Primeira vitória no Major
A Imperial conquistou sua primeira vitória no BLAST.tv Austin Major, com Santino "try" Rigal sendo peça fundamental. O jogador terminou a série com impressionantes 45 abates e rating de 1.69, mas mostrou humildade ao comentar seu desempenho.
"É importante (ir bem individualmente), sim, mas a única coisa que me importa é a vitória", confessou try em entrevista à Dust2 Brasil.
O jogador ainda completou: "Acredito que, se eu conseguir desempenhar bem para o time, e se isso ajudar pelo menos 1% a mais, estou feliz. Mas jogar bem dá confiança".
Mudança de mentalidade
Após duas derrotas no primeiro dia, a Imperial precisou fazer uma autorreflexão. try revelou que o clima não estava dos melhores e que uma conversa franca entre os jogadores foi crucial para a virada.
"Trocamos uma ideia sobre o que estava dando ruim para nós, e acho que as vibes não estavam as melhores, o mood não era de Major. Melhoramos isso e deu certo", explicou o argentino.
O jogador, que está em seu terceiro Major, compartilhou uma lição valiosa: "É mais sobre curtir o momento. Pessoalmente, eu não curti muito o Major passado, sofri com muita frustração e estresse".
Essa mudança de mentalidade parece ter sido a chave para seu excelente desempenho: "Eu estava me botando muita pressão, me cobrando muito, hoje não foi assim... e isso me fez jogar melhor".
Representando a Argentina
O Major tem um significado especial para try, que se tornou o único jogador argentino na competição após a polêmica exclusão da BESTIA. O atleta tentou mostrar seu orgulho nacional colocando uma bandeira argentina sob sua cadeira, mas a organização removeu o item seguindo suas regras.
"É claro que me estressou um pouco, depois vimos que estava nas regras e eu fiquei de boa... mas é lógico que gostaria de levar a bandeira na cadeira", admitiu.
try reconhece o peso de representar sozinho seu país: "Nos primeiros dois jogos isso pesou um pouco, estava na minha cabeça". Para se concentrar, o jogador decidiu se afastar das redes sociais durante o torneio.
"Agora estou tranquilo, sei que existe a pressão de um país inteiro por eu ser o único jogando, mas é algo que todo jogador tem que saber lidar", refletiu.
Além do apoio dos fãs argentinos, try contou com o carinho da família para superar o início difícil no torneio: "Eu fiquei muito feliz por vencer a primeira partida. Eu falei muito com minha família e eles me ajudaram muito... Fiquei feliz de vencer uma partida pela minha família e pela Argentina".

O caminho pela frente
Apesar da vitória, try sabe que a Imperial ainda tem um longo caminho pela frente no Major. "Cada partida é uma batalha diferente, e não podemos nos deixar levar pela euforia", comentou o jogador, que já está pensando nos próximos adversários.
O time brasileiro-argentino terá pela frente equipes mais bem classificadas, e try acredita que o segredo está na adaptação: "Temos que estudar cada detalhe, cada mapa. Não adianta chegar achando que vai ser igual ao último jogo".
O papel da torcida
Um aspecto que chamou atenção foi o apoio massivo da torcida brasileira à Imperial, mesmo com try sendo o único não-brasileiro no time. "É incrível sentir essa energia", disse o argentino, visivelmente emocionado. "Quando você ouve o grito da galera, dá aquela adrenalina extra".
Ele revelou que até aprendeu algumas palavras em português para se comunicar melhor com os fãs: "Sempre que posso, tento responder aos gritos. Aprendi a dizer 'valeu, galera!' e 'vamos que vamos!'".
Rotina durante o torneio
try compartilhou alguns detalhes sobre como está mantendo o foco durante os dias intensos de competição:
Acorda cedo para sessões individuais de treino antes das reuniões de equipe
Mantém uma dieta rigorosa, evitando comidas pesadas antes das partidas
Faz sessões de alongamento e exercícios respiratórios para controlar a ansiedade
Evita qualquer distração nas redes sociais durante o dia de jogo
"Tem que ter disciplina", afirmou. "Não adianta treinar o ano todo e chegar aqui querendo mudar tudo".
O sonho de chegar longe
Quando questionado sobre suas expectativas para o restante do torneio, try foi cauteloso mas não escondeu a ambição: "Claro que todo mundo quer levantar o troféu, mas temos que pensar em um jogo de cada vez".
Ele fez uma analogia interessante: "É como subir uma montanha. Se você só olhar para o topo, pode tropeçar no caminho. Melhor focar em cada passo".
O jogador argentino também comentou sobre a possibilidade de enfrentar times de seu país mais adiante no torneio: "Seria especial, com certeza. Mas no jogo não tem amigos, só competidores".

Com informações do: Dust2


