Seletivas abertas podem levar times sul-americanos a torneios internacionais
Nesta terça-feira, dezenas de equipes de CS:GO entrarão nos servidores para disputar o open qualifier da ESL Pro League S22, o primeiro passo em uma jornada que pode terminar em um campeonato internacional. A América do Sul terá pelo menos seis oportunidades como esta nos próximos meses, com duas delas oferecendo vagas diretas para competições globais.
Quais seletivas valem a pena?
Dentre todas as classificatórias abertas anunciadas, apenas duas garantem vagas em torneios internacionais para os vencedores:
ESL Pro League S22: O campeão avança para o closed qualifier da competição global
Ace SA Masters Fall: O vencedor garante vaga na BLAST Open Fall
As demais seletivas servem para definir os participantes de torneios regionais, como as duas edições do CCT Season 3 e a ESL Impact, voltada para equipes femininas. Vale destacar que algumas dessas classificatórias já estão com inscrições abertas no site da Dust2 Brasil.
Calendário completo das qualificatórias
Para times que desejam se planejar, aqui estão todas as datas confirmadas:
ESL Pro League S22: 8-9 de julho
CCT S3 SA Series 3: 19-20 de julho
Ace SA Masters Fall: 27 de julho
ESL Impact Open Qualifier 1: 15-17 de agosto
ESL Impact Open Qualifier 2: 19-21 de agosto
CCT S3 SA Series 4: 23-24 de agosto
O que mais chama atenção nesse calendário é a concentração de eventos em julho e agosto. Para times menores ou menos experientes, essa sequência pode representar tanto uma oportunidade quanto um desafio logístico. Como equilibrar preparação e participação em múltiplas qualificatórias?
O que esperar das equipes sul-americanas?
Nos últimos anos, o cenário competitivo sul-americano de CS:GO mostrou crescimento consistente, com times como FURIA e MIBR alcançando relevância internacional. No entanto, para as equipes que disputarão essas qualificatórias abertas, o caminho é bem mais desafiador. Muitas delas contam com jogadores jovens e pouca estrutura organizacional.
Um fator interessante é que algumas organizações menores estão usando essas seletivas como vitrine para talentos regionais. "Vemos cada vez mais scouts de times europeus acompanhando nossos torneios", comenta um organizador local que preferiu não se identificar. "Para um jogador desconhecido, uma boa performance aqui pode mudar completamente sua carreira."
Estratégias para times iniciantes
Participar de múltiplas qualificatórias exige mais do que habilidade no jogo. Times com orçamentos limitados precisam ser estratégicos:
Foco seletivo: Priorizar as qualificatórias que oferecem vagas diretas para torneios internacionais
Gestão de energia: Evitar esgotamento físico e mental entre um evento e outro
Análise pós-jogo: Estudar as partidas perdidas para identificar pontos de melhoria
Networking: Aproveitar os eventos para fazer contatos na cena competitiva
Alguns treinadores recomendam que times menos experientes escolham duas ou três qualificatórias para focar, em vez de tentar participar de todas. "É melhor chegar 100% preparado em alguns eventos do que mal preparado em todos", explica Ricardo "dead" Sinigaglia, coach da equipe paulista INTZ.
O impacto nas ligas regionais
Essa onda de qualificatórias também está transformando o ecossistema competitivo local. Com tantas oportunidades surgindo, organizadores de ligas menores precisam se adaptar:
Alguns torneios regionais estão sendo remarcados para não conflitar com as datas das qualificatórias internacionais
Patrocinadores começam a exigir que times participem de certos eventos para manter contratos
Plataformas de streaming dedicam mais tempo cobrindo as seletivas abertas
Um efeito colateral interessante é o aumento na procura por coaches e analistas na região. Times que antes jogavam "por diversão" agora buscam profissionalização para ter chances reais nas qualificatórias. Será que esse movimento pode elevar o nível geral da cena sul-americana?
Desafios técnicos e estruturais
Por trás das partidas emocionantes, há uma série de obstáculos que muitos times enfrentam:
Problemas de conexão ainda são frequentes em alguns países da região, especialmente durante partidas online cruciais. Há relatos de times que precisaram jogar qualificatórias em lan houses porque não tinham internet estável em casa.
Outro ponto crítico é a diferença de estrutura entre as equipes. Enquanto algumas contam com psicólogos esportivos e nutricionistas, outras mal conseguem pagar um coach dedicado. Essa disparidade fica ainda mais evidente quando times sul-americanos enfrentam organizações europeias ou norte-americanas nos torneios internacionais.
Com informações do: Dust2


