Staehr abraça novos desafios e pressão em posições de destaque
Victor "Staehr" Staehr, jogador da Astralis, está encarando com entusiasmo sua transição para posições mais protagonistas no time de CS:GO. O dinamarquês, que antes ocupava principalmente funções de âncora, agora assume papéis que exigem maior impacto individual e vocal dentro do jogo.
"Antes eu pegava as posições que sobravam, que eram geralmente as de âncora. Agora tenho muito mais responsabilidade, o que significa que preciso performar sendo vocal e, claro, individualmente", explica Staehr. "Às vezes os âncoras têm o benefício da dúvida porque as pessoas dizem 'Ok, não é a posição de estrela, eles não precisam performar'. Mas agora eu realmente tenho que performar, e isso é bom."
O impacto de HooXi na nova Astralis
O time dinamarquês passou por uma significativa transformação desde a chegada de Rasmus "HooXi" Nielsen como líder. Starehr não poupa elogios ao capitão: "Ele permite que cada um de nós, todos os jogadores, joguem melhor, e é isso que um IGL deve fazer".
Segundo o jogador, HooXi trouxe uma visão clara de jogo que foi rapidamente assimilada pelo time: "Ele não precisa de muito tempo para mostrar sua visão sobre o jogo e como ele gosta de jogar. Acho que todos nós compramos a ideia muito rapidamente".
Novas ambições para a Astralis
Com a ascensão no ranking VRS - de fora do top 10 para o sexto lugar - as ambições da Astralis também cresceram. "Não se trata mais apenas de chegar ao Major; é sobre ter um bom desempenho no Major", afirma Staehr. "Não acho que vamos nos contentar apenas em nos classificar, mesmo que não tenhamos conseguido nos últimos quatro anos."
O jogador destaca os recentes resultados do time como prova de seu potencial: "Mostramos que podemos vencer bons times. Estávamos bastante confortáveis contra a NAVI desta vez. E na final de Astana, tivemos uma chance contra a Spirit naquela época".
Sobre o formato do torneio em Malta
Staehr também compartilhou suas impressões sobre o formato único do torneio BLAST Bounty, onde times se enfrentam após se escolherem mutuamente: "Gosto do modo como foi feito. Também gosto que está sendo em um estúdio e não apenas online, isso adiciona emoção".
No entanto, ele aponta uma limitação: "A única coisa que não gosto é que você não quer realmente arriscar o dinheiro, nenhum azarão fará isso por causa do ranking VRS. Não que haja uma solução para isso, mas é meio triste não haver nada para arriscar porque todos precisam do prêmio em dinheiro para obter pontos VRS".
Ajustando-se às novas responsabilidades
Staehr reconhece que a transição para papéis mais agressivos não foi imediata. "No começo, foi um pouco assustador", admite. "Você fica acostumado a jogar de certa maneira por anos, e de repente precisa mudar completamente sua mentalidade. Mas depois de algumas semanas, comecei a me sentir mais confortável tomando essas decisões em momentos cruciais."
O jogador destaca que essa mudança trouxe benefícios inesperados para seu desenvolvimento individual: "Quando você está sempre nas posições de suporte, acaba não treinando certas habilidades. Agora estou aprendendo a ler melhor o jogo, a antecipar movimentos dos adversários de uma forma que nunca precisei antes."
O processo de reconstrução da Astralis
A chegada de novos jogadores e a saída de veteranos criaram um ambiente de renovação no time. Staehr comenta sobre o processo: "Quando você tem tantas mudanças, é quase como começar do zero. Mas isso também significa que não há bagagem negativa, nenhum hábito ruim que precise ser desaprendido."
Ele detalha como o time está trabalhando na construção de uma identidade própria: "Estamos criando nosso próprio estilo, não tentando copiar o que funcionou para outros times. HooXi tem sido essencial nisso, ajudando a encontrar um equilíbrio entre o que cada um de nós faz melhor."
Um aspecto interessante que Staehr menciona é a dinâmica fora do jogo: "Passamos muito tempo juntos, não apenas jogando. Isso ajuda a criar confiança, que depois se traduz em melhores comunicações durante as partidas. Quando você conhece bem seus companheiros, sabe como cada um reage sob pressão."
Desafios específicos do cenário atual
O jogador aborda as particularidades do momento competitivo: "O meta está mudando rápido, e times que conseguem se adaptar mais rápido estão levando vantagem. Não é mais sobre ter um estilo fixo, mas sobre ser versátil."
Ele cita exemplos concretos: "Antes você podia se especializar em certas posições ou mapas. Agora precisa ser bom em tudo, porque os adversários estudam cada detalhe. Se tiver um ponto fraco óbvio, vão explorar até a exaustão."
Staehr também comenta sobre a evolução do nível competitivo: "A diferença entre os melhores times e os do meio da tabela está menor do que nunca. Qualquer um pode vencer qualquer um em um dia bom. Isso torna cada partida importante, não dá para relaxar contra nenhum adversário."
Preparação para os próximos desafios
Com torneios importantes no horizonte, Staehr detalha como o time está se preparando: "Estamos focando em corrigir pequenos erros que nos custaram rounds decisivos. Às vezes é algo simples como posicionamento ou timing de utilidades que faz toda a diferença."
Ele revela uma mudança na abordagem de preparação: "Antes focávamos muito em estratégias complexas. Agora estamos priorizando fundamentos sólidos e flexibilidade. É melhor executar bem o básico do que tentar jogadas elaboradas que não dominamos completamente."
Staehr também menciona o trabalho individual: "Cada um de nós tem áreas específicas para melhorar. No meu caso, estou trabalhando em manter a consistência durante séries longas de mapas. É fácil começar bem, mas o desafio é manter o nível alto quando o cansaço e a pressão aumentam."
Com informações do: HLTV


