A Riot Games finalmente revelou o novo agente que vai se juntar ao elenco de VALORANT. Durante a grande final do VALORANT Champions Tour 2025, a desenvolvedora anunciou Veto, um personagem de origem senegalesa que assume a função de Sentinela. E, cá entre nós, suas habilidades prometem sacudir a meta do jogo de uma forma que poucos Sentinelas conseguiram até agora. Ele chega oficialmente ao jogo nesta terça-feira, 7 de outubro, junto com a nova atualização.
Um Sentinela que desafia as convenções
Veto não é um Sentinela comum. Se você está acostumado com as barreiras de Sage, as armadilhas de Cypher ou os robôs de Killjoy, prepare-se para algo diferente. As habilidades de Veto têm uma vibe muito mais agressiva e utilitária, lembrando mais um Iniciador como o KAY/O do que um guardião tradicional do bombe. O cerne do seu kit é a negação de utilidades – ele é literalmente projetado para anular as ferramentas e poderes dos adversários, o que é uma mudança de paradigma fascinante para a classe.
Isso me faz pensar: será que a Riot está tentando tornar os Sentinelas mais proativos e menos dependentes de setups estáticos? A função sempre foi associada a controle de área e defesa passiva, mas Veto parece querer disputar o espaço de forma mais direta.
Detalhando o kit de habilidades de Veto
Vamos às habilidades que vão dar o que falar nos próximos campeonatos e nas filas ranqueadas:
- Imobilidade (C): Veto lança um fragmento viscoso que, ao atingir o chão, cria uma armadilha. Inimigos pegos nela ficam presos no lugar, sofrendo os efeitos de Surdez e Deterioração. O interessante é que a armadilha pode ser destruída pelos oponentes antes de ativar, adicionando uma camada de mind games. É uma ferramenta de controle incrivelmente poderosa para segurar um push ou isolar um alvo.
- Travessia (Q): Essa é a mobilidade do agente. Ele posiciona um vórtice no chão e pode se teleportar instantaneamente para ele desde que esteja dentro do alcance e olhando na direção certa. Na fase de compra, o vórtice pode ser recolhido e reposicionado. Isso dá a Veto uma flexibilidade tática enorme para flanquear, reposicionar-se rapidamente ou até mesmo fazer retakes criativos.
- Interceptador (E): Aqui está a habilidade mais única e potencialmente disruptiva. Veto posiciona um dispositivo que, quando ativado, destrói automaticamente qualquer utilidade inimiga que rebateria em um jogador ou que seria naturalmente destruída por tiros. Pense em granadas de molotov, setas de reconhecimento, drones... É um contador direto a uma infinidade de estratégias. Claro, o Interceptador também pode ser destruído, então o posicionamento será crucial.
- Evolução (X - Ultimate): Veto entra em um estado de mutação completa, ganhando Estimulante de Combate e Regeneração de vida. O ponto mais importante: ele se torna imune a todas as formas de enfraquecimento durante a ultimate. Nada de cegueira, lentidão ou deterioração. Em um meta onde utilidades de crowd control são abundantes, isso pode ser um divisor de águas em rounds decisivos.
O impacto de Veto no meta competitivo
Veto se torna o 29º agente do jogo e o sétimo na função de Sentinela, seguindo os passos de Sage, Cypher, Killjoy, Chamber, Deadlock e Vyse. Ele sucede Waylay, o Duelista lançado em março. A escolha de lançar outro Sentinela agora é curiosa. Será uma resposta ao domínio de composições com múltiplos Iniciadores ou Duelistas?
O que mais me impressiona é como seu kit força os oponentes a repensarem seus executes. Jogar contra um Veto significa que suas smokes, flashes e utilidades de reconhecimento têm uma vida útil muito mais curta. Ele praticamente exige que as equipes desenvolvam um plano B. Por outro lado, ele também pode ser um agente de alto risco: se o Interceptador for destruído rapidamente, uma parte crucial de sua presença no round se vai.
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Mas vamos além da teoria. Como Veto se encaixa nas composições atuais? Imagine um cenário comum: a equipe atacante prepara um execute em Split com smokes, flashes e uma Sova tentando descobrir posições na defesa. Um Veto bem posicionado, com seu Interceptador ativo, poderia anular a flecha de reconhecimento e forçar os atacantes a entrarem às cegas. É um poder de desinformação brutal. Por outro lado, em um mapa como Bind, sua Travessia (Q) pode ser usada para flanquear pelo teleportador de uma forma completamente imprevisível, saindo de lugares onde nenhum Sentinela normalmente estaria.
E o que isso significa para os outros Sentinelas? Cypher e Killjoy, por exemplo, são mestres em controlar áreas com setups pré-definidos. Veto parece ser o oposto: um Sentinela de reação, que responde às ações inimigas em tempo real. Ele não "segura" um site com armadilhas invisíveis; ele o "protege" anulando a ferramenta que o inimigo tentou usar. É uma filosofia defensiva completamente nova. Será que vamos ver composições com dois Sentinelas, onde um (como Cypher) controla o espaço e o outro (Veto) nega as utilidades? A criatividade dos jogadores profissionais será testada ao máximo.
O desafio do equilíbrio e a comunidade
Todo novo agente vem com a pergunta: ele será muito forte? A habilidade Interceptador (E), em particular, parece um daqueles poderes que podem gerar um monte de reclamações nos fóruns. "Minha utilidade sumiu antes de eu poder usar!" é um grito que já consigo ouvir. A Riot terá que acertar em cheio no tempo de ativação, no raio de efeito e na vida do dispositivo para que ele seja um contador justo, e não uma negação barata e onipresente.
Lembra do lançamento do Chamber? Ele redefiniu completamente o que um Sentinela poderia fazer, oferecendo um poder de duelo absurdo. Veto não parece ter o mesmo poder de fogo bruto, mas seu impacto estratégico pode ser ainda mais profundo. Ele não mata com um headshot fácil; ele mata a sua estratégia. E, às vezes, isso é mais frustrante. A comunidade já está fervilhando com teorias. Alguns acham que ele será um must-pick em mapas com corredores apertados, como Lotus ou Haven, onde utilidades são jogadas em pilhas. Outros acreditam que sua falta de um "muro" ou uma cura o tornará fraco contra rushes agressivos.
E aí entra outro ponto: a curva de aprendizado. Dominar a Travessia (Q) para reposicionamentos precisos sob pressão não será fácil. Saber o momento exato para ativar o Interceptador (E) – muito cedo e ele é destruído, muito tarde e a utilidade inimiga já cumpriu seu papel – exigirá um timing de profissional. Veto parece ser um daqueles agentes com um piso de habilidade razoável (qualquer um pode jogar a armadilha C) mas com um teto estratosférico. A diferença entre um Veto bom e um Veto excepcional será abismal.
Além do jogo: representação e design
Não podemos falar de Veto sem mencionar sua origem senegalesa. A Riot tem feito um trabalho notável em diversificar o elenco de VALORANT, e cada nova cultura adicionada enriquece a tapeçaria do jogo. Os detalhes visuais de Veto, desde seus trajes até os efeitos sonoros e visuais de suas habilidades, provavelmente trarão elementos inspirados no Senegal. Isso adiciona uma camada de profundidade e autenticidade que vai muito além do meta-game. É um lembrete de que os jogos são, também, uma forma de arte e expressão cultural.
O design de som das habilidades será crucial para seu balanço. O barulho da ativação do Interceptador será alto o suficiente para alertar os inimigos? O som do teleporte da Travessia dará uma dica clara de para onde ele foi? Esses pequenos detalhes auditivos são o que separa um agente justo de um agente irritante. A Riot geralmente acerta nisso, criando pistas sonoras que recompensam a atenção dos jogadores.
Enfim, o lançamento está aí. A partir de 7 de outubro, as filas ranqueadas vão virar um laboratório de testes. Veremos quais duelos de agentes se tornarão clássicos (Veto vs KAY/O, a batalha dos anuladores?) e quais estratégias serão deixadas para trás. Uma coisa é certa: a mesa do tático nunca esteve tão interessante. Os coaches terão noites sem dormir para desvendar como integrar – ou contornar – esse novo guardião que prefere desarmar bombas estratégicas a plantar armadilhas convencionais. O meta está prestes a levar um veto bem literal.
Fonte: THESPIKE


