um Kit Projetado para a Negação

O que realmente define Veto e o separa de sentinelas como Killjoy ou Cypher é a filosofia por trás de suas habilidades. Enquanto outros controlam áreas com dano ou informação, Veto parece especializado em negar. Sua ferramenta mais emblemática, o Interceptador, é um pesadelo para qualquer estratégia baseada em utilidades. Imagine posicionar esse dispositivo e ver as granadas de atordoamento, os drones ou as setas reveladoras de Sova simplesmente desaparecerem antes mesmo de cumprirem sua função. É um poder que ataca diretamente o planejamento inimigo, forçando uma mudança de mentalidade no calor do round.

Mas não pense que ele é apenas um desmancha-prazeres estático. A Travessia adiciona uma camada de mobilidade inesperada para um sentinela. Posicionar um vórtice para um reposicionamento rápido ou uma fuga criativa oferece uma flexibilidade que personagens como Sage só sonham em ter. E a Imobilidade? Bem, ela é aquele tipo de habilidade que pode virar um round perdido. Prender um inimigo chave, aplicando Surdez e Deterioração, não é apenas um controle – é uma sentença de morte se sua equipe estiver coordenada.

Veto: conheça o novo sentinela que anula utilitários em VALORANT

A Evolução: O Poder Definitivo de um Sentinel

Agora, vamos falar do que pode ser a ultimate mais agressiva já dada a um sentinela. Evolução não é uma habilidade de suporte ou de defesa de ponto. É uma transformação que transforma Veto em uma força ofensiva autônoma. Estimulante de Combate, Regeneração e imunidade a enfraquecimentos? Soa mais como a ultimate de um duelista em esteroides. Isto levanta uma questão interessante: a Riot está borrando as linhas entre as funções? Veto pode ser o primeiro agente verdadeiramente híbrido, capaz de trancar um site sozinho e depois liderar a retomada com seu ultimate.

Na minha experiência acompanhando o meta de VALORANT, agentes que quebram paradigmas assim tendem a ser inicialmente subestimados ou considerados "quebrados", até que os profissionais descubram seu verdadeiro potencial. O poder do Interceptador, em particular, me faz pensar em como ele pode neutralizar composições inteiras que dependem de utilidades para entrar em um bombsite. Time que abusa de flashes e fumaças de brimstone pode ter que repensar toda a estratégia.

Veto: conheça o novo sentinela que anula utilitários em VALORANT

Impacto no Meta e no Cenário Competitivo

A introdução de Veto coincide com o lançamento do novo modo Duelo, um sinal de que a Riot quer incentivar confrontos mais diretos e mecânicos. E, de certa forma, Veto se encaixa nessa narrativa. Sua capacidade de "limpar" o campo de utilidades obriga os jogadores a confiarem mais na mira e no posicionamento puro. Para o cenário profissional, isso é enorme. Estratégias meticulosas, que levam meses para serem aperfeiçoadas, podem ser desfeitas por um único dispositivo bem posicionado.

Será que vamos ver composições com dois sentinelas se tornarem viáveis, com um Cypher fornecendo informação e um Veto garantindo que nada interfira no combate? Ou talvez ele substitua completamente outros controladores em certos mapas? A beleza – e o caos – de um novo agente está justamente nessas incógnitas. O meta está quieto há algum tempo, e Veto parece a pedra que a Riot está atirando no lago para criar novas ondas.

Para se aprofundar mais no universo de VALORANT, você pode conferir notícias sobre a chegada da Unreal Engine 5 ao jogo, a polêmica liberação de publicidade de apostas nos torneios, ou uma entrevista exclusiva sobre os 5 anos do jogo.

E pensar que tudo começou com um vazamento. Lembro-me de ver os primeiros rumores sobre um "sentinela anti-utilidades" em fóruns especializados, meses atrás. Muitos duvidaram, achando que seria um poder muito disruptivo para o jogo. Mas a Riot, como sempre, parece ter uma visão clara do que quer para o ecossistema competitivo. Veto não é um acidente; é uma resposta. Uma resposta a composições que se tornaram excessivamente dependentes de utilidades para criar espaço, onde o duelo puro e simples às vezes fica em segundo plano.

Falando em duelo, você já parou para imaginar como será enfrentar um Veto no modo Duelo, que chega junto com ele? Sem equipe para coordenar, aquele Interceptador pode se tornar a ferramenta mais frustrante – ou satisfatória – do jogo. Ele te força a jogar de uma forma que VALORANT raramente exige: com paciência e previsão. Você não pode mais simplesmente jogar uma utilidade para limpar um cantinho; tem que arriscar o peito ou encontrar um caminho completamente diferente. Isso muda a dinâmica fundamental de um 1v1.

Sinergias e Contramedidas: O Quebra-Cabeça Tático

O kit de Veto não existe no vácuo. Ele vai criar novas sinergias fascinantes e, é claro, vai gerar suas próprias contramedidas. Vamos pensar em alguns cenários. Um duelista como Jett ou Raze, que depende menos de utilidades e mais de mobilidade bruta, pode se tornar um parceiro ideal para Veto. Enquanto ele "limpa" o site, eles entram com força total. Por outro lado, agentes como Kay/o, cujo supressor já nega habilidades, podem formar uma dupla de negação absolutamente opressiva. Imagine um site onde você não pode usar habilidades *e* ainda corre o risco de ter suas utilidades destruídas? É um pesadelo logístico para qualquer ataque.

Mas e as contramedidas? Aqui é onde a mente dos jogadores vai brilhar. Agentes com utilidades de curto alcance e alta velocidade de execução, como a Curveball da Gekko ou o Boom Bot da Raze, podem ser a chave. Se o Interceptador tem um tempo de ativação ou um alcance limitado, utilidades que chegam rápido demais para serem negadas podem ser a resposta. Ou então, a velha e boa finta. Usar uma utilidade barata como isca para fazer o Veto ativar seu dispositivo, e então investir com o verdadeiro combo. A guerra de mentes entre o Veto e o controlador inimigo vai ser um espetáculo à parte.

E não podemos esquecer do fator surpresa. A Travessia dá a ele uma mobilidade que outros sentinelas não têm. Isso significa que ele não está preso a um único site. Ele pode posicionar um Interceptador em A, usar a Travessia para se reposicionar rapidamente e ajudar na retomada de B. Essa imprevisibilidade vai obrigar os times atacantes a scannear o mapa inteiro, não apenas o site que escolheram. É um desgaste mental adicional.

O Peso da Responsabilidade e a Curva de Aprendizado

Aqui vai uma opinião pessoal: acho que Veto será um agente de alto risco e alta recompensa, talvez um dos mais difíceis de dominar. Por quê? Porque o poder de negação é inútil se você não souber *o que* e *quando* negar. Um Killjoy pode simplesmente soltar seu Nanoswarm num choke point e causar dano garantido. Um Cypher coloca sua câmera e coleta informação passiva. Veto, não. Usar o Interceptador no momento errado, ou no lugar errado, é desperdiçar seu recurso mais valioso. É preciso um conhecimento profundo de todas as composições inimigas, dos tempos de execução das habilidades e dos pontos de entrada padrão de cada mapa.

Isso me leva a crer que seu impacto inicial no ranked pode ser… caótico. Vamos ver muitos Vetos usando suas habilidades de forma ineficiente, sendo mais um peso do que um ativo. Mas, ao mesmo tempo, quando um jogador realmente competente pegar esse agente, a sensação de impotência do time adversário será palpável. Será como jogar xadrez contra alguém que pode remover suas peças do tabuleiro antes de você movê-las.

A ultimate, Evolução, também é uma faca de dois gumes. Transformar-se em um tanque ofensivo é tentador, mas abandonar seu posto como sentinela pode deixar o bombsite desprotegido. Será uma ferramenta melhor para retomadas agressivas ou para segurar um plant contra investidas? A comunidade vai levar semanas, talvez meses, para descobrir os melhores usos. E é justamente essa jornada de descoberta coletiva que mantém um jogo como VALORANT vivo.

O que mais me intriga, no fim das contas, é a mensagem por trás do design. A Riot está claramente incentivando um jogo mais baseado em skill de mira e posicionamento, reduzindo o impacto de combos de utilidades que podem às vezes sentir-se como "vitórias baratas". É uma direção arriscada, pois as utilidades são parte da identidade do jogo. Mas também é refrescante. Talvez Veto seja o agente necessário para sacudir a poeira de um meta que, vamos admitir, estava começando a ficar um pouco previsível para os espectadores mais atentos. A próxima temporada do VCT promete ser, no mínimo, experimental.



Fonte: Adrenaline