Interesse da SK Gaming no projeto Last Dance
A SK Gaming, uma das organizações mais tradicionais do cenário de esports, demonstrou interesse em patrocinar o projeto The Last Dance, liderado pelo lendário jogador brasileiro Gabriel "FalleN" Toledo no início de 2022. A revelação foi feita por Ricardo, Manager de Operações da organização alemã, durante uma visita ao escritório da equipe em Hamburgo.
Em um vídeo publicado no canal do ex-jogador short, que visitou a sede da SK Gaming junto com o criador de conteúdo MAGICJR, o executivo português explicou que o acordo não avançou devido a uma decisão estratégica dos acionistas da organização.
"Cogitamos, mas não foi feito por uma questão de estrutura. Com a entrada desse sistema de shareholders, fomos para longe dos shooters. E obviamente isso seria sempre uma colisão. No coração, houve muito cogito, mas na realidade, uma vez fechado, já não podíamos abrir" - Ricardo, Manager da SK Gaming
Mudança de estratégia da SK Gaming
A SK Gaming foi uma das organizações mais vitoriosas da era CS:GO, especialmente querida pelos fãs brasileiros após os títulos conquistados em 2016 e 2017 com a lineup brasileira. No entanto, desde 2018 a organização alemã deixou de investir no cenário de jogos de tiro.
Essa mudança ocorreu por uma decisão dos acionistas da SK Gaming, que optaram por não investir mais em jogos considerados violentos. Atualmente, a organização está presente em cenários como:
Rocket League
Clash Royale
Brawl Stars
League of Legends
Hearthstone
World of Warcraft
O projeto The Last Dance
Em 2022, FalleN liderou o ambicioso projeto The Last Dance, que visava reunir os campeões do Major de 2016. A formação acabou incluindo, além do próprio FalleN, os jogadores fer e fnx, além de boltz e VINI, com peacemaker como coach.
Segundo apurações da época, várias organizações demonstraram interesse em patrocinar o quinteto, mas a Imperial acabou sendo a escolhida para representá-los. O que poderia ter sido diferente se a SK Gaming tivesse mantido seu foco em CS:GO?
Impacto no cenário competitivo
A decisão da SK Gaming de não investir em CS:GO e posteriormente em CS2 teve repercussões significativas no cenário competitivo. A ausência de uma das organizações mais tradicionais criou um vácuo que outras equipes tentaram preencher, mas sem o mesmo apelo emocional para os fãs brasileiros. Afinal, quem não se lembra da era de ouro da SK com a lineup brasileira?
Curiosamente, essa mudança estratégica coincidiu com um período de transformação no cenário de esports. Enquanto a SK Gaming se afastava dos jogos de tiro, vimos o surgimento de novas organizações focadas exclusivamente em CS:GO/CS2, como a FURIA, que rapidamente conquistou o coração dos fãs brasileiros.
O que poderia ter sido diferente
Se a SK Gaming tivesse mantido seu compromisso com o cenário de CS:GO, como estaria o mercado hoje? Especialistas apontam que a organização poderia ter:
Mantido sua base de fãs leais, especialmente no Brasil
Capitalizado no hype do retorno de FalleN e companhia
Posicionado-se estrategicamente para a transição para o CS2
Desenvolvido uma rivalidade saudável com a FURIA
No entanto, como Ricardo mencionou, a decisão dos acionistas foi clara: afastar-se de jogos considerados violentos. Uma postura que, embora compreensível do ponto de vista comercial, deixou muitos fãs nostálgicos pelo que poderia ter sido.
O legado da SK Gaming no CS:GO
Mesmo após sua saída do cenário, a influência da SK Gaming permanece viva. A era brasileira da organização estabeleceu padrões de excelência que ainda são referência hoje. Alguns dos marcos mais memoráveis incluem:
Primeira equipe brasileira a vencer um Major (MLG Columbus 2016)
Recorde de 16 títulos internacionais em 2016-2017
Domínio absoluto do ranking mundial por 18 meses consecutivos
Desenvolvimento de uma identidade de jogo agressiva e criativa
Esses feitos ajudaram a moldar o cenário competitivo atual e inspiraram uma nova geração de jogadores brasileiros. Não é exagero dizer que sem a SK Gaming, o CS brasileiro não seria o mesmo hoje.
O futuro das organizações tradicionais
A história da SK Gaming levanta questões importantes sobre o futuro das organizações tradicionais em esports. Com o cenário em constante evolução, muitas se veem diante de dilemas similares:
Como equilibrar tradição e inovação?
Vale a pena manter investimentos em jogos estabelecidos?
Como lidar com a pressão de acionistas versus expectativas dos fãs?
Enquanto isso, o projeto The Last Dance seguiu seu caminho com a Imperial, provando que mesmo sem o apoio de uma gigante como a SK, o talento e a paixão dos jogadores podem falar mais alto. Mas é impossível não imaginar como seria ter visto a lendária logo da SK Gaming novamente ao lado de FalleN e seus companheiros.
Com informações do: Game Arena


