Times brasileiros na BLAST Bounty Season 2

A cena brasileira de Counter-Strike terá forte representação na segunda edição do torneio BLAST Bounty. FURIA, Legacy, MIBR e paiN Gaming estão entre as 32 equipes convidadas para o campeonato internacional, conforme anunciado pela organizadora nesta quinta-feira.

O critério de seleção utilizou o Valve Regional Standings (VRS), sistema que avalia o desempenho recente das equipes. Para os fãs brasileiros, essa é uma ótima oportunidade de ver nossos times competindo contra algumas das melhores formações do mundo.

Formato e datas do torneio

A competição acontecerá entre 5 e 10 de agosto, mantendo o formato bem-sucedido da primeira edição:

  • Fase online (closed qualify) com todas as 32 equipes

  • Duas rodadas de partidas em melhor de três mapas (md3)

  • Oito melhores times avançam para a fase presencial

  • Eliminação simples até a grande final, que será em md5

O que diferencia a BLAST Bounty de outros torneios é seu sistema único de recompensas, que foi simplificado nesta edição para tornar as vitórias ainda mais valiosas financeiramente.

Lista completa de participantes

Além dos times brasileiros, o torneio reunirá grandes nomes do cenário internacional:

  • Dinamarca: Astralis, ECSTATIC

  • Estados Unidos: Complexity, NRG

  • Europa: FaZe, G2, HEROIC, NAVI, MOUZ, Virtus.pro, Vitality

  • Ásia: TYLOO, The MongolZ

  • CIS: Spirit, BetBoom

Para os times brasileiros, especialmente a FURIA que vem de desempenhos inconsistentes, essa será uma chance importante de recuperar o bom momento. Já a paiN Gaming terá que resolver seus problemas no lado CT, como apontado recentemente pelo jogador nqz em entrevista.

O que mais chama atenção nesta edição é o equilíbrio entre times consagrados e equipes em ascensão. Enquanto Astralis e FaZe trazem toda sua tradição, formações como Aurora e B8 representam o sangue novo do cenário competitivo.

O que esperar dos times brasileiros

A FURIA, que já foi top 5 mundial em 2021, chega ao torneio precisando provar que ainda pertence ao elite do CS:GO. Com a saída de arT e a chegada de guerri como técnico, a equipe passa por uma reformulação tática que pode surpreender adversários. Seus jogadores têm histórico de performances explosivas em torneios internacionais - lembra quando KSCERATO foi eleito MVP do ESL Pro League Season 13?

Já o MIBR parece ter encontrado uma identidade mais sólida com a formação atual. O time vem mostrando evolução consistente desde que FalleN assumiu como líder dentro do servidor. Seu estilo de jogo metódico pode ser uma arma valiosa contra equipes mais agressivas.

Já a paiN Gaming e a Legacy representam o futuro do cenário brasileiro. A paiN, em particular, vem chamando atenção com seu jogo agressivo e imprevisível. Porém, como mencionado pelo jogador nqz, precisam urgentemente melhorar sua defesa - estatísticas mostram que têm um dos piores win rates como CT entre as equipes participantes (apenas 42%).

O sistema de recompensas: o que mudou

O formato 'Bounty' que dá nome ao torneio foi ajustado para esta segunda edição. Agora, cada vitória na fase inicial vale US$ 5.000 (antes era US$ 2.500), enquanto as vitórias na fase presencial podem render até US$ 25.000 por partida. O prêmio total do torneio ultrapassa US$ 500.000, distribuídos assim:

  • Campeão: US$ 150.000 + bônus por vitórias

  • Vice: US$ 80.000 + bônus

  • Terceiro e quarto: US$ 40.000 cada

  • Quinto ao oitavo: US$ 20.000 cada

O que torna esse sistema único é que os times acumulam prêmios a cada vitória, independente de quando forem eliminados. Isso significa que mesmo equipes que não chegam às fases finais podem garantir uma quantia significativa - um incentivo extra para todos darem o seu melhor.

Desafios logísticos para as equipes

Um aspecto pouco comentado é o desafio que os times brasileiros enfrentarão com viagens e fuso horário. Enquanto a fase online será disputada remotamente, as equipes que avançarem precisarão viajar para a Europa em agosto - justamente no período de férias escolares na região, o que pode afetar disponibilidade de voos e hospedagem.

Além disso, haverá apenas 3 dias entre o fim das eliminatórias online e o início da fase presencial. Para times como a Legacy, que não tem estrutura europeia fixa, isso significa organizar logística de última hora incluindo:

  • Vistos para jogadores e staff

  • Equipamentos de treino no local

  • Acomodação próxima ao estúdio da BLAST

  • Adaptação ao fuso horário europeu

Esses fatores extracampo podem fazer diferença no desempenho, especialmente contra equipes europeias que já estão estabelecidas na região. Vale lembrar que na última edição, a FURIA chegou às semifinais mesmo enfrentando todos esses obstáculos - será que conseguem repetir ou até superar esse feito?

O impacto para o cenário brasileiro

A participação de quatro times brasileiros em um torneio deste nível é significativa por vários motivos. Primeiro, mostra que nosso cenário continua relevante internacionalmente, mesmo após a saída de peças-chave como fer e fnx. Segundo, dá visibilidade para patrocinadores e investidores - algo crucial para a sustentabilidade das equipes.

Mas talvez o aspecto mais importante seja a experiência que jogadores mais jovens vão adquirir. Enfrentar times como FaZe e NAVI é uma oportunidade única para jogadores como skullz (MIBR) e nqz (paiN) testarem suas habilidades contra os melhores do mundo. Essas partidas costumam ser aulas práticas de CS:GO de alto nível.

Com informações do: Dust2