FURIA começa com derrota no VCT Americas 2025
Em sua estreia no VCT Americas 2025 Stage 2, a FURIA enfrentou diversos desafios logísticos que impactaram seu desempenho. Sem o jogador Luis "basic" Henrique e os treinadores Ian "shaW" Jardim e Lucas "Kamino" Kamino - todos aguardando a liberação de vistos - a equipe brasileira acabou derrotada por 2 a 0 para a Cloud9.
Análise de Urango sobre a partida
Em entrevista exclusiva após o jogo, o capitão Victor "Urango" Rodrigues foi sincero ao avaliar o desempenho da equipe: "Acho que foi tudo uma soma. A gente não se encaixou dentro de jogo, o nosso plano de jogo não funcionou, as coisas dentro de jogo não deram certo".
O jogador destacou as adversidades enfrentadas: "Óbvio que rolou muita adversidade, adverso é complete, só treinamos dois, três dias. Teve muita coisa que a gente precisava jogar um jogo mais básico e a Cloud9 tava bem preparada".
Desafios da transição para o tier 1
Urango, que trabalha com o técnico shaW desde 2023, comentou sobre as dificuldades da dupla no cenário principal: "Trabalhando muito. Confio muito no meu trabalho e no do shaW, temos um bom entrosamento. Ele não conseguiu estar presente hoje, então é uma dificuldade também".
Sobre as diferenças entre o tier 2 e o tier 1, o capitão foi direto: "A principal diferença é o profissionalismo. O NA tem mais times pra treinar, sempre tem times 'melhores', então sempre aprendemos muita coisa no nível de treino".
Pressão e expectativas para os próximos jogos
O jogador admitiu que a pressão da estreia afetou o time: "Acho que tudo junta. Tem essa questão [pressão], estreia. É um time novo, Palla quer se provar, eu quero me provar, cheguei agora no tier 1".
Sobre o próximo desafio contra as Sentinels no dia 25, Urango mostrou confiança: "Minha expectativa é alta. Sempre quero enfrentar os melhores. G2 e Sentinels são os melhores times do VCT Americas e estão no grupo da FURIA".
Para os torcedores, o capitão deixou um recado: "Para os torcedores da FURIA, um pouco de calma, estamos trabalhando, rolaram adversidades. Vamos trabalhar para dar orgulho pra torcida".
Impacto da ausência dos treinadores
A falta dos treinadores shaW e Kamino no local do evento criou um vácuo tático perceptível durante a série. Urango revelou que a comunicação durante os timeouts foi feita através de chamadas de vídeo, mas admitiu as limitações: "É completamente diferente quando eles estão ao seu lado. A gente perdeu alguns detalhes importantes que poderiam ter mudado o rumo de certas rounds".
Um momento emblemático ocorreu na segunda mapa (Split), quando a FURIA perdeu quatro rounds consecutivos após um timeout técnico. Analistas presentes notaram que a equipe parecia indecisa em suas execuções de ataque, especialmente no site B.
Adaptação ao meta internacional
Questionado sobre as diferenças estratégicas entre o cenário brasileiro e o VCT Americas, Urango destacou: "Aqui os times jogam muito mais com base em leitura de jogo do que com plays ensaiadas. A Cloud9 nos pegou várias vezes fazendo rotates baseadas em puro feeling".
Estatísticas da partida mostram que a FURIA teve apenas 32% de sucesso em clutches (1vX), contra 58% da Cloud9 - um indicativo claro da dificuldade em lidar com situações imprevisíveis. O time brasileiro também cometeu 15 "overpeeks" (exposições desnecessárias) segundo o analista estadunidense Sideshow.
Preparação para o próximo desafio
Com a chegada iminente do jogador basic e dos treinadores, Urango adiantou que a equipe planeja sessões intensivas de estudo: "Já temos material para analisar nossos erros e os padrões das Sentinels. Eles são muito fortes no Haven, então provavelmente vamos priorizar o veto desse mapa".
Fontes próximas à organização revelaram que a FURIA marcou scrims (treinos oficiosos) contra a G2 Esports e a Evil Geniuses antes do confronto decisivo. Um dado curioso: nas últimas 10 partidas contra times norte-americanos, a FURIA tem um winrate de apenas 35% no mapa Ascent.
Reação da comunidade
O desempenho da FURIA gerou debates acalorados nas redes sociais. Enquanto alguns torcedores criticaram a atuação de Palla (que terminou com rating 0.89), outros defenderam o time lembrando das circunstâncias adversas.
O streamer e ex-jogador profissional Gaules comentou em sua live: "A gente precisa entender que esse é um processo. Eles estão competindo contra times que estão juntos há anos. Dêem tempo ao tempo". Já o analista brazilianHawk foi mais crítico: "Erros básicos de posicionamento que não deveriam acontecer no tier 1".
A própria Cloud9 reconheceu as dificuldades da FURIA. Em entrevista pós-jogo, o jogador Xeppaa comentou: "Sabíamos que poderíamos explorar sua falta de sincronia. Eles têm jogadores individuais incríveis, mas hoje conseguimos jogar mais como equipe".
Panorama do grupo B
Com a derrota, a FURIA assume a última posição no grupo B, que também conta com Sentinels, G2 Esports e MIBR. As duas primeiras equipes se classificam para os playoffs, enquanto as demais disputam a permanência na liga.
O próximo confronto contra as Sentinels no dia 25 promete ser decisivo. Um levantamento feito pelo site VLR.gg mostra que a FURIA nunca venceu as Sentinels em mapas oficiais, com um histórico de 0-5. Porém, nas últimas scrims vazadas, o time brasileiro teria vencido 2 das 5 partidas disputadas.
Com informações do: Game Arena


